O
governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos,
defendeu a alternância de partidos no exercício do poder como essencial à
democracia; Campos afirmou é imprescindível as contribuições que podem
ser feitas pelas outras legendas em exercício no Brasil; “As
experiências que o mundo viveu de partidos únicos se mostraram
catastróficas. É importante que haja uma visão plural da realidade, que
os partidos no exercício e os militantes políticos no exercício legítimo
possam pensar sobre o Brasil, sugerir. Isso é próprio da democracia",
disse em referência aos 12 anos que o PT está no poder
Em
mais uma das várias críticas endereçadas à gestão da presidente Dilma
Rousseff (PT), o governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB,
Eduardo Campos, defendeu a alternância de partidos no exercício do poder
como essencial à democracia. Pregando a mudança de partidos na gestão
Federal - administrada pelo PT há quase 12 anos - Campos afirmou é
imprescindível as contribuições que podem ser feitas pelas outras
legendas em exercício no Brasil. “As experiências que o mundo viveu de
partidos únicos se mostraram catastróficas. É importante que haja uma
visão plural da realidade, que os partidos no exercício e os militantes
políticos no exercício legítimo possam pensar sobre o Brasil, sugerir.
Isso é próprio da democracia, não devia incomodar ninguém, sobretudo
quem tem compromisso democrático”, afirmou Campos nesta quarta-feira
(20). A declaração foi uma resposta a declaração da ministra-chefe da
Casa Civil da Presidência, Gleisi Hoffman, que criticou as alfinetadas
de Campos sobre uma suposta “falta de contato” entre o governo e o
empresariado.
Segundo
a ministra, Campos deveria “olhar ao redor” antes de criticar o “mau
relacionamento” do Governo Federal com os empresários brasileiros.
“Campos anuncia cortes de gastos e faz promessas de ganhos maiores a
concessionários, banqueiros e empresários em geral. Vamos aguardar para
ver o que ele reserva ao povo nessa equação”, declarou Gleisi, em
resposta às constantes críticas de Campos à gestão econômica da
presidente.
"Esse
é o debate que estamos fazendo, que é um debate tranquilo, que é
próprio de uma democracia, onde forças políticas têm o direito de
dialogar, de conversar", declarou o governador durante o evento onde
foram anunciadas as mudanças no secretariado de Pernambuco, que
diminuíram de 28 para 21. A quantidade de pastas do governo Dilma é
outro ponto criticado por Campos. O Governo Federal conta atualmente 39
ministérios.
Enquanto
prega uma variação de partidos no poder, Campos se articula em nível
estadual para garantir mais quatro anos do PSB no poder. Administrando o
Estado há quase oito anos, o socialista não manifestou, até o momento,
com qual partido poderá ser firmada uma aliança visando a chapa
majoritária que disputará o Palácio do Campo das Princesas em 2014. A
única certeza é que o candidato a governador será do PSB. (Pernambuco 247)
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