17 de novembro de 2013

Audiência para debater Canal do Sertão frusta deputados

GUILHERME ricardo alves (4)
A audiência pública realizada, na última quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa sobre a polêmica em torno das alterações feitas no projeto Canal do Sertão, foi marcada por frustração e críticas direcionadas, principalmente ao ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB). Ao ser iniciada com mais de uma hora de atraso – a reunião estava prevista para começar às 10h – representantes do Ministério da Integração e da Codevasf convocados para explicar o que levou o projeto a ser modificado e esclarecer de quem seria a responsabilidade, PT ou PSB, não compareceram.


A ausência gerou frustração e revolta dos mais de 40 vereadores, lideranças e oito prefeitos da região do Araripe presentes na Casa. O chefe do escritório de representação da Codevasf no Recife, Marcelo Teixeira, chegou ao auditório apenas para informar que o presidente do órgão Elmo Vaz Bastos não tinha recebido o convite para comparecer no encontro. “Não faria sentido deslocar essas pessoas a 700 km se não tivesse recebido a confirmação de todos, inclusive, da empresa responsável pelo projeto. Talvez haja um receio de discutir esse assunto abertamente com a platéia, mas é injustificável essa desatenção absoluta”, criticou Pimentel.

Prosseguindo com o debate, o vice-prefeito, cassado, de Petrolina Guilherme Coelho (PSDB) disse lamentar o fato de o ex-ministro Fernando Bezerra, cujo seu pai nasceu em Ouricuri, não tenha feito a vigilância necessária sobre os malefícios do novo projeto do Canal. Coelho também rebateu as justificativas que Bezerra tem apresentado, e reforçadas ontem pelo secretário de Agricultura Aldo Santos, de que outros projetos como o Ramal do Entremontes e Terra Nova iriam cobrir o número de áreas desassistidas.

“Essa é a conversa de quem não fez, não cuidou e quando viu o assunto vindo à tona se incomodou. Porque isso incomoda o ex-ministro Fernando Bezerra, que vem de uma hora para outra com solução. Como tem água para transposição e não tem para o Canal? Cada um que faça seu mea-culpa” disparou o tucano. “Aqui vem presidente e volta presidente, governador para ver a obra da Fiat que não gera 2 mil empregos. Enquanto com o Canal do Sertão no formato original vai gerar 400 mil empregos permanentes”, concluiu Coelho. (Informações de Mirella Araújo da Folha PE, Foto Ricardo Alves/Gazetta do São Francisco)

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