A
presidente Dilma Rousseff receberá amanhã, segunda-feira, a pior
notícia do seu governo: a certeza de que, em 2013, o crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro será inferior a 3%, com tendência
de queda nas próximas semanas. Este fato terá grave repercussão na sua
campanha à reeleição, que já está nas ruas – como todos podemos ver a
toda hora.
Semanalmente,
o Banco Central divulga o Boletim Focus, com avaliação e projeção de
dados econômicos a cargo de especialistas indicados pelas principais
entidades do mercado financeiro, inclusive grandes bancos privados.
Na divulgação
de amanhã, quase certamente, atingiremos a péssima marca psicológica de
um PIB menor do que os 3% alardeados por todas as áreas do governo, com
perspectiva de queda maior ao longo do ano. Levando-se em conta a
decepção de 2012, quando o PIB não atingiu nem 1% (0,9%), pode-se prever
profunda preocupação política para Dilma e para o PT.
Por que a
certeza de que a previsão virá negativa? Porque alguns dados divulgados
na semana que se encerrou são péssimos. Por exemplo, de forma
assustadora, a balança comercial acumulou um déficit este ano, nos
primeiros quatro meses, de US$ 6,1 bilhões. Isso significa que as nossas
importações consumiram muito mais dólares do que o dinheiro arrecadado
com as exportações.
É visível que
o brasileiro, ainda com dinheiro sobrando no bolso, está comprando no
exterior coisas diversas, de forma irresponsável, inclusive consumindo
muitos itens produzidos pelas fábricas brasileiras com qualidade. Uns e
outros, pensando só no próprio bolso, chegam de viagens internacionais
recheados de bugingangas supérfluas, apenas porque lá fora sai mais
barato.