A
audiência pública realizada, na última quarta-feira (14), na Assembleia
Legislativa sobre a polêmica em torno das alterações feitas no projeto
Canal do Sertão, foi marcada por frustração e críticas direcionadas,
principalmente ao ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB). Ao ser
iniciada com mais de uma hora de atraso – a reunião estava prevista para
começar às 10h – representantes do Ministério da Integração e da
Codevasf convocados para explicar o que levou o projeto a ser modificado
e esclarecer de quem seria a responsabilidade, PT ou PSB, não
compareceram.
A
ausência gerou frustração e revolta dos mais de 40 vereadores,
lideranças e oito prefeitos da região do Araripe presentes na Casa. O
chefe do escritório de representação da Codevasf no Recife, Marcelo
Teixeira, chegou ao auditório apenas para informar que o presidente do
órgão Elmo Vaz Bastos não tinha recebido o convite para comparecer no
encontro. “Não faria sentido deslocar essas pessoas a 700 km se não
tivesse recebido a confirmação de todos, inclusive, da empresa
responsável pelo projeto. Talvez haja um receio de discutir esse assunto
abertamente com a platéia, mas é injustificável essa desatenção
absoluta”, criticou Pimentel.
Prosseguindo
com o debate, o vice-prefeito, cassado, de Petrolina Guilherme Coelho
(PSDB) disse lamentar o fato de o ex-ministro Fernando Bezerra, cujo seu
pai nasceu em Ouricuri, não tenha feito a vigilância necessária sobre
os malefícios do novo projeto do Canal. Coelho também rebateu as
justificativas que Bezerra tem apresentado, e reforçadas ontem pelo
secretário de Agricultura Aldo Santos, de que outros projetos como o
Ramal do Entremontes e Terra Nova iriam cobrir o número de áreas
desassistidas.
“Essa
é a conversa de quem não fez, não cuidou e quando viu o assunto vindo à
tona se incomodou. Porque isso incomoda o ex-ministro Fernando Bezerra,
que vem de uma hora para outra com solução. Como tem água para
transposição e não tem para o Canal? Cada um que faça seu mea-culpa”
disparou o tucano. “Aqui vem presidente e volta presidente, governador
para ver a obra da Fiat que não gera 2 mil empregos. Enquanto com o
Canal do Sertão no formato original vai gerar 400 mil empregos
permanentes”, concluiu Coelho. (Informações de Mirella Araújo da Folha
PE, Foto Ricardo Alves/Gazetta do São Francisco)
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