28 de abril de 2014

A bola rola para o Campeonato de Veteranos de Ouricuri-PE

Esperança do N.S. de Fátima
Barahunas de Gilmar
Tamboril
Capelense
Ourifla
Pial
Com um gramado impecável, teve inicio neste sábado(26) o Campeonato Municipal de Veteranos 2014, numa organização da Coordenadoria de Esportes da Prefeitura de ouricuri na pessoa do seu diretor Tiago Alencar.

No sábado as 16:00h, tivemos o encontro do campeão do ano passado a equipe do Esperança do Bairro N. S. de Fátima e o Barahunas de Gilmar, o Esperança venceu por 2x0.

No domingo ás 8:00h o encontro foi entre o Tamboril x Capelense, resultado 6x2. às 10:00h foi as estréias de Ourifla x Pial, o Ourifla venceu por 6x2.

Extra-campo ouve muita reclamação por conta de torcedores com a situação em que se encontra o portão grande que continua escorado por madeiras para não cair, precisando apenas de alguns pingos de soldas, e vendedores reclamaram juntamente com torcedores perguntando quando o município vai resolver esse problema?

País rico: governo reedita “Bolsa Copa” a servidores



Após editar decreto em Junho passado que bancava viagens para servidores para a Copa das Confederações (aqui), o Palácio do Planalto reeditou a ‘Bolsa Copa’ para funcionários do alto escalão que vão a trabalho ou em assistência de organização aos jogos da Copa da FIFA nas 12 cidades sedes.
 O Decreto nº 8.228 de 22 de Abril foi assinado pela presidente Dilma e pela ministra Miriam Belchior (Planejamento).
Apesar de propalar, desde a gestão do ex-presidente Lula, que evitaria gastos com o evento privado, o governo vai pagar para servidores passagens e hospedagens em hotéis nas 12 cidades-sedes da Copa  - com majoração (aumento) de até 100% na tabela de valores estipulada pela União.
O benefício é para oficiais militares e policiais que vão atuar na segurança, mas se estende também para secretários-executivos dos ministérios e equipe escolhida por eles – é a ‘Patota Futebol Clube’.

Serra, ministro de Dilma?


Na opinião do marqueteiro Marcelo Teixeira, o namoro de Lula com o ex-governador paulista José Serra pode provocar o primeiro fato impactante da campanha.
 o tucano ministro da Fazenda?
  “Desde o exílio, Serra sonha com a Fazenda, e com ele Dilma pode dar uma guinada na economia, que vai mal”, afirmou. Com isso, segundo ele, Serra se vingaria de Aécio, que fez corpo mole em sua campanha presidencial, em 2010.SERÁ???

Feito cego em tiroteio


Sem Eduardo em Pernambuco, por conta da campanha presidencial, Paulo Câmara, candidato a governador pelo PSB, anda devagar, quase parando. É, literalmente, um maior abandonado. Não entrou ainda no ritmo, sua desenvoltura está longe do que era possível se esperar de um candidato: agressividade nas propostas, leveza no contato de rua e discurso convincente.
Entre os próprios socialistas vaza um sentimento de que o rapaz foi jogado no fogo sem mídia training, com um discurso fraco e disperso. Na ausência do padrinho e estrela, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho tem feito um esforço descomunal para suprir as deficiências do companheiro de chapa.
Político experiente, talhado em históricas disputas e com verniz invejável, Fernando não pode ser o carro-chefe da campanha, porque não é candidato a governador, mas a senador. E, historicamente, não há paralelo de que senador elege governador, muito pelo contrário.
Foi assim com Arraes em 86, com Jarbas em 98 e 2002 e com o próprio Eduardo em 2010, quando puxou Armando e Humberto. O ex-governador e o PSB subestimam a força, a capacidade, o talento e a envergadura do senador Armando Monteiro Neto, adversário de Câmara.
Talvez esteja explicada neste descompasso - a descrença numa vitória de Armando - a razão de não submeterem Câmara, que não é do ramo e nunca disputou uma eleição, a um intenso treinamento antes de jogá-lo na arena da sucessão estadual.
A história diz, também, que sapato alto, confiança em excesso e arrogância são maus conselheiros. A impressão que Paulo Câmara passa é que foi jogado na jaula dos leões, estando mais perdido do cego em tiroteio.

27 de abril de 2014

Me engana que eu gosto


A CPI da Petrobras está aprovada, por decisão liminar do Supremo; começar a trabalhar é outra coisa. Os partidos têm de indicar seus representantes, e é muito possível que os governistas adiem ao máximo as indicações. Isso obrigará a oposição a recorrer de novo ao Supremo, para que determine a imediata escolha dos membros da CPI. Mas estamos em 27 de abril. Há um feriadão no caminho. Não é preciso segurar muito: em 12 de junho começa a Copa. Mesmo que a CPI trabalhe, a repercussão será pequena. E depois da Copa começa a campanha.

Pode dar samba? Até pode; há tanto escândalo - o que inclui a informalíssima retirada de um cheque de US$ 10 milhões do caixa da Petrobras, sem autorização escrita - que talvez as barreiras sejam rompidas. Um dia, talvez, quem sabe.

O PT reclama do veto judicial à CPI ampliada, que investigaria também o cartel do Metrô e trens urbanos em São Paulo - cartel iniciado no Governo Covas, no começo da dinastia do PSDB. O PT reclama de barriga cheia, só para efeito público: a CPI ampliada é ilegal, mas criar outra CPI para o cartel que envolve o tucanato paulista é absolutamente legal. Com maioria no Congresso, os governistas só não abrirão a nova CPI se não quiserem - e talvez não queiram, porque as empresas acusadas de cartel em São Paulo fizeram e fazem obras em todo o país, em governos de vários partidos.

Mas seria ótimo que a CPI do cartel fosse formada para valer. Não dá para acreditar que um único integrante do Governo Covas comesse sozinho todo o butim. Quem mais do Governo esteve na comilança?

Não sabia. Ludibrie-me, aprecio

O ex-presidente Lula disse que está "por fora" do caso de Pasadena. É evidente que Lula não sabia de nada. O negócio foi feito quando ele era presidente da República. A Petrobras, maior estatal do país, era dirigida por Sérgio Gabrielli, seu homem de confiança. A atual presidente da Petrobras, Graça Foster, era diretora de Gás e participante da reunião que decidiu a compra da Refinaria de Pasadena. A presidente do Conselho era a ministra Dilma Rousseff, tão próxima a Lula que ele a indicou para sucedê-lo na Presidência.

Não podia saber, mesmo!    (Carlos Brickmann)

Rei do Blocão, carrasco de Dilma: suspeita de fraude


Dois novos depoimentos podem reabrir o inquérito que aponta Eduardo Cunha como beneficiário do vazamento de informações sobre a investigação de fraudes e sonegação fiscal na refinaria de Manguinhos (RJ).
Em 2010, Cunha foi flagrado em conversas telefônicas com Ricardo
Magro, dono da refinaria, prometendo ajudá-lo em questões comerciais. No ano passado, o caso foi arquivado por falta de provas.

Havia, até então, a suspeita de que o ex-procurador de Justiça do Rio
de Janeiro, Claudio Lopes, repassou a Cunha dados sigilosos da
investigação.

Agora, um policial e um promotor registraram oficialmente que Lopes
pediu para que os autos do inquérito fossem levados ao seu gabinete. E que Cunha foi ao prédio do MP no dia da remessa dos papéis.

(Thiago Prado - Radar - Veja)
 

O inimigo número 2 de Dilma


O governo concluiu que, além da inflação, enfrenta outro inimigo poderoso e fora de controle no ano eleitoral de 2014 – a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal. O Planalto acredita que delegados ligados à entidade, majoritariamente identificada com o PSDB, definem o vazamento  de  indícios que podem ser usados para atingir o PT e preservam o sigilo em casos que poderiam desgastar a oposição.
Na visão do governo, cada página de documento e cada diálogo grampeado têm sido negociados milimetricamente para aumentar o desgaste do Planalto, sem que o ministro José Eduardo Cardozo, a quem a PF está subordinada, seja capaz de fazer muita coisa. A avaliação é de Paulo Moreira Leite, na sua coluna da revista ISTOÉ. Mais alguns tópicos do colunista em torno dos bastidores do Planalto:
Briga continuaNa semana passada, as tensões entre senadores do PT e do PSDB ficaram a poucos centímetros de um conflito físico, que poderia ter interrompido a sessão e impedido uma vitória do governo no Marco Civil da Internet. Engana-se quem calcula que a paz foi celebrada.
Afagando prefeitosO governo prepara anúncio de liberação de verbas para os prefeitos, no âmbito da terceira etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). A ideia é executar verbas de emendas parlamentares destinadas e, assim, afagar prefeitos, pacificar o Congresso e, é claro, empurrar a caravana de Dilma.

Situação de Padilha próxima da de Humberto em 2006


Diante da citação do nome de Alexandre Padilha (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, na Operação Lava-Jato, que investiga esquema de lavagem dinheiro e evasão de divisas com atuação de doleiros em torno de R$ 10 bilhões, a bancada federal da legenda no estado se reúne hoje emergencialmente com o ex-ministro da Saúde para avaliar o estrago eleitoral da denúncia. O encontro não foi divulgado oficialmente. Nos bastidores, há o temor de que novas revelações enfraqueçam ainda mais Padilha, que ainda patina nas pesquisas de intenção de voto.
Em 2006, em Pernambuco, o senador Humberto Costa (PT-PE) viveu situação parecida. Na ocasião, ele era candidato ao governo do estado contra o governador Medonça Filho (DEM). Ocupava o segundo lugar com folga nas pesquisas, até a Polícia Federal desencadear, em maio, a chamada Operação Sanguessuga, que apurou a máfia das ambulâncias na época em que o petista era ministro da Saúde. Como consequência, Eduardo Campos (PSB) cresceu nas pesquisas, Humberto Costa ficou de fora do segundo turno e o socialista venceu o pleito. Posteriormente, o petista pernambucano foi inocentado de qualquer envolvimento com o esquema investigado.
Um parlamentar petista ouvido reservadamente pelo Correio afirmou que a substituição do pré-candidato não foi ventilada no momento, mas “é preciso esperar, porque ainda não sabemos se vem mais coisa por aí”. A avaliação é de que, até agora, as denúncias contra o ex-ministro são “fofas demais e não o vinculam diretamente ao doleiro Alberto Youssef (considerado líder da organização criminosa)”.(Do Correio Braziliense)

Procuradoria Geral da República também utilizou o helicóptero do Samu


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Helicóptero de resgate foi utilizado para transportar subprocurador em Santa Catarina
 
Foi para evitar um “mico” que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou a investigação sobre o fato de a ministra Ideli Salvatti haver utilizado, em Santa Catarina, um helicóptero do Samu destinado à remoção de pacientes graves resgatados em acidentes e tragédias naturais. É que o próprio órgão chefiado por Janot usou o mesmo helicóptero para transportar procuradores, como atestam documentos.
O helicóptero do Samu foi usado pela Procuradoria da República de Tubarão (SC) e a Procuradoria da República em Santa Catarina.
Em Tubarão, o helicóptero foi requisitado para transportar, em agosto de 2013, o subprocurador-geral da República Mário Gisi, em serviço.
Os procuradores pediram o helicóptero através dos ofícios PRMT/n° 664/2013 e PR/SC/GABPC/nº 7233/2013.
Em seu despacho, o procurador-geral Rodrigo Janot afirma não haver encontrado “elementos que configurem qualquer ilícito penal” de Ideli Salvatti. (CH).

Eleitor tem até o dia 7 de maio para tirar título


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Para resolver as pendências, basta procurar o cartório eleitoral mais próximo
 
O eleitor que pretende tirar o título pela primeira vez ou pedir a transferência do documento para outro estado tem até o dia 7 de maio para fazer os pedidos à Justiça Eleitoral. O prazo também vale para pessoas com deficiência solicitarem transferência para seções adaptadas. O primeiro turno das eleições será no dia 5 de outubro.
Para resolver as pendências, basta procurar o cartório eleitoral mais próximo. Para quem vai tirar o título pela primeira vez, é preciso levar documento oficial com foto, comprovante de residência e certificado de quitação do serviço militar, no caso dos homens, maiores de 18 anos.
Para transferir o domicílio eleitoral para outra cidade, o eleitor deve apresentar um documento oficial de identificação com foto, o título de eleitor e um comprovante de residência. Algumas regras também devem ser observadas, como não ter pendências com a Justiça Eleitoral, morar no endereço atual há mais de três meses, ter tirado o primeiro título ou ter feito a última transferência do documento há pelo menos um ano.
No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também é possível fazer o pré-atendimento, até o dia 2 de maio, antes de procurar os cartórios. O eleitor pode acessar a página Título Net, do TSE, ferramenta disponível para agilizar atendimento final, feito nos cartórios eleitorais. Após preencher os campos de identificação, o usuário deve comparecer ao cartório com a documentação exigida para concluir o atendimento e receber o documento.

Papa proclama santos João Paulo II e João XXIII neste domingo


Multidão acompanha a missa de canonização de João Paulo 2º e João 23 na Praça de São Pedro
Um milhão de pessoas acompanharam a celebração na Praça São Pedro
 
O papa Francisco proclamou neste domingo a santidade dos papas João XXIII e João Paulo II e pediu, em um grande cerimônia na Praça de São Pedro, que ambos os pontífices sejam inscritos nos livros dos santos da Igreja. O rito foi feito em latim, em cerimônia concelebrada com o papa emérito Bento XVI.
A proclamação da santidade dos dois papas foi recebida com um grande aplauso na Praça de São Pedro, assim como em outros lugares de Roma, onde 800 mil pessoas se concentram perante telas gigantes de onde acompanham a cerimônia.
O padre Ciro Benedetti, vice-diretor do escritório de imprensa do Vaticano, disse que 500 mil pessoas estão na área da Praça de São Pedro, na Via da Conciliação e em seus limites. Enquanto isso, no resto de Roma, nas diferentes praças onde foram instalados telões para seguir a cerimônia, há outras 300 mil.
A parte mais importante e esperada da cerimônia foi o rito da canonização, quando o governador regional da Congregação para a Causa dos Santos, o cardeal Angelo Amato, apresentou a Francisco "os três pedidos" de canonização para ambos os papas, primeiro com "grande força", depois com "maior força" e, por último, com "grandíssima força".
Em seguida, o papa pronunciou a fórmula: "Em homenagem à Santíssima Trindade, pela exaltação da fé católica e o aumento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo e dos santos apóstolos Pedro e Paulo, após haver refletido largamente e invocado a ajuda divina e escutando o parecer de muitos de nossos irmãos bispos, declaramos santos João XXIII e João Paulo II". E finalmente, pediu a que os dois papas fosse inscritos nos livros dos santos.
João Paulo II foi canonizado após um processo recorde por sua brevidade, graças a Bento XVI, que autorizou abrir o processo sem esperar que passassem cinco anos desde sua morte.
No entanto, o processo para sua beatificação e posterior canonização passou por todos os requisitos, entre eles o dos dois milagres realizados por sua intercessão: o da cura da freira francesa Marie Simon-Pierre e o do costarriquenho Floribeth Mora, ambos hoje presentes em São Pedro.

Fonte: Agência EFE

A disputa de poder no PT expõe um racha inédito na história do partido


A queda de popularidade de Dilma nas pesquisas tira o PT do prumo
A queda de popularidade de Dilma nas pesquisas tira o PT do prumo
 
A presidente Dilma Rousseff enfrenta um momento inédito de fragilidade. Além de ter problemas na economia, como o crescimento baixo, a inflação persistente e o desmantelamento do setor elétrico, ela perdeu apoio popular e força para barrar, no Congresso, iniciativas capazes de desgastá-la. A aprovação ao governo caiu a um nível que, segundo os especialistas, ameaça a reeleição. Partidos aliados suspenderam as negociações para apoiá-la na corrida eleitoral. Já os oposicionistas conseguiram na Justiça o direito de instalar uma CPI para investigar exclusivamente a Petrobras. Acuada, Dilma precisa mais do que nunca da ajuda do PT, mas essa ajuda lhe é negada. Aproveitando-se da conjuntura desfavorável à mandatária, poderosas alas petistas pregam a candidatura de Lula ao Planalto e conspiram contra a presidente. O objetivo é claro: retomar poderes e orçamentos que foram retirados delas pela própria Dilma. A seis meses da eleição, o PT está rachado entre lulistas e dilmistas — e, para os companheiros mais pragmáticos, essa divisão, e não os rivais Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), representa a maior ameaça ao projeto de poder do partido.  
Com carreira política construída na resistência à ditadura militar e posteriormente no PDT, Dilma nunca teve alma petista. Ao assumir a Presidência, ela herdou boa parte da cúpula do governo Lula, como ministros, dirigentes de estatais e até a então chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha. O governo era de continuidade mesmo nos nomes escalados para comandar o país. O plano de Dilma era dar uma feição própria à sua gestão de forma gradativa, reduzindo a influência do antecessor ao longo do tempo. Antonio Palocci, seu primeiro chefe da Casa Civil, ilustrou a estratégia: “No primeiro ano de mandato, será um governo Lula-Dilma. No segundo, um governo Dilma-Lula. No terceiro, será Dilma-Dilma”. Esse cronograma, no entanto, foi atropelado pelos fatos. Já em 2011 a presidente foi obrigada a demitir seis ministros acusados de corrupção e tráfico de influência — quatro deles egressos do governo anterior. Dilma se mostrava intransigente com os malfeitos, ao contrário de Lula, acostumado a defender políticos pilhados em irregularidades. Com a chamada faxina ética, ela atingiu recordes de popularidade e conseguiu força para tirar das mãos de notórios esquemas partidários setores estratégicos da administração. Nem mesmo o PT foi poupado nessa ofensiva.

Caatinga é bioma cada vez mais raro em Pernambuco

Entre 2002 e 2008, o desmatamento da caatinga em Pernambuco correspondeu a dez vezes a área do Recife. Foto: Sofia Graciano/Divulgacao
Entre 2002 e 2008, o desmatamento da caatinga em Pernambuco correspondeu a dez vezes a área do Recife
A umburana-de-cambão pode ser incluída na lista dos símbolos da caatinga, cujo dia nacional será comemorado nesta segunda-feira. Cada vez mais rara de se encontrar no semiárido pernambucano, devido à derrubada ilegal, a árvore tem despertado o interesse de apicultores, artesãos e pesquisadores. Eles defendem o tombamento da espécie como patrimônio natural, o que seria mais um obstáculo à destruição de uma espécie importante para manutenção da caatinga.
O que acontece com a umburana ilustra bem a devastação sofrida pelo bioma. “Entre os problemas existentes, o maior deles é o desmatamento descontrolado”, diz Alexandrina Sobreira, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga. Entre 2002 e 2008, o desmatamento da caatinga em Pernambuco correspondeu a dez vezes a área do Recife. Ou seja, 2,2 mil km2 de plantas nativas, a exemplo da umburana, foram transformados em lenha.

Ao se derrubar a umburuna-de-cambão, explica o presidente da Associação Pernambucana de Apicultores e Melioponicultores (Apime), Alexandre Moura, quebra-se uma das cadeias naturais importantes da caatinga. As cavidades dessas árvores, caracterizadas por serem ocas, são bastante utilizadas por colônias de abelhas indígenas para reprodução e produção de mel, como também por periquitos, papagaios e jandaias para ninhos. Segundo Alexandre, as abelhas são essenciais para se preservar a caatinga pelo poder de polinização.

“É preciso controlar o estrago que estão fazendo com a caatinga, pois estamos encontrando dificuldade para nossos trabalhos”, pontuou o santeiro Manoel Cordeiro Sá Filho, 52 anos, o Mestre Manoel. Nos anos 1980 e 1990, no início da carreira, o artesão encontrava a umburana-de-cambão a poucos quilômetros de sua casa, em Ibimirim, no Sertão, enquanto hoje precisa recorrer a áreas mais distantes e até de outros municípios da região.

26 de abril de 2014

Eduardo preocupou

O jantar de Eduardo Campos na casa do presidente da Sky, Eduardo Baptista, deixou a nacional de cabelo em pé. É que as grandes redes a cabo, como a Sky, não são lá muito amigas da obrigatoriedade de conteúdo nacional e regional na programação.
Produtores nacionais observam que conversar com os peixes graúdos do setor não tem problema. Entretanto, o candidato que
se comprometer em reformular as quotas nacionais e regionais para
baixo terá problemas no meio artístico brasileiro. A coisa pode ficar
de tal forma que não vai ter Guel Arraes que dê jeito. (Para quem não
sabe, Guel é tio de Eduardo Campos).(Denise Rothenburg - Correio Braziliense)