Mais
um artista confirmou presença no tributo ao Sertão que será feito no
lançamento do livro Reféns da seca, de minha autoria, no próximo dia 25,
às 19 horas, nos jardins da Academia Pernambucana de Letras: Paulo
Matricó. Ao som do violão clássico de Djalma Marques ele vai interpretar
versos do próprio Djalma sobre o drama da seca.
O
livro relata a rotina e a penúria de 120 personagens dos sertões
euclidianos que nunca conseguiram superar as adversidades naturais
advindas deste ciclo sem fim no semiárido.
A
obra, prefaciada pelo cantor, poeta e compositor Maciel Melo, não fica
restrita apenas à abordagem do drama social. Vai mais além e enfoca a
experiência de Israel, que produz em pleno deserto, passando ainda pela
Transposição da China, que tira seu projeto do papel, bem diferente do
Brasil, onde a obra tende a ser um elefante branco.
Reféns
da seca chega também com um primoroso texto do engenheiro José Arthur
Padilha, ex-diretor regional do DNOCS, detalhando o projeto “Base Zero”,
de sua autoria, que seria, sem dúvida, a grande alternativa para
minimizar os efeitos da estiagem no Sertão.]
A
orelha tem a assinatura da competente jornalista Lêda Rivas, com quem
trabalhei no início da minha carreira nos anos 80, no velho Diário de
Pernambuco.
Maciel
Melo, que fez um belíssimo prefácio, vai cantar seus grandes sucessos
na noite de autógrafos. Do meu pai Gastão Cerquinha, o mais apaixonado
de todos os sertanejos pelo seu torrão natal, destaquei uma frase de sua
autoria no livro que acho encantadora:
'Do meu Sertão, eu gosto até das pedras'.
Outros
artistas, que cantam e decantam nosso Sertão, também darão uma
canjinha, como Petrúcio Amorim, Maria Dapaz, Josildo Sá, Daniel Bueno e
Ivan Ferraz.
Uma
noite, portanto, imperdível! Agende já, monte sua caravana do Interior e
venha para este grande tributo ao nosso Sertão! (Do blog do Magno
Martins)
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