Atual governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo
Campos revelou, neste sábado (4), que durante sua gestão no Ministério
da Ciência e Tecnologia, na primeira gestão (2003-2006) do ex-presidente
Lula (PT), o maior cacique do Partido dos Trabalhadores manifestou
desejo em atrair o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) – um dos ferrenhos
críticos à gestão petista – para a base governista. Além disso, para
explicar a aliança com o PMDB no Recife e no Estado, o líder socialista
ressaltou que Lula e Jarbas já dividiram palanques em outros momentos,
como nas eleições de 1985 e 1989, esta última a primeira que em o
ex-presidente concorreu à Presidência. Eduardo ainda citou que o PMDB
faz parte do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), inclusive
ocupando a vice, com Michel Temer.
“Quando eu era ministro de Estado eu via no próprio presidente Lula o
interesse de atrair Jarbas para a aliança governista, até porque tenho
certeza que há identidade, do ponto de vista histórico, maior desse PMDB
de Jarbas e Pedro Simon e de outros companheiros do que com o outro
PMDB que está mais próximo do governo nesse momento”, afirmou o
governador Eduardo Campos, após o ato de inauguração do comitê do
candidato a vereador Jarbas Filho (PMDB), herdeiro político do senador
peemedebista.
“Nós sabemos a posição que o senador Jarbas tem. Que não é de hoje
que há divergência com setores do PT e com determinados encaminhamentos
do governo. Mas o próprio ex-presidente Lula já esteve no palanque com
Jarbas em outros momentos, em 1989 e em 1985, e nas relações que eles
tiveram que ele (Jarbas) era governador”, acrescentou Eduardo Campos.
Indagado se ainda há arestas na relação com o ex-presidente Lula por
conta do lançamento de candidaturas próprias em municípios estratégicos
para o PT, Eduardo Campos negou. Disse que o PSB é o partido que mais
apoio o Partido dos Trabalhadores e a legenda que mais fez alianças com o
PT no Brasil. “Nós apoiamos, a pedido do presidente Lula, a mais
importante eleição do PT que é São Paulo. Lá, tive que fazer um
enfrentamento dentro do PSB extremamente duro, demorado, pra poder levar
o partido a apoiar Haddad. Tivemos dois episódios: o episódio em
Fortaleza e Recife, aonde dois governadores do PSB se esforçaram em
buscar o entendimento da Frente, sendo liderado pelo PT, tanto em
Fortaleza como aqui. Nem o PT todo apoio o PT aqui. Nós reunimos 14
partidos, todos esses partidos são da base de sustentação da presidente
Dilma”, cravou o líder socialista.
Eduardo Campos também negou interesse em disputar a eleição para
presidente da República em 2014. Aliás, o socialista classificou como
“desserviço” a atitude de colocá-lo como presidenciável na disputa.
“Acho um desserviço ao país, num momento delicado da vida brasileira
diante de uma crise que há quatro anos assola o mundo e está tendo um
repique e que há um ano vem afetando a economia brasileira e a
presidente vem se esforçado em minorar esses efeitos, que a gente
antecipe o debate eleitoral de 2014. E tenho dito e reiterado
publicamente, e a própria presidente, a posição do PSB é de
solidariedade ao projeto nacional que ajudou a construir.
Esse projeto
que está aí ele não foi construído pelo PT e nem só pelo PT e PSB. Ele
foi por um amplo conjunto de forças que levou Lula à Presidência da
República, que o segurou politicamente diante das mais duras crises e
permitiu a presidente Dilma ganhar no segundo turno. Nós temos
compromisso com o governo, compromisso com a presidente Dilma e esse
compromisso está claramente colocado nas votações do Congresso, na
atitude que nosso partido tem tido de colaborar com ela. Estamos no
governo com o objetivo de que ela chegue em 2014 para fazer a
reeleição”, assinalou Eduardo Campos.
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