12 de outubro de 2013

Eduardo: 'PSDB e PT já tiveram sua chance. A vez é nossa'

  Edição/247 Fotos: Reprodução e Raul Buarque/SEI:
‘A aliança com Marina é a primeira resposta à crise de representatividade que o País está vivendo'. Quem diz já com a segurança de candidato formal a presidente de República é o governador de Pernambuco, Eduardo Campos(PSB), em longa entrevista à revisa ISTOÉ, que reproduzimos abaixo. Eduardo deixa um recado explícito de sua determinação firme de brigar e vencer Dilma na eleição de outubro do próximo ano, articulando-se a começar pelo seu Estado, o Nordeste, e demais regiões do País.

''Vamos andar juntos pelo Brasil, eu e Marina. Vamos ter o apoio desse maravilhoso mundo da internet, participar de fóruns e atividades País afora. Os espaços vão surgindo naturalmente, é um processo em construção. Não pode ser um processo ansioso, mas tranquilo, como estamos. Quem não está tranquilo são os outros!',, diz o governador pernambucano.

Eis a entrevista na íntegra:

''PSDB e PT já tiveram sua chance''
Candidato do PSB ao Planalto, Eduardo Campos recebeu a reportagem de ISTOÉ em sua residência, situada num bairro da zona rural de Recife, onde vive com os quatro filhos. Durante quatro horas de entrevista, o socialista falou sobre seus projetos
Claudio Dantas Sequeira e Adriano Machado (fotos) - enviados especiais a Recife
À s 10h14, da quarta-feira 9, a reportagem de ISTOÉ chegou à residência do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para uma entrevista exclusiva. Desde que decidiu reformar o Palácio das Princesas, sede do governo, Campos se divide entre o gabinete provisório, instalado num centro de convenções, e sua casa – que, na verdade, pertence à família de sua mulher, Renata, há 40 anos. É lá que ele vive com os quatro filhos e os sogros. Localizada num bairro da zona rural de Recife, a residência é decorada por uma grande variedade de obras de artesanato regional. A preferida de Campos é uma imagem de São Francisco em tamanho natural. “A política brasileira tem que entrar na era do Papa Francisco”, diz o candidato do PSB à Presidência da República. “E não adianta quererem me colocar contra a Marina”, brinca, referindo-se à nova aliada, que é evangélica fervorosa. A primeira-dama dá boas-vindas da varanda, em companhia da filha Maria Eduarda, de 21 anos. Ela exibe a gravidez de Miguel, o quinto filho do casal, que chegará ao mundo em fevereiro. Eduardo Campos despacha com um de seus secretários na mesa da sala, e o pequeno José Henrique, de 8 anos, corre de um lado a outro com o smartphone do pai. Os outros dois filhos, João (19) e Pedro (17), estavam fora, estudando. “Tem político que gosta de criar bois. Outros preferem cavalos. Eu gosto de criar gente.”

ISTOÉ – Por que o sr. acredita que pode ser um bom presidente?
Eduardo Campos – Porque somos capazes de mudar a qualidade da política no País. A política se degradou. Vivemos uma encruzilhada. Não podemos colocar em risco o que acumulamos nas últimas três décadas, especialmente em termos de democracia, estabilidade econômica e inclusão social. Quero resgatar o bom debate, a utopia, a leveza e o respeito da sociedade. Representamos milhões de brasileiros que acreditam em democracia, que é possível um padrão sustentável de desenvolvimento econômico, que é preciso aumentar a participação da sociedade na governança pública. Minha aliança com Marina é a primeira resposta à crise de representatividade que o País está vivendo. O PSDB e o PT já tiveram sua chance de liderar o processo político. Agora é a nossa vez.

ISTOÉ – O sr. acredita mesmo em possibilidade de retrocesso nas conquistas sociais?
Campos – Enquanto a nova agenda for negligenciada, sim. As pessoas não têm acesso a serviços públicos de qualidade. Quem passa quatro horas num ônibus, quem espera oito meses para fazer um exame, com risco até de perder a vida pela demora no atendimento, quer mudança. As respostas para essas questões não serão dadas com velhas práticas políticas.

ISTOÉ – O que são as velhas práticas?
Campos – Achar que basta juntar uns partidos para ter tempo de TV, contratar um bom marqueteiro e depois contar os parlamentares, distribuir ministérios entre partidos, sem discutir conteúdo de nada. O que está posto na sociedade? Quer ter uma telefonia decente, transporte público de qualidade, energia sustentável para iniciarmos um novo ciclo de crescimento. Quem entendeu o que aconteceu nas ruas em junho entende a aliança que estamos fazendo agora e a pauta que estamos colocando.

ISTOÉ – Essas questões são antigas e ninguém mudou.
Campos – São questões que estão postas há duas décadas, ao menos. É o que ocorre, por exemplo, com as reformas política e tributária. O presidente Lula tentou fazer. Só que político pensa no imediato e, se aquilo vai prejudicá-lo, ele não apoia. A saída é propor reformas escalonadas, com previsão de entrar em vigor em oito, 12 ou 16 anos. Na reforma política, por exemplo, poderíamos terminar, de saída, com a coligação proporcional, com a cláusula de barreira e a coincidência de mandatos. Isso já dá uma primeira arrumada.

ISTOÉ – Se Lula não fez as reformas com a popularidade e a base de apoio que tinha, por que o sr. acha que conseguirá?
Campos – Porque o Brasil que sairá das urnas em 2014 será outro. Foi por isso que alguns setores tentaram reduzir as chances de debate, polarizando a disputa. Em 2014 teremos uma eleição de posturas. Precisamos usar mais mecanismos de democracia direta, usar o potencial de 108 milhões de brasileiros com smartphones ligados à internet. Os governos precisam ser digitais. Com isso, dá para governar com uma base menor, mas que tenha qualidade.

ISTOÉ – Não é um sonho governar com uma base menor?
Campos – É preciso testar. Não dá para ficar alimentando um ciclo que não está sendo bom para a política brasileira. Estamos há dois anos lutando contra essa inflação renitente, empurrando para cima da meta prudencial. Tem muita gente que subiu degraus, deu entrada na casa própria, comprou máquina de lavar, televisão de tela plana, assumiu vários compromissos financeiros. Se a economia não melhorar, essas pessoas podem ser obrigadas a descer esses degraus.

ISTOÉ – E o que o sr. fará para melhorar a economia?
Campos – A tarefa de conter a inflação não é só taxa de juros. É preciso encarar a economia como você enfrenta outros problemas. No caso da segurança pública, o que você faz? Não é só colocar polícia na rua, tem que ter escola, assistência social, uma Justiça mais ágil, combater a impunidade. Na economia, é fundamental compatibilizar a política fiscal com a monetária, e passar segurança aos agentes econômicos.

ISTOÉ – Como passar essa segurança? Qual é o seu plano econômico?
Campos – Não quero antecipar um debate que estou começando. Mas o País precisa de um rumo estratégico, como o que Lula fez na “Carta aos Brasileiros”, em 2002. A eleição dele gerou na ocasião mais ansiedade no mercado, mais sobressaltos, que qualquer outra crise, levando o dólar na casa dos R$ 4. Há hoje uma crise de confiança que precisa ser neutralizada. Tem que fazer o dever de casa, alavancar os investimentos, combater a corrupção, implementar uma gestão pública mais eficiente, baseada na transparência, no controle social e na meritocracia, e não no apadrinhamento. Eu fiz isso em Pernambuco. Todos concordam que é preciso reduzir o número de ministérios. É uma questão simbólica.

ISTOÉ – O sr. vai se apresentar como uma terceira via?
Campos – Não é uma terceira via, mas é “a via”. Não gosto do clichê de terceira, porque parece que há uma primeira e uma segunda. Não quero ser a contestação da contestação, quero ser o caminho para melhorar a vida das pessoas.

ISTOÉ – Apesar do desempenho como governador, o candidato Eduardo Campos ainda é desconhecido dos brasileiros. Como pretende mudar isso?
Campos – É verdade que o Brasil ainda não me conhece. Mas não fiz até agora nenhum esforço sistemático para mudar isso. Recentemente, temos falado na TV, mas apenas dez minutos a cada seis meses.

ISTOÉ – E como virar o jogo?
Campos – Vamos andar juntos pelo Brasil, eu e Marina. Vamos ter o apoio desse maravilhoso mundo da internet, participar de fóruns e atividades País afora. Os espaços vão surgindo naturalmente, é um processo em construção. Não pode ser um processo ansioso, mas tranquilo, como estamos. Quem não está tranquilo são os outros!

ISTOÉ – Qual é a estratégia de sua campanha?
Campos – Vamos correr o País. Estamos fechando uma agenda de debates e atividades, de agitação de ideias e participação em eventos públicos. Nos próximos dias já vamos começar a aparecer juntos. Haverá também atividades internas direcionadas à militância do PSB e da Rede, que devem estar coesas. Queremos o apoio de personalidades e de diversos setores da sociedade civil. Mostrar que temos um campo que inclui outras lideranças políticas, como Luiza Erundina, Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos. A campanha será a expressão política do desejo de mudanças que alimenta protestos e manifestações País afora. Podemos expressar esses valores que estão sendo reclamados na vida pública em torno de ideais que vão juntar as pessoas.

ISTOÉ – E os palanques regionais? Vocês vão cobrar fidelidade e expulsar o PT das coligações?
Campos – Não vamos expulsar ninguém. Sai quem quiser. Os Estados estão livres para fazer os arranjos necessários, desde que garantam o palanque para nossa candidatura.

ISTOÉ – Mas a Dilma também vai querer o palanque. Vocês vão dividir?
Campos – Pode ser, não vejo problema.

ISTOÉ – A Marina vai ajudar a projetar sua imagem? Campos – Acho que a aliança vai ajudar a difundir ideias que são novas, simples, mas de grande impacto e com grande sinergia com as pessoas que não são candidatas e que não são partidárias. Pessoas que militam por um Brasil melhor. Não podemos ser encarados como ofensa, só por oferecer um caminho alternativo. (Magno Martins)

Com Campos e Aécio, Dilma vence eleição no primeiro turno



Datafolha 12-10-2013
Pesquisa Datafolha realizada nesta sexta (11) mostra que a presidente Dilma Rousseff seria reeleita no primeiro turno se disputasse a eleição contra os dois candidatos mais prováveis do PSDB e do PSB, o tucano Aécio Neves e o socialista Eduardo Campos.
Nessa simulação, Dilma tem 42% das intenções de voto; Aécio, 21%; Campos,15%. Brancos, nulos ou nenhum somam 16%. Outros 7% não sabem em quem votar.
O instituto testou quatro cenários para a eleição presidencial de 2014, alternando os nomes de Campos e Marina Silva, pelo PSB, e os de Aécio e José Serra, pelo PSDB.
Editoria de Arte/Folhapress
Nas outras três combinações, Dilma não teria uma quantidade suficiente de votos para garantir vitória no primeiro turno.
No simulação em que a disputa aparece mais apertada, a petista alcança 37% das intenções de voto, Marina marca 28%, Serra alcança 20%.
Trata-se, porém, justamente do cenário mais improvável da eleição, já que os principais líderes do PSB e do PSDB trabalham pelas candidaturas de seus presidentes nacionais, Campos e Aécio.
Nesta rodada, o Datafolha fez 2.517 entrevistas em 154 municípios, o que resulta numa margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos.
As simulações do atual levantamento não podem ser diretamente comparadas com as de pesquisas anteriores do instituto porque não há coincidência de cenários.
No quadro que era tido como o mais provável da pesquisa anterior, no início de agosto, Dilma tinha 35%; Marina marcava 26%; Aécio alcançava 13%; Campos, 8%.
Após o fracasso da criação da Rede dentro do prazo legal para concorrer em 2014, Marina filiou-se ao PSB. Com isso, não há mais como ela e Eduardo Campos disputarem o mesmo cargo.
Os números de ontem sugerem que o espólio eleitoral de Marina foi dividido de forma quase idêntica entre Dilma, Aécio e Campos. A petista teria herdado 7 pontos; o tucano, 8; o socialista agora apoiado por Marina, 7.
O levantamento de ontem também confirma que Marina seria a adversária mais competitiva da presidente Dilma Rousseff em 2014. Ela atinge 29% em seu melhor cenário, quase o dobro da melhor situação de Campos.
Dilma vence em todas as simulações de segundo turno. Contra Marina, ganha por 47% a 41%. Contra Serra, por 51% a 33%. Contra Aécio, 54% a 31%. Contra Campos, 54% a 28%.

Editoria de Arte/Folhapress


10 de outubro de 2013

Para Marina, união com Campos levará a luta entre 'David e Golias' em 2014

Marina: união com Campos por 2014 é aliança entre anões
A ex-senadora Marina Silva afirmou, nesta quinta-feira, que a união com Eduardo Campos (PSB) foi uma aliança “entre anões”, referindo-se ao tamanho do partido do governador de Pernambuco e do Rede Sustentabilidade, legenda que não conseguiu ser homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para ela, a luta rumo à Presidência da República em 2014 será de David contra Golias e buscará desconstruir a política nacional, tentando tirar do poder a hegemonia do PT e do PSDB.
“Queremos mostrar que as boas ideias podem ganhar o coração e as mentes das pessoas, desde que a gente tenha espaço para isso. Nessa luta de David contra Golias, essa reunião de anões nos trouxe uma coisa nova. Eu estava como David com uma funda. O Eduardo lutando para construir a candidatura dele com as cinco pedrinhas e agora se juntaram a funda e as cinco pedrinhas. Isso é para acertar o alvo certo. É isso que estamos fazendo aqui”, disse Marina. “Não vamos colaborar com esses sanguessugas da política brasileira. Jamais daremos qualquer trégua para esse tipo de política baseada na chantagem”, completou.
A ex-senadora e Eduardo Campos concederam entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, em um hotel na região central de São Paulo. O governador de Pernambuco também se mostrou bastante confiante com a nova aliança e disse que a união trará muitas coisas novas à política nacional.
“Essa aliança causou um terremoto na política brasileira. Vai trazer muita gente para esse conjunto, gente que estava decepcionada com a política. Vamos tratar com o máximo cuidado. Tanto Marina quanto eu dissemos que era preciso tomar decisões em 2014. Não temos porque mudar a estratégia”, afirmou.
Campos comentou também sobre as críticas que vem recebendo, destinadas também a Marina Silva, mas afirmou que não irá responder a “desaforos”.
“Precisamos falar sobre Brasil, como retomar o desenvolvimento econômico, desemprego. Como melhorar o transporte público? Como vamos fazer a educação no País melhorar? Esse é o debate que qualifica a política. Fomos auxiliares do Lula e militamos com ele em todas as eleições. É um ato que não é contra ninguém. É a favor da boa politica. Estamos embalados nos mesmos sonhos valores de ver debate e conteúdo da época da Arena contra MDB”, lembrou o governador.
Pesquisas
Nas pesquisas eleitorais sobre o pleito presidencial de 2014, Marina Silva aparece à frente de Eduardo Campos. O governador pernambucano, porém, não acredita que isso atrapalhe o prosseguimento das discussões dentro da aliança. Campos insistiu em dizer que ainda não está definido quem será o candidato: ele mesmo ou Marina.
“Nem eu nem Marina buscamos candidaturas. Buscamos ajudar a política brasileira. Já tivemos vitórias importantes na construção da política. Precisamos dar uma contribuição para melhorar a política. Não vamos melhorar nada nesse País se não melhorar a qualidade da política. Temos que atrair forças da sociedade, a militância em torno dessa agenda, dessa mudança necessária nas práticas do País. O debate sobre isso virá no tempo certo. Vamos debater o conteúdo, estruturar e dar forma, fazer a disputa das ideias”, disse Campos.
Efeito da aliança em outros Estados
Marina Silva acredita que a união com Campos trará um efeito nos outros Estados. Porém, ela acredita que, da mesma maneira que irá afastar alianças, poderá trazer outros partidos para perto do PSB.
“Esse esforço vai ter repercussão dinâmica nos outros Estados. Nossa aliança não é verticalizada. Temos um compromisso com o projeto nacional. Um movimento dessa magnitude vai atrair muita gente. Alguns já estão procurando outros lugares, outros caminhos. Estamos produzindo uma nova frequência da política”, disse a ex-senadora.
Ela disse ainda que as críticas sobre a aliança devem ser respeitadas, mas fará sentido quando toda a união estiver estruturada. “Vejo com respeito, porque o sentido aparece só depois. O esforço que eu e o Eduardo estamos fazendo é o de quebrar a velha política. No começo pode ser entendido como uma jogada, porque ninguém nunca viu isso. Fizemos um movimento que tem a potência da transformação, uma aliança possibilitadora. Somos muitas possibilidades no sentido de provar que é possível uma aliança programática e não só eleitoral.”
Campos acha natural as consequências que a decisão pela aliança poderá trazer ao cenário eleitoral de 2014, mas acredita que fez o que tinha que ser feito.
“Essa aliança tem consequências, no sentido de aproximar e afastar alguns arranjos eleitorais que estavam sendo construídos. Na hora que fizemos essa aliança saímos de uma tática defensiva para uma tática proativa e isso redesenha o quadro em vários Estados brasileiros. Se encontrar um desenho em todos os Estados, ótimo, se não vamos respeitar nossas identidades”, disse. 
Campos e Marina aparecem juntos na propaganda partidária
Em propagada partidária que foi ao ar nesta quinta-feira (10), o presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), e a ex-senadora Marina Silva apareceram juntos na TV. O programa mostrou imagens do ato de filiação dela ao PSB e da aliança com a Rede, no último sábado (5), ao lado de Campos.
Nesta parte, falas dos discursos de cada um no evento são mescladas. A primeira imagem é de Marina, falando e olhando para Campos."Eu queria dizer o que é meu sentimento com esse gesto que te busca, com o teu gesto que nos acolhe. Não para pleitear uma candidatura, mas para apresentar junto contigo um programa para a sociedade brasileira que seja capaz de fazer um realinhamento histórico e sepultar de vez a velha república!", diz Marina.
Em seguida falou Campos: "Quem entendeu o que aconteceu nas ruas do Brasil em junho não tem nenhuma dificuldade de entender o que ocorre aqui hoje", em referência aos protestos que se espalharam pelas cidades. "Nós dois estamos quebrando uma falsa polarização que existe na política brasileira", sem mencionar as últimas disputas presidenciais entre PT e PSDB.

Na TV, Eduardo Campos diz que o País desandou na gestão de Dilma

Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem
Do Jornal do Commercio desta quinta-feira (10)
BRASÍLIA - O discurso é de terceira via, para quebrar a polarização PT/PSDB, mas, no programa de rádio e TV do PSB que vai ao ar hoje à noite, o pré-candidato à Presidência Eduardo Campos fala sobre o que deu certo nos dois últimos governos petistas e deixa claro: o país desandou na gestão da presidente Dilma Rousseff - que o partido integrou até dez dias atrás. Com a participação da ex-senadora Marina Silva em um terço do programa de dez minutos, Campos critica a falta de planejamento, aponta problemas em Educação, Saúde, qualificação profissional e falta de democracia no governo. Diz ainda que não cabe mais a conversa de governar se contentando em dizer que no passado já foi pior.

O programa começa questionando: "O que está acontecendo com o Brasil? Cadê aquele País que há alguns anos despertou a admiração do mundo? Que deixou de ser devedor para ser credor? O que está acontecendo com este País que voltou a ter receio da inflação? Que um dia levou um homem do povo ao poder e hoje sente que o poder não fala a língua do povo? Será que estamos no caminho errado?" Eduardo Campos diz que o Brasil não trilha o caminho errado, mas está num caminho que já deu o que tinha que dar. Sem citar o Bolsa Família,afirma que está na hora de dar um salto adiante, seguir combatendo a miséria, protegendo os mais vulneráveis, mas emancipando o cidadão, dando a ele os instrumentos para crescer e evoluir.

Em seguida, dá o recado de que agora buscará, com Marina, um novo caminho: "É hora de reunir as boas ideias e as boas pessoas para fazer mais", diz, acrescentando que, para começar, "é preciso abandonar as velhas práticas políticas para dar espaço e oportunidade para as novas lideranças".

9 de outubro de 2013

Mulher morre após ser atropelada acidentalmente pelo marido

Uma mulher morreu após ser atropelada acidentalmente pelo marido na manhã desta quarta-feira (9), em Ouro Preto, Olinda, na Região Metropolitana do Recife. Testemunhas afirmam que o acidente ocorreu na Rua João Ferreira da Silva, por volta das 5h, quando o homem levava a esposa para o oftamologista. Ao retirar o carro da garagem, que fica situada em uma ladeira, o motorista teria perdido controle do veículo, que foi em direção à esposa. 
Uma equipe do Samu foi acionada, mas não consegiu reanimar a mulher, identificada apenas como Cleide pela vizinhança. O corpo da vítima deve ser encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Santo Amaro, área central do Recife.

PM usa arma de fogo contra manifestante durante protesto dos professores, no Rio

Em meio ao confronto entre Batalhão de Choque e membros do grupo Black Bloc, na noite desta segunda-feira (7/10), durante protesto dos profissionais de Ensino do Rio de Janeiro, um policial militar apontou uma arma de fogo para um dos manifestantes e, em seguida, imobilizou-o com um golpe conhecido como "voadora". O Jornal do Brasil flagrou o momento de violência em que o PM aponta a arma para o rapaz, que não foi identificado no local. 
Ao avaliar a foto publicada pelo Jornal do Brasil, o professor e pesquisador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Ignácio Cano, considerou a postura do policial militar inapropriada, já que o manifestante não apresentava um risco aparente para o PM e não estava armado. Ignácio explica que a avaliação técnica da foto demonstra que a polícia usou de muita truculência, enquanto deveria seguir os princípios de proporcionalidade. "Entendemos até que o policial que está numa operação desta natureza corre riscos e deve ficar alerta, mas não justifica ele usar uma arma de fogo em direção a um manifestante que está desarmado. Esse policial aumenta os riscos de acidente, pois ele pode atirar de repente", destacou Ignácio. 
A cena provocou revolta e muitos jovens tentaram impedir que o PM levasse o rapaz para a delegacia. A Polícia Militar enviou para as ruas um efetivo menor de policiais, mas não conseguiu evitar as depredações do patrimônio da cidade e nem as cenas de truculência e extrema violência. Na semana passada, a manifestação dos professores que aconteceu durante a votação do plano de cargos e salários, na Câmara Municipal, terminou com vários educadores feridos, presos e um rastro de destruição pelas ruas do Centro da cidade.

Governo que deixa crianças sem aula não pode ser responsável pela educação

Se um governo permite que crianças não tenham aulas há 90 dias, este governo não pode ser responsável pela educação de um povo.
Não importa se por salário ou razões pessoais. 
Não há medidas que possam trazer de volta as aulas perdidas pelas crianças.
Essas autoridades não deveriam ser mais responsáveis pela educação, assunto que é dos mais importantes do país.
Se entre as reivindicações dos pais e alunos existe o pedido de demissão de um funcionário que não entende de educação como entende de construção civil, por que este funcionário ainda não se demitiu?

'Chegou a hora de aposentar as raposas', diz Eduardo Campos

O governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) disse nesta terça-feira que está na hora de “aposentar um bocado de raposa” que “enche a paciência do povo brasileiro”.  O provável candidato à presidência da República deu a declaração em entrevista à rádio Metrópole FM, de Salvador. O comentário ocorre após a filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB.  As informações são do jornal Folha de S. Paulo"Chegou a hora de a gente aposentar um bocado de raposa que já está aí, enchendo a paciência do povo brasileiro, e que precisa ir para casa para o Brasil seguir em frente, mudando", afirmou o presidenciável. Segundo a publicação, o governador deverá conceder mais entrevistas a rádios populares em seus Estados, como tem feito a presidente Dilma Rousseff.
Em sua declaração, Campos ainda criticou o loteamento de cargos no governo federal. "Nós não podemos fatiar a República com os partidos achando isso uma coisa natural", falou.

PB: detento faz máscara de sabonete com fisionomia de agente penitenciário

 Detento faz máscara de sabonete com fisionomia de agente penitenciário
Uma máscara feita com restos de sabonete foi encontrada no Presídio Padrão de Santa Rita (PB), região metropolitana de João Pessoa, na terça-feira, após investigações da Gerência de Inteligência (Geplasi). De acordo com a Secretaria da Cidadania e Administração Penitenciária, o item retrata a fisionomia de um agente penitenciário que trabalha na unidade, mas que preferiu não ser identificado por questões de segurança. A máscara pertence a um detento que alega ser artista plástico e que fez a peça para homenagear o agente. Segundo a secretaria, o uso da máscara em um plano de fuga foi descartado e o o autor será inserido em um projeto de ressocialização por meio do artesanato. O apenado se disponibilizou a ministrar uma oficina de objetos artesanais fabricados com cera.

Professores da rede municipal decidem pela continuidade da greve

Professores da rede municipal decidem pela continuidade da greve
Os professores da rede municipal do Rio decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (9), pela manutenção da greve, que já dura mais de dois meses. Cerca de cinco mil profissionais se reuniram no Clube Municipal, na Tijuca, Zona Norte. A categoria seguiu para uma passeata até a sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, que ocorreu sem incidentes e terminou por volta das 17h.
Na altura da Central do Brasil eles fizeram o enterro simbólico da educação.
Os professores rejeitam o plano de cargos e salários aprovado no dia 1º de outubro e que equipara a remuneração dos professores com a mesma formação, além de não oferecer benefícios para os profissionais que têm cursos de especialização. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou nesta terça (8) que vai manter a decisão de cortar o ponto do professor que continuar em greve, de forma retroativa desde o dia 3 de setembro.

4 de outubro de 2013

Dr. Anderson Aquino continua sem partido

Anderson Aquino
O ex-presidente do PC do B em Ouricuri, Dr Anderson Aquino, continua sem partido, pelo menos foi o que  informou uma fonte ligada ao oftalmologista.
Ainda não se sabe qual será o partido que o doutor ingressará, o que sabemos e é notório na cidade é que existe um grupo de pessoas no município (de outras legendas partidárias) cogitando apoiar o nome de Anderson para disputar um cargo legislativo no estado ou até mesmo na esfera federal.

Maioria do TSE nega registro ao partido Rede Sustentabilidade

 
A Rede Sustentabilidade, fundado pela ex-senadora Marina Silva, não poderá participar das eleições do ano que vem. O julgamento, realizado na noite desta quinta-feira, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), terminou com o placar de 6 a 1.
A ministra e relatora Laurita Vaz, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi a primeira a votar contra a Rede. No voto, a relatora diz que não é possível validar no TSE as 95 mil assinaturas invalidadas pelos cartórios eleitorais. Para a ministra, o tempo foi o principal fator que contribuiu para que o registro fosse negado, porque não é mais possível determinar a recontagem de todas as assinaturas, devido ao prazo para registro da legenda. “Verificado o não cumprimento da obtenção dos apoiamentos necessários para a criação da nova sigla, voto pelo indeferimento do registro da Rede Sustentabidade”.
O voto dela foi acompanhado dos ministros João Otávio de Noronha, Henrique Neves, Luciana Lóssio, Marco Aurélio Mello e Cármen Lúcia, que preside o TSE. Gilmar Mendes votou pelo deferimento do registro da Rede Sustentabilidade.
O advogado do partido, Torquato Jardim, disse que a Rede conseguiu mais de 900 mil assinaturas e que diversas irregularidades foram cometidas pelos cartórios eleitorais, responsáveis pela validação das assinaturas dos apoiadores. Jardim citou a anulação de 95 mil assinaturas sem justificativa e a falta de cumprimento do prazo de 15 dias para que os cartórios certificassem os apoiamentos. “É inadimissível que possa o Estado restringir o direito fundamental (criação de partido político) em razão da má-gestão”, afirmou.
O vice-procurador eleitoral, Eugênio Aragão, manifestou-se contra a concessão do registro. Segundo Aragão, a Rede Sustentabilidade não obteve o número mínimo de 492 mil assinaturas necessárias para a obtenção do registro. Para o procurador, a legenda conseguiu validar 442.500 assinaturas. “A Rede Sustentabilidade cumpriu todos os requisitos, menos o número mínino das assinaturas de apoiadores. Esse dado é fatal”, concluiu Aragão.

Ex-prefeito assume PDT em Ouricuri. Insatisfeitos, Chico Neto e Edivaldo Torres anunciam saída da legenda

EDVALDO E CHICO NETO
Com a divulgação da chegada do ex-prefeito de Ouricuri, Ricardo Ramos, no Partido Democrático Brasileiro (PDT), pelo menos dois membros da legenda já anunciaram a saída do partido, trata-se do ex-prefeito de Ouricuri, Edivaldo Torres, ele que é atualmente coordenador de comunicação da prefeitura do município e Chico Neto, vereador de mandato de Ouricuri.
As informações de bastidores dão conta que júnior Coelho, presidente da legenda no município, também ficou insatisfeito com a chegada do ex-tucano na legenda partidária e será mais um que deixará o partido no município.
As informações de bastidores em Ouricuri aponta o nome do ex-prefeito, ingressante no PDT, Ricardo Ramos, para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do estado e há quem diga que o Governador Eduardo Campos (PSB) comunga com essa ideia.

3 de outubro de 2013

Ricardo Ramos deixa PSDB e ingressa no PDT

ricardo ramos
O ex-prefeito tucano de Ouricuri, Ricardo Ramos, deixou a legenda que é presidida pelo seu pai, Biu Ramos, também ex-prefeito do município e ingressou no Partido Democrático Trabalhista (PDT). Segundo uma fonte ligada ao Blog à transição partidária aconteceu no meio da semana passada na capital pernambucana.
Na cidade, os comentários são de que, ano que vem Ricardo Ramos almeja disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. É esperar pra ver!

Veja como está o vaivém das filiações em Pernambuco

Puxada por Eduardo Campos e Armando Monteiro, disputa por políticos está aquecida. Veja quem foi para onde (Nando Chiappetta/DP/D.A Pres)

Restando três dias para o término do prazo das filiações partidárias visando as eleições de 2014, o vaivém de políticos de uma legenda para outra está a mil por hora em Pernambuco. PSB, do governador Eduardo Campos e possível candidato à Presidência da República, e o PTB, do senador Armando Monteiro, que vem se articulando para concorrer ao governo do estado, vêm puxando a fila das filiações, travando uma disputa direta para saber quem sairá mais fortalecido neste “mercado” de transferências partidárias.
Neste quarta-feira, vários nomes tomaram a decisão de migrar de partido. O que, possivelmente, chamou mais atenção foi o de Isaltino Nascimento. O petista vai deixar seu partido para desembarcar no PSB de Eduardo Campos.
Veja abaixo o saldo das transferências partidárias

Mudanças confirmadas     Ex-partido    partido atual

João Lyra (vice-governador) PDT PSB
Augusto Coutinho (dep. Federal) DEM Solidariedade
André Campos (dep.estadual) PT PSB
Isaltino Nascimento (sec. de Transportes) PT PSB
Luiz Eustáquio (vereador do Recife) PT PSB
Clodoaldo Magalhães (dep.estadual) PTB PSB
Marcantônio Dourado (dep.estadual) PTB PSB
Adalberto Cavalcanti (dep.estadual) PHS PTB
Francismar Pontes (dep.estadual) PSD PSB
Everaldo Cabral (dep.estadual) PSD PP
Cleiton Collins (dep estadual) PSC PP
José Augusto Maia (dep federal) PTB Pros
Silvio Costa (dep. federal) PTB PSC
Tony Gel (dep.estadual) DEM PMDB*
Romário Dias (ex-deputado estadual) sem partido PTB
Miriam Lacerda (ex-deputada estadual) DEM PMDB

Outras mudanças cogitadas

Partido atual Destino
Sérgio Leite (deputado estadual)* PT PSB ou PCdoB
Mary Gouveia (deputada estadual) PSD PSB
Carlos Eduardo Cadoca (sem partido) PDT ou PCdoB
* Tony Gel ainda não assinou a ficha de filiação e Sérgio Leite não confirmou mudança (Diário de Pernambuco)