4 de agosto de 2012

Eduardo: Lula já quis atrair Jarbas para governo


Atual governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos revelou, neste sábado (4), que durante sua gestão no Ministério da Ciência e Tecnologia, na primeira gestão (2003-2006) do ex-presidente Lula (PT), o maior cacique do Partido dos Trabalhadores manifestou desejo em atrair o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) – um dos ferrenhos críticos à gestão petista – para a base governista. Além disso, para explicar a aliança com o PMDB no Recife e no Estado, o líder socialista ressaltou que Lula e Jarbas já dividiram palanques em outros momentos, como nas eleições de 1985 e 1989, esta última a primeira que em o ex-presidente concorreu à Presidência. Eduardo ainda citou que o PMDB faz parte do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), inclusive ocupando a vice, com Michel Temer.

“Quando eu era ministro de Estado eu via no próprio presidente Lula o interesse de atrair Jarbas para a aliança governista, até porque tenho certeza que há identidade, do ponto de vista histórico, maior desse PMDB de Jarbas e Pedro Simon e de outros companheiros do que com o outro PMDB que está mais próximo do governo nesse momento”, afirmou o governador Eduardo Campos, após o ato de inauguração do comitê do candidato a vereador Jarbas Filho (PMDB), herdeiro político do senador peemedebista.
“Nós sabemos a posição que o senador Jarbas tem. Que não é de hoje que há divergência com setores do PT e com determinados encaminhamentos do governo. Mas o próprio ex-presidente Lula já esteve no palanque com Jarbas em outros momentos, em 1989 e em 1985, e nas relações que eles tiveram que ele (Jarbas) era governador”, acrescentou Eduardo Campos.

Indagado se ainda há arestas na relação com o ex-presidente Lula por conta do lançamento de candidaturas próprias em municípios estratégicos para o PT, Eduardo Campos negou. Disse que o PSB é o partido que mais apoio o Partido dos Trabalhadores e a legenda que mais fez alianças com o PT no Brasil. “Nós apoiamos, a pedido do presidente Lula, a mais importante eleição do PT que é São Paulo. Lá, tive que fazer um enfrentamento dentro do PSB extremamente duro, demorado, pra poder levar o partido a apoiar Haddad. Tivemos dois episódios: o episódio em Fortaleza e Recife, aonde dois governadores do PSB se esforçaram em buscar o entendimento da Frente, sendo liderado pelo PT, tanto em Fortaleza como aqui. Nem o PT todo apoio o PT aqui. Nós reunimos 14 partidos, todos esses partidos são da base de sustentação da presidente Dilma”, cravou o líder socialista.

Eduardo Campos também negou interesse em disputar a eleição para presidente da República em 2014. Aliás, o socialista classificou como “desserviço” a atitude de colocá-lo como presidenciável na disputa.
“Acho um desserviço ao país, num momento delicado da vida brasileira diante de uma crise que há quatro anos assola o mundo e está tendo um repique e que há um ano vem afetando a economia brasileira e a presidente vem se esforçado em minorar esses efeitos, que a gente antecipe o debate eleitoral de 2014. E tenho dito e reiterado publicamente, e a própria presidente, a posição do PSB é de solidariedade ao projeto nacional que ajudou a construir.
 Esse projeto que está aí ele não foi construído pelo PT e nem só pelo PT e PSB. Ele foi por um amplo conjunto de forças que levou Lula à Presidência da República, que o segurou politicamente diante das mais duras crises e permitiu a presidente Dilma ganhar no segundo turno. Nós temos compromisso com o governo, compromisso com a presidente Dilma e esse compromisso está claramente colocado nas votações do Congresso, na atitude que nosso partido tem tido de colaborar com ela. Estamos no governo com o objetivo de que ela chegue em 2014 para fazer a reeleição”, assinalou Eduardo Campos.

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