CARLOS BRICKMANN
Não
se impressione com os preços do tomate - seja em alta, seja em baixa. O
preço do tomate oscilou devido a fatores climáticos, excesso de calor e
tempestades, e rapidamente voltará aos níveis normais, ou próximo
disso. É até provável que os preços fiquem abaixo dos habituais, já que
muitos agricultores, estimulados pela alta de agora, resolvam plantar
mais, aumentando a oferta. A mesma coisa acontece com a farinha de
mandioca e com o feijão carioquinha. Porém, se a alta do tomate não é
inflação, mas variação ocasional de preços, outros fatores sérios geram
pressões inflacionárias muito fortes: gastos excessivos dos governos,
investimentos baixos (ou seja, falta de mercadorias na praça, o que
provoca a alta de preços), uma certa despreocupação com despesas
oficiais.
É a Norte-Sul que só tem custos e não rende nada,
porque não fica pronta; é a transposição do São Francisco,
atrasadíssima; são os gargalos de infraestrutura, que aumentam os
custos. E como age o Governo? Atrasado: primeiro, assiste ao
congestionamento dos portos; depois, cobra soluções. Isso joga a
inflação para cima. |
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