Por conta da antecipação Dilma mudou para pior alguns ministérios, reforçou o PMDB já inflado e cedeu à chantagem do PR e do PDT, reabilitando líderes antes postos para fora do governo sob acusações de corrupção. Precisará avançar mais nesse pântano partidário, trocando a importância de promover reformas legais pela necessidade de atender grupos inconfiáveis, em se tratando do apoio à reeleição. Ainda mais porque a deflagração antecipada da campanha deveu-se ao aparecimento de um candidato de mentirinha, Eduardo Campos, que aproveita a temporada para sedimentar o futuro, em 2018. Faz muita fumaça mas não queima ninguém. Acresce que nem todas as peças encontram-se dispostas no tabuleiro. Adiantará, para Dilma, sabotar o governador de Pernambuco, se o verdadeiro adversário for Aécio Neves? E se Marina Silva surpreender? O que fará o PT caso algum pequeno partido convença Joaquim Barbosa a aceitar seu lançamento? São todas equações incompletas, enquanto a presidente desgasta-se na dupla função de candidata e de chefe do governo, sabendo que todo mundo está de olho numa presumida escorregadela antes do tempo. Até porque, existem os maldosos que supõem haver o Lula estimulado a prematura apresentação da sucessora para não fechar a janela para o seu retorno antecipado. |
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13 de abril de 2013
Campanha errada, hora errada, contra candidato errado
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