22 de março de 2013

”Candidatura de Eduardo é boa para o Brasil” diz José Serra

Um dos principais nomes do PSDB, o ex-governador José Serra disse ontem à Folha de S.Paulo que a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência da República nas eleições de 2014 seria ‘boa para o Brasil e boa para a política’.

Serra, que tem evitado discutir em público o cenário político nacional e concorreu duas vezes ao Planalto por seu partido, deu a declaração ao confirmar que se reuniu com Campos na última sexta-feira, em sua casa, na capital paulista. A assessoria de Eduardo Campos disse que se tratou de ‘uma conversa sobre o Brasil’. A versão do ex-governador de São Paulo vai na mesma linha. ‘Foi uma conversa cordial sobre o Brasil, a política e a economia’, disse Serra.

O tucano negou que, durante o encontro, Campos tenha falado sobre sua candidatura presidencial ou discutido alianças eleitorais. Serra disse que, ‘apesar do distanciamento político’, foi muito amigo do avô de Eduardo Campos, o governador Miguel Arraes (1916-2005), e que recebeu abrigo da família em Paris na ditadura militar, quando os dois estavam exilados.

A aproximação de Serra e Campos ocorre num momento em que a cúpula do PSDB trabalha para viabilizar a candidatura do senador mineiro Aécio Neves. Seus aliados veem como maior obstáculo ao projeto a falta de unidade na sigla em torno do senador. (Folha de São Paulo)

19 de março de 2013

Ciro Gomes volta atrás e defende candidatura própria do PSB

 Duas semanas após ter feito críticas ao presidente nacional do seu partido e potencial candidato à Presidência da República, o governador Eduardo Campos, o ex-ministro Ciro Gomes (PSB) passou a defender candidatura própria da legenda em 2014 e disse que, caso a sigla opte por concorrer ao Palácio do Planalto, o mais correto seria deixar a base aliada do Governo Federal.

"Se nós queremos apresentar uma candidatura própria, e eu gostaria que nós apresentássemos, temos que sair do governo, dizer por que saímos e oferecer ao povo brasileiro um embrião de projeto para o país, para que se justifique", afirmou.

As declarações foram feitas em entrevista a uma emissora cearense e reproduzidas na última sexta-feira (15) por um blog local.

Na entrevista, Ciro Gomes afirma que cultiva "decência" e que não acha "razoável que o PSB fique ali catando migalhas do banquete onde estão PMDB e PT", mas que "deixe para largar esse osso só na véspera da eleição". "Se isso acontecer, acho que teremos cometido um grave erro", disse.

No fim de fevereiro, Ciro provocou desconforto em seu partido ao dizer em uma rádio local que nem Eduardo Campos nem os outros possíveis candidatos em 2014 têm proposta para o país. "O Eduardo não tem estrada ainda. Não conhece o Brasil. O Aécio não conhece o Brasil. A Marina Silva representa uma negação ética, uma negação desses maus costumes, mas não representa a afirmação de rigorosamente nada", afirmou o ex-ministro na ocasião.

As novas declarações indicam uma mudança de posição de Ciro Gomes, que considerava o cenário ideal emplacar seu irmão, Cid Gomes (PSB), atual governador do Ceará, na vice da presidente Dilma Rousseff (PT).

Domésticas têm direitos ampliados

O Senado aprovou nesta terça-feira, em primeiro turno, por unanimidade, a proposta que amplia os direitos das empregadas domésticas brasileiras. Setenta senadores votaram a favor da proposta. Não houve nenhum voto contrário ou abstenção --o que não é comum no Senado, segundo a Folhaonline.

Para que as novas regras entrem em vigor, o texto precisa passar por nova votação no Senado, o que vai ocorrer na semana que vem. Como já passou pelo Senado, depois de aprovada no Senado a proposta de emenda à Constituição segue para a promulgação. Esse tipo de proposta não passa por sanção presidencial para entrar em vigor.

A proposta concede novos direitos aos empregados domésticos, como adicional noturno, hora extra, jornada máxima e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Passam a ter direito aos benefícios todos que prestem serviços domésticos, como jardineiros, motoristas e babás.
 

Avaliação positiva de Dilma cresce mais no Nordeste, reduto de Eduardo

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A pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje,19, que mostra um novo recorde na aprovação do governo de Dilma Rousseff -chegou a 63% de “ótimo” ou “bom”- aponta que o maior crescimento na avaliação do governo e na forma de governar da presidente, nos últimos três meses, ocorreu na região Nordeste.

A forma como Dilma governa foi aprovada por 85% dos entrevistados residentes no Nordeste. Em dezembro, esse índice era de 80% – crescimento, portanto, acima da margem de erro de dois pontos percentuais. Na avaliação do país como um todo, essa avaliação positiva é de 79%.

A guinada da presidente se dá na região onde o potencial adversário da presidente nas eleições do ano que vem, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tem seu maior capital político.
O crescimento verificado na pesquisa também ocorre ao mesmo tempo em que Campos vem aprofundando seu discurso como alternativa a Dilma para as eleições de 2014.

A mesma situação ocorre na avaliação do governo. No Nordeste, aqueles que consideram o governo “ótimo” ou “bom” foi a 72% (em dezembro, eram 68%). As outras regiões registram 60% de avaliação positiva.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, a redução nas tarifas de energia elétrica e a desoneração de itens da cesta básica contribuíram decisivamente para manter a popularidade de Dilma Rousseff em alta. (Folha de São Paulo)

17 de março de 2013

VEREADORES DISCUTEM PROJETOS EM PROL DO CIDADÃO

Câmara Municipal de Ouricuri

A Câmara Municipal de Ouricuri (Casa Rodrigo Castor) aprovou na sessão ordinária de sexta-feira (15), o projeto de lei 004/2013 oriundo do vereador Elias Mendes (PSDB) que oficializa a denominação á oito vias públicas do povoado do Lopes.
O projeto foi aprovado por unanimidade e será encaminhado nesta segunda-feira (18) para o gabinete do prefeito Cezar de Preto (PMDB) para sansão do executivo.
Compareceu á sessão doze dos treze legisladores, apenas o vereador Giba (PTB) não esteve presente, segundo o presidente Gildejânio Melo (PSD), Giba protocolou naquela casa um atestado devido está enfrentando problemas na saúde.
Além do projeto de lei, os vereadores votaram aprovando por unanimidade dezesseis indicações na Casa Rodrigo Castor, indicações que se executadas pelo prefeito trará relevantes avanços ao desenvolvimento do município.
Foram convidados para a plenária da Casa Rodrigo Castor, o Secretário de Agricultura de Ouricuri, Paulo Pedro e o Assessor jurídico daquela Casa, Dr. Antonio de Souza Santos.
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Sai prefeito, entra prefeito e nada. O vereador Chico Neto (PDT) comentou a indicação do vereador e presidente Gildejânio melo (PSD) e disse desde 1996 que tem indicação para construir a arquibancada do Estádio Municipal de Ouricuri, sai prefeito entra prefeito e ninguém faz nada, temos que cobrar, não basta apenas fazer indicação, o vereador tem que está cobrando de quem pode executar os serviços.
Cicero de Euclides 2
Perseguição Politica. Há mais de doze anos, que nós esperamos por esse calçamento, disse o vereador Cicero de Euclides (PSL), naquela área temos duas escolas e às vezes não existem aulas porque não se tem condições de entrar nas escolas. Na gestão passada o prefeito fez o calçamento de uma rua e não fez do lado das escolas por pura perseguição politica por que não votamos nele, desabafou o vereador.
Alex Bar 2
Falta de Vergonha.  Não tem justificativa, a justificativa realmente dos políticos é falta de vergonha de querer trabalhar pelo nosso povo, esperamos que nessa gestão o prefeito faça pelo menos o calçamento para amenizar a poeira e a lama. Disse o vereador Alex Bar (PRB) sobre o calçamento na lateral da Avenida Fernando Bezerra em frente à Escola Municipal José Coriolano.
Elias Mendes 2
Defesa do ex-prefeito. Discordo de vossa excelência Cicero, voto favorável a essa indicação, mas quero dizer que discordo de você quando diz que o prefeito passado não fez o calçamento porque o povo de lá não votaram nele, certos discurso não cabe aqui nessa casa e quero dizer que o prefeito que passou não fez por falta de recurso ou mesmo interesse. Disse Elias Mendes (PSDB).
Cicero de Euclides 2
Reafirmação. Cicero de Euclides reafirmou dizendo, não foi falta só de interesse não, companheiro, foi também perseguição politica, pois não justifica o ex-prefeito calçar um lado da Avenida e deixar o outro sem calçar.
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Ele nunca passou nem fome nem sede. Se ele passasse pelo menos três dias aqui em Ouricuri e vivenciasse a estiagem que nós vivenciamos, ele não diria que nós vereadores do Araripe somos críticos. Ele nunca passou nem sede nem fome, nunca passou ao menos três dias no sol quente, ele não tem causa nem tem conhecimento do que acontece no sertão. Disse o vereador Cléber Cunha (PSDC) sobre suposta critica do Secretário de Agricultura do estado, Ranilson Ramos aos vereadores do Araripe.                           matériadoblogcaririfilho.

Santa Cruz reage no segundo tempo e empata em 1x1 com o Serra Talhada


Ilustração: NE10


O resultado não foi o ideal, é verdade. No entanto, devido aos problemas enfrentados para armar o time, até que o empate em 1x1 com o Serra Talhada, no Nildo Pereira, na tarde deste domingo, foi de bom tamanho para o Santa Cruz. O Tricolor voltou a sentir a falta do meia Natan, mas conseguiu obter um gol desta vez. Alex Costa abriu o placar para o Cangaceiro no primeiro tempo, enquanto Flávio Caça-Rato igualou no segundo. O confronto foi válido pela sétima rodada do Pernambucano Coca-Cola.
Com o resultado, o Santa cai para a terceira posição com 13 pontos. O Serra fica em sexto com oito. Na próxima rodada, os corais recebem o Petrolina, no Arruda, enquanto o time do Sertão encara o Salgueiro, outra vez no Nildo Pereira.
O JOGO - Serra Talhada e Santa Cruz fizeram um primeiro tempo movimentado.  Ambas as equipes abdicaram do jogo defensivo e tentaram o ataque. O Tricolor buscou mais o jogo nos primeiros minutos, enquanto o Cangaceiro teve maior domínio no fim da primeira etapa.

Cheio de desfalques, principalmente no meio de campo, O Santa Cruz tentou apostar mais no jogo do lateral-esquerdo Patrick e no do meia Jefferson Maranhão. Os chutes de fora da área foram uma das principais armas dos corais. Aos 14 minutos, Everton Sena arriscou de longe, mas mandou para fora.


O Serra apostou muito no jogo do meia Kássio e nas bolas paradas. Em uma dessas cobranças, Alex Costa abriu o placar após bela cobrança de falta, aos 26 minutos. Tiago Cardoso nada pôde fazer para impedir.


Atrás no placar, o Santa tentou pressionar. No entanto, faltou criatividade para alcançar ao gol. O Serra, por outro lado, chegava com perigo. Aos 37, quase que o Cangaceiro amplia após cabeçada de Anderson. A bola foi na trave e impediu que o placar ficasse maior para o intervalo.
SEGUNDO TEMPO - Na volta para a segunda etapa não houve alterações. O técnico Marcelo Martelotte preferiu não fazer substituições e manteve a mesma equipe do Santa Cruz em campo. Assim como os times, o panorama da partida não mudou muito. O Tricolor continou a sofrer para criar lances de perigo, enquanto o Serra seguiu apostando nas bolas paradas.
No entanto, ao contrário do primeiro tempo, os donos da casa vacilavam mais na marcação sobre os jogadores corais. Em uma dessas bobeadas, Flávio Caça-Rato dominou bola entre os zagueiros e empatou a partida para o Tricolor aos 19 minutos.
Apesar da igualdade, o Santa seguiu tendo dificuldades na criação. Assim como no jogo contra o Chã Grande, o atacante Dênis Marques teve poucas, para não dizer nenhuma, chances de marcar. O empate acabou sendo de bom tamanho já que o Serra também não ofereceu grandes perigos.
A nota triste da partida ficou sendo a suspeita de fratura do zagueiro Vágner nos minutos finais. A ambulância teve que entrar para atender o jogador.
FICHA DA PARTIDA - SERRA TALHADA 1X1 SANTA CRUZ

Serra Talhada: Carlos; Rogério, Alex Costa, Negretti (Cristiano) e Ranieri; Júnior Negrão, Anderson (Otacílio), Enercino e Kássio; Bebeto (Jamerson) e Júnior Ferrim. Técnico: Pedro Manta.


Santa Cruz: Tiago Cardoso; Everton Sena, Vágner, César (Nininho) e Patrick; Anderson Pedra, Sandro Manoel, Léo (Caio Tavera) e Jefferson Maranhão; Flávio Caça-Rato (Danilo Santos) e Dênis Marques. Técnico: Marcelo Martelotte.


Campeonato Pernambucano. Local: estádio Nildo Pereira, Serra Talhada. Árbitro: Cláudio Mercante. Assistentes: Clóvis Amaral e Marcelino Castro. Gols: Alex Costa aos 26 minutos do primeiro tempo e Flávio Caça-Rato aos 19 do segundo. Amarelos: Anderson (ST), Anderson Pedra (SC), Jefferson Maranhão (SC), César (SC), Kássio (ST), Caio Tavera (SC) e Enercino (ST). Público: 4.682. Renda: R$ 25.310.

Sport derrota Náutico e mantém escrita de não perder para o rival na Ilha


 
Timbu saiu na frente com Rogério, mas sofreu a virada. Hugo e Felipe Azevedo marcaram para o Leão. Fotos: Guga Matos/JC Imagem
Campanha mais positiva. Ataque imbatível. Melhor jogador do Campeonato Pernambucano Coca-Cola até aqui. O Náutico se apoiava nesses três pilares para quebrar o jejum que dura desde 28 de março de 2004. Essa foi a data do último triunfo alvirrubro na Ilha do Retiro. Um a um, o Sport - que vinha em má fase- derrubou os argumentos sobre os quais os timbus se sustentavam para acreditar no triunfo. Maduro, o Rubro-Negro foi aguerrido, jogou melhor, venceu o rival mais uma vez por 2 x 1 e provou que, bem, nove anos não são nove dias.

A primeira etapa do Sport foi melhor. O time, motivado por estar em casa, pressionou o Náutico nos minutos iniciais. Os 15 primeiros foram totalmente do Leão.As principais jogadas eram criadas, como de hábito, pelo lado direito: Cicinho e Felipe Azevedo combinaram mais de uma vez pelo setor. Pela esquerda, pouco era feito. Reinaldo ofereceu quase nada ofensivamente. Aos 8, Cicinho fez tabela com Azevedo e cruzou para Rithely. O volante tentou completar, já na pequena área, de peito. Felipe voltou e evitou o gol leonino.


Aos poucos, a marcação apertada do Sport foi, naturalmente, afrouxando. O que deu a condição para o Náutico, sobretudo pelos pés de Martinez, de cadenciar o ritmo, trocar passes e segurar o ímpeto dos donos da casa. A partir dos 15, o Náutico melhorou. Não conseguiu equilibrar completamente, mas diminuiu a pressão do outro lado. Sofria com a participação tímida dos seus laterais e da inoperância do meio-campista Vinícius Pacheco - cuja contribuição para o time foi nula (saiu no segundo tempo sem produzir um lance de perigo sequer). Mas aos 19, o Alvirrubro contou com o talento de Rogério. Na única jogada do time até ali, o atacante recebeu na direita e soltou um petardo no ângulo contrário de Magrão.


O tento não abalou o experiente time do Sport, que manteve  a postura tática. Foi premiado por isso aos 33, quando Hugo pegou rebote de escanteio e emendou de primeira. Estavam feitas as pazes entre o jogador e a torcida, que o aplaudiu. A primeira etapa acabou assim, não sem antes Rogério assustar novamente. Aos 44, o atacante bateu falta na entrada da área. A bola desviou na zaga e quase engana Magrão, que conseguiu voltar e salvar.

Confira mais registros do clássico. Fotos: Guga Matos e Alexandre Gondim/JC Imagem


O segundo tempo teve início de maneira inversa ao primeiro. O Náutico adiantou a marcação e tomou uma atitude mais agressiva. Era o Timbu, agora, que detinha a posse de bola e tocava de um lado para o outro. Aos 7, chegou com perigo em uma falta cobrada por Elicarlos, o Alvirrubro quase chega. Magrão bateu roupa e Élton quase pega o rebote. A bandeira, no entanto, já estava levantada. A postura ofensiva, no entanto, abriu espaços para o contra-ataque do Leão. E nem durou tanto assim. Pouco depois, o Leão melhorou e passou a assustar mais.


Houve duas ocasiões em que o Leão chegou perto de marcar. Aos 10, Cicinho cruzou para Hugo, livre dentro da área. A bola foi muito forte e o meia, contudo, só conseguiu raspar. Três minutos mais tarde, porém, houve uma oportunidade real. Em novo contra-gol, Cicinho desceu pela direita e deu belo passe de calcanhar para Felipe Azevedo. O atacante invadiu a defensiva adversária driblando e encheu o pé. No travessão, no chão... e Nada feito.


Felipe Azevedo fez o gol da vitória. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem


À medida que o tempo foi passando, os treinadores mudaram seus times. Pelo Sport, saíram Hugo e Cicinho (cansados), além de Roger. Entraram Moacir, Lucas Lima e Matheus Lima. No Náutico, saíram Luiz Eduardo, Vinícius Pacheco e Martinez. Entraram Alemão, Marcos Vinícius e o estreante Rodrigo Souto.
As mudanças foram melhores para o Leão. Tanto que Lucas Lima, que entrara há pouco, criou o lance do gol da vitória. Ganhou da marcação de Elicarlos pela esquerda, invadiu a área e tocou voltando. Felipe Azevedo coroou uma grande partida colocando a bola para dentro. O Náutico lutou muito para empatar. Tentou de tudo - mas não conseguiu. Nove anos, afinal, não são nove dias.

Ficha do jogo - Sport 2x1 Náutico


Sport: Magrão; Cicinho (Moacir), Gabriel, Maurício e Reinaldo; Tobi, Rithely, Fábio Bahia e Hugo (Lucas Lima); Felipe Azevedo e Roger (Matheus Lima). Técnico: Sérgio Guedes.

Náutico:  Felipe; Auremir, Luiz Eduardo (Alemão), Alison e Douglas Santos; Elicarlos, Martinez (Rodrigo Souto), Marcos Paulo e Vinícius Pacheco (Marcos Vinícius); Rogério e Élton. Técnico: Vágner Mancini

Pernambucano Coca-Cola - Sétima rodada/ segundo turno - Local: Ilha do Retiro. Horário: 16h. Árbitro: Sandro Meira Ricci. Assistentes: Jossemmar Diniz e Ricardo Chianca. Cartões amarelos: Élton, Alison e Rogério(Náutico) Cicinho, Tobi e Maurício (Sport); Gols: Rogério (para o Náutico, aos 19 do 1T); Hugo (para o Sport, aos 33 do 1T) e Felipe Azevedo (aos 36 do 2T). Público: 18.607; Renda: R$ 301.580.

Despesas médicas do Senado triplicam em uma década

O uso de dinheiro público para pagar as despesas médicas do Senado quase triplicou entre 2003 e 2012. O cálculo é atualizado ou seja, a inflação do período já está descontada. Os gastos, que superam meio bilhão de reais numa década, incluem despesas dos atuais 81 parlamentares, seus dependentes e ex-parlamentares além dos 6.300 funcionários e pensionistas.

No ano passado, o último da gestão José Sarney (PMDB-AP) à frente do Senado, o desembolso bateu o recorde da década: R$ 115 2 milhões dos cofres federais. O aumento foi de 38% em relação a 2011, quando o desembolso chegou a R$ 71,3 milhões.

Em 2012, as consultas e exames feitos pela estrutura do Senado ou fora dele ultrapassaram em R$ 10 milhões o orçamento previsto para custeio médico, cujo valor era de R$ 105,2 milhões. Trata-se de um orçamento maior do que o reservado em 2012 pelo Ministério da Educação para o Hospital Universitário de Brasília (HUB), vinculado à Universidade de Brasília (UnB), de R$ 88,7 milhões.

Aliado de Sarney e alvejado por uma ação penal e uma série de protestos online, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) voltou ao comando da Casa no início de fevereiro tentando criar uma agenda positiva com o anúncio de uma reforma administrativa que prevê o fim do atendimento ambulatorial do serviço médico do Senado para servidores e senadores.

Funcionários da Secretaria de Assistência Médica e Social (SAMS) do Senado, onde são realizados os atendimentos, disseram ao Estado que o serviço funcionará só até sexta-feira, para atender aos exames e às consultas que estavam agendados.

Emergência. Com a extinção do departamento, apenas o atendimento de emergência será mantido no Senado, cedendo parte do corpo funcional para o governo do Distrito Federal. Renan informou, por meio da assessoria de imprensa, que vai reduzir "drasticamente" despesas com assistência médica com medidas futuras. Ele não quis adiantar quais serão as mudanças.

Servidores e usuários do serviço médico já fizeram protestos e o sindicato da categoria recorreu à Justiça para impedir a mudança que, pelas contas de Renan, vai gerar uma economia de R$ 6 milhões por ano. Se comparada com a previsão de gastos para os serviços médicos este ano, que é de R$ 105,2 milhões, a economia será apenas de 5,7%. O orçamento total do Senado este ano é de R$ 3,54 bilhões.

A explosão de gastos do Senado foi detectada após consulta no Siga Brasil, o banco de dados de acompanhamento da execução orçamentária da Casa. Em 2003, os registros oficiais apontam uma despesa de R$ 24,7 milhões. Se aplicada a inflação do período, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o valor passa para R$ 40,8 milhões. O gasto, ainda assim é quase duas vezes menor que o atual.

Questionado via Lei de Acesso à Informação Pública sobre o motivo do aumento dos gastos com as despesas médicas nos últimos dois anos, o Senado explicou que, em 2011, houve um corte na rubrica do orçamento. Por essa razão, informou, as despesas com assistência médica precisaram ser custeadas por um fundo reserva constituído pelas contribuições mensais e participações dos servidores para o Sistema Integrado de Saúde (SIS), o plano de saúde dos funcionários. Isso gerou, de acordo com a Casa, a grande diferença de despesas de um ano para o outro.

Ao confrontar as informações com o Orçamento da União, no entanto, o Estado não encontrou a realidade informada pelo Senado. Ao contrário. De 2010 para cá, a rubrica "assistência médica" tem sido privilegiada com cada vez mais verba - o valor disponível é apenas uma referência para os gastos, que ora são menores do que está na rubrica, ora são maiores. A peça aprovada pelo Congresso na terça-feira mantém os R$ 105 milhões inicias do ano passado, valor que acabou sendo extrapolado.

Intimidade. Em relação ao fato de o ano passado ter atingido o valor mais elevado com despesa de saúde na década, o Senado disse que os gastos são variáveis, mas não podem ser detalhados em respeito à "proteção legal à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas".


Fonte: Agência Estado

12 de março de 2013

Em Bodocó: Caminhoneiros que transportam cana-de-açúcar do governo do estado paralisam atividades por falta de pagamento

caminhoneiros

Mais de dez caminhoneiros de Ouricuri e Bodocó foram contratados pela Secretária de Agricultura do estado através da Sim pró-leite para transportar a cana-de-açúcar do governo do estado até o município de Bodocó, no entanto, todos estão insatisfeitos, pois o combinado era que toda sexta-feira seriam pago os fretes, o que não foi cumprido, pois os caminhoneiros dizem que á mais de 90 dias que o estado não paga os fretes
.
Os caminhoneiros já procuraram a Secretária de Agricultura de Bodocó e juntos tentaram por várias vezes contato com o presidente da Sim pró-leite, Saulo, no entanto não se consegue falar com o presidente, pois o telefone encontra-se desligado ou fora de área

O caminhoneiro Edilson Teixeira Lopes lamentou a situação que está vivendo. “Estamos sendo prejudicado, temos casa de peça e borracharia para pagar, família pra sustentar, fizemos o serviço que fomos convocados para fazermos, fizemos o nosso trabalho! No entanto,  o nosso direito que é de receber o frete, até hoje não recebemos nem um tostão”, desabafou.

Geroncio Manoel Figueiredo de Araújo, também caminhoneiro disse que juntando os fretes dele com o do irmão, á divida já chega quase á 45 mil reais.
Os caminhoneiros chamam a atenção do senhor Saulo, presidente da Sim pró-leite e do Secretário de Agricultura de Pernambuco, Ranilson Ramos, para tomar providências no sentido de resolver o problema da falta de pagamento dos fretes.

PIB de Pernambuco cresce o dobro do brasileiro


A economia pernambucana cresceu 2,3% em 2012, duas vezes superior ao desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,9% do Brasil. Os efeitos da seca puxaram para baixo o PIB de Pernambuco, cuja projeção inicial da Agência Condepe/Fidem apontava para o crescimento de 4,5% no ano. Os dados foram divulgados pela agência nesta segunda-feira (11).

Segundo a agência, a estiagem dizimou os rebanhos bovinos e atingiu em cheio a avicultura, além de ter reduzido as lavouras permanentes, o que resultou na queda de 15% da atividade agropecuária. Em valores correntes, o total das riquezas produzidas no Estado totalizou R$ 115,6 bilhões em 2012. Com exceção da agropecuária, os demais setores da economia pernambucana reagiram positivamente em 2012
.
A indústria cresceu 3,7%, alavancada pelo bom desempenho da construção civil com 3% de aumento no ano. No setor da construção estão incluídos os investimentos em obras públicas de infraestrutura, bem como o boom do setor imobiliário. O efeito seca também rebateu na indústria de utilidade pública, com a queda da geração de energia nas usinas da Chesf em Petrolândia
.
O PIB do setor de serviços em Pernambuco cresceu 2,7% em 2012 , superior ao 1,7% do desempenho anual do país. O destaque ficou com o setor de transportes rodoviários e de carga, o que demonstra o aumento da movimentação de mercadorias nas rodovias do estado. Em relação a atividade comercial, o comércio varejista cresceu 3,7%, sendo o responsável pelo bom desempenho em 2012 no estado.

Primeira fumaça do conclave diz que ainda não foi escolhido um novo Papa



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Do NE10 Como esperado, a primeira fumaça que saiu da chaminé da Capela Sistina, na Praça São Pedro, foi escura. Isso quer dizer que ainda não foi escolhido o novo Papa da Igreja Católica. Os 115 cardeias com direito de voto se reuniram pela primeira vez na tarde desta terça-feira (12) para o início do conclave que definirá o sucessor de Bento XVI.

10 de março de 2013

Francisco Weffort: “O PT se desnaturou completamente”

SOBRE O MENSALÃO Francisco Weffort em sua casa, no Rio de Janeiro. “Se você pratica meios criminosos, seus fins também serão criminosos” (Foto: Guilhermo Giansanti/ÉPOCA)

O cientista político Francisco Weffort, de 75 anos, é um dos pensadores mais respeitados do país. Ex-ministro da Cultura no governo de Fernando Henrique, fundador do PT e secretário geral do partido entre 1984 e 1988, Weffort voltou à vida acadêmica, como professor colaborador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em entrevista a ÉPOCA, cujos principais trechos estão na edição desta semana da revista (conteúdo restrito para assinantes), ele fala sobre os grandes pecados do PT desde a sua fundação, em 1980, o papel do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesse processo e a crença no socialismo ainda existente entre os militantes do partido. Segundo Weffort, Lula “nunca autorizou” a defesa do socialismo pelo PT. “O Lula, na verdade, nunca falou muito de socialismo. Ele não sabe o que é isso”, afirma.
ÉPOCA – O senhor foi um dos fundadores do PT, em 1980, e se desligou do partido em 1995. Por quê? O que o afastou do PT naquela época?
Francisco Weffort -
Na verdade, eu tinha me afastado um pouco antes, desde 1988, 1989, porque a experiência do PT foi muito interessante para mim, nos primeiros anos, realmente muito interessante. Mas, depois, comecei a me dar conta de que a competitividade interna do PT era mais ou menos igual à de qualquer outro partido. O PT deu naqueles anos uma importante contribuição democrática para o Brasil. O problema é que o PT se dividia em facções, que tinham bandeiras ideológicas muito explícitas e disputavam eleições internas e externas. Quando tinha uma eleição qualquer, para vereador ou deputado, havia disputas acirradas por lugar nas chapas do partido. O sistema brasileiro de voto estimula a competição entre os que são mais semelhantes entre si, dentro do mesmo partido, estimula a competição intrapartidária. Então, aquele sujeito que tem ideias mais semelhantes às suas dentro do partido, e que colabora com você durante os tempos de atividade normal do partido, vira seu adversário na eleição.
ÉPOCA – Em que sentido o senhor diz que a legislação leva a uma disputa interna nos partidos do país?
Weffort –
É porque quem disputa com um candidato que venha do professorado é outro professor; quem disputa com um outro candidato que venha do sindicalismo é um outro sindicalista, porque é ali que ele vai poder encontrar voto. Quem disputa com os candidatos do seu bairro é outro candidato do seu bairro, tanto na indicação na chapa do partido como na eleição propriamente dita. Isso acabou introduzindo um elemento de competitividade que azedou em vários momentos as relações dentro do PT. Não era nada muito grave, mas azedou. Para as pessoas que estivessem mais dispostas a se dedicar profissionalmente à política, esse era o caminho a trilhar. Mas não era o meu caso. Eu já era professor na universidade, professor titular, tinha nos primeiros anos do PT sacrificado parte da minha carreira acadêmica por causa da política. Então, eu falei: “Não, isso não me interessa”.
Além do mais, logo depois, na eleição de 1994, eis que o competidor do Lula era o Fernando Henrique, que foi meu professor. Para mim, era tudo muito complicado. Primeiro, eu não estava muito bem no PT. Em segundo lugar, eu iria participar de uma competição, como participei, apoiando o Lula, contra o sujeito que tinha sido um dos meus melhores professores e era meu amigo. Eu tinha trabalhado com ele no Chile, na época do regime militar no Brasil. Houve um momento em que eu falei: “Tudo isso é um preço muito alto, eu vou sair fora”.
“O PT era contra o imposto sindical, mas a máquina é tão poderosa que o próprio Lula acabou sendo um ‘filhote do Getúlio” 
ÉPOCA – Hoje, quando o PT está completando 33 anos, como o senhor, que participou de sua fundação, vê o partido, sob impacto do Mensalão, da condenação de algumas lideranças importantes pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e da multiplicação de casos de corrupção no governo?
Weffort –
Eu acho que o PT deu uma contribuição democrática importante ao país na sua fase inicial e com as próprias campanhas do Lula para a presidência. Mas a minha hipótese é que o PT carrega o vício do imposto sindical. O PT era contra o imposto sindical. E era contra por razões boas. O imposto sindical não é fiscalizado por ninguém. Então, no Brasil, você tem um sindicalismo que o próprio pessoal do PT classificava como “sindicalismo de carteirinha”, que é uma fantasmagoria que serve para financiar a ascensão pessoal de alguns sujeitos em nome do sindicalismo. O Lula – e alguns outros - foi uma exceção na primeira fase. Mas a máquina é tão poderosa que o próprio Lula, embora fosse contra o imposto sindical, acabou sendo um “filhote do Getúlio”. Eles acabaram fazendo mais ou menos aquilo que eles condenavam
Quando Getúlio criou as leis sindicais, em 1943, aquilo representou uma conquista no que diz respeito aos direitos sociais dos trabalhadores, mas introduzia também o vício do corporativismo. Isso não levou ao mensalão, mas abriu espaço para algo desse tipo acontecer. Eles ultrapassaram o Getúlio, porque seria uma injustiça histórica ao Getúlio dizer que ele inventou o Mensalão. Porém, o contexto no qual o Estado absorve as lideranças políticas emergentes transformou a atividade política em certas áreas em algo vulnerável a esse tipo de coisa.
ÉPOCA – Por que o senhor considera essa questão do corporativismo tão importante na trajetória do PT?
Weffort -
Esse ambiente corporativista no Estado brasileiro significou para alguns quadros importantes do PT uma ascensão sindical muito mais fácil do que seria sem o imposto sindical. Embora muitos tenham sido lideranças efetivas o ambiente sindical em que eles viviam era um ambiente amolecido. Agora, o grande problema é a introdução pelo corporativismo de um desvio da lógica representativa. Quando você tem dinheiro público para fazer um tipo de política, abre espaço para as irregularidades. O MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) recebe dinheiro do Estado. Várias entidades são chamadas de organizações não governamentais, mas na verdade não são independentes. Elas foram criadas nessa atmosfera populista. Isso introduziu um veneno na representação partidária. Era algo condenado no início do PT, mas eles acabaram adotando isso como norma.
Essa democracia corporativa brasileira desnaturou, transtornou a lógica do sistema representativo no Brasil. Então, os partidos que estão sempre agrupados em torno do incentivo federal. Por quê? Porque o dinheiro vem de lá. Por que os grandes estados, como São Paulo, Minas e até o Rio, Pernambuco, são menos afetados? Porque têm um pouco mais de recursos. Agora, há estados cuja administração é quase inteiramente dependente do dinheiro federal. Então, o corporativismo não afetou só o PT. Afetou o PT e todos os outros partidos, a política como um todo no país. Além do mais, é um corporativismo que também afetou o próprio sistema de representação sindical e empresarial. O PT deu um passo a mais no descaminho. Mas o descaminho já era um descaminho institucional.
“O Lula sempre foi mais importante que o PT, desde que ele apareceu como o primeiro grande líder de massas no movimento sindical depois de 1964, na famosa greve dos metalúrgicos de 1979” 
ÉPOCA – Então, quando o senhor olha o PT hoje qual é a sua visão do que se tornou o partido?
Weffort –
Apesar dos desvios, das distorções eu acho que o PT tem, ainda hoje, um compromisso popular. Até porque na democracia brasileira, que é uma democracia de massas, todo mundo tem que, pelo menos, aparentar um compromisso popular, porque se não fizer isso, não ganha eleição. E eu acho que o PT e o Lula, em especial, têm esse compromisso popular. Mas, em termos de política, o PT se desnaturou completamente. Seu compromisso popular vai até o Bolsa Família, até uma política econômica que enfatiza o consumo permanentemente, mas é um compromisso popular que perde inúmeras oportunidades de desenvolvimento econômico do país, porque não é capaz de aceitar que compromisso com o popular tem de ser um compromisso com o desenvolvimento da Nação. Isso às vezes é duro de fazer.
Época – Em sua opinião, qual foi o papel do Lula na evolução do PT?
Weffort –
O Lula sempre foi mais importante que o PT, desde que ele apareceu como o primeiro grande líder de massas no movimento sindical depois de 1964, naquela famosa greve dos metalúrgicos de 1979. A partir daí, ele emplacou na política e continuou com um desempenho de massas impressionante. Às vezes os brasileiros não se dão muito conta de que o Brasil é a terceira ou quarta maior democracia do mundo, depois da Índia e dos Estados Unidos. É muita gente. A comunicação de massa no Brasil é importantíssima. E o Lula na área do PT é o primeiro crooner. Ele sempre teve uma grande habilidade de ficar em cima do muro quando a conveniência o aconselhou. Dentro e fora do partido. É um excelente negociador. O Lula tem, provavelmente, a responsabilidade de ter controlado certo radicalismo petista de origem ideológica. Evidentemente, é muito mais importante para o PT ter uma figura que chegue à massa, como o Lula, do que meia dúzia de radicais.
“Não dá mais para falar de socialismo. hoje. A não ser que alguém diga que a Rússia hoje é socialista. Ou que a China é um país socialista. Não tem mais socialismo” 
ÉPOCA – Quando o PT surgiu tinha um perfil internacionalista muito forte, até em oposição ao próprio PTB e PDT de Leonel Brizola que tinha aquela coisa mais dos anos 50/60, nacionalista. Hoje, o PT também parece ter perdido isso. Como o senhor explica essa mudança?
Weffort -
A questão é a seguinte: o PT mudou totalmente, em termos de política internacional. Ele mantém o pretenso charme de uma antipatia americana, que, aliás, se torna cada vez menos eficiente, porque nos Estados Unidos, foi eleito o Obama, que é um negro. Isso na democracia americana é uma revolução. O PT tinha uma pretensão antiamericana, que vinha do getulismo, do brizolismo, do nacionalismo brasileiro tradicional. Hoje, não tem mais nada. O PT tem que ter a política econômica que as circunstâncias econômicas do mundo globalizado impõem. Quando o Fernando Henrique ganhou do Lula na eleição de 1994, era muito difícil distinguir qual a política econômica de um ou de outro. É óbvio que numa democracia de massas como a nossa, que é uma grande democracia eleitoral, quando dois candidatos se aproximam em expectativa de voto, a tendência deles é disputar o voto de centro. Quem decide é o indeciso. E o indeciso não está muito interessado nisso. Então, você fica com um charme um pouco mais liberal de um lado, um charme um pouco mais social democrata de outro. Eles se confundem com muita frequência, mas o meio é que decide.
ÉPOCA – Aquela coisa do socialismo do início, aquela coisa da ética na política, foi tudo para o brejo?
Weffort –
Na verdade, não dá mais para falar de socialismo. A não ser que alguém diga que a Rússia hoje é socialista. Ou que a China é socialista. Não tem mais socialismo. É preciso lembrar que o PT foi criado em 1979/1980. A grande derrubada do socialismo foi em 1989, com a queda do Muro de Berlim. Quando o PT foi criado ainda havia uma União Soviética, por mais que ela estivesse desmoralizada politicamente. Cuba também não estava bem, mas ainda tinha certa força, certo prestígio em alguns círculos. Quando o Lula foi eleito para a presidência, o PT ainda mantinha um palavriado socialista, que o Lula nunca autorizou. O Lula é, até pelas dificuldades idiomáticas que ele tem, de uso da linguagem, um campeão das metáforas, que por definição são sempre muito ambíguas. Ele, na verdade, nunca falou muito de socialismo. Ele não sabe o que é isso. Nunca se interessou em saber. O Lula não tem o que dizer sobre o socialismo, porque ele não pensava em socialismo nenhum. Na verdade, o Lula tinha uma imagem do mundo, simplificada, na qual os Estados Unidos eram o mal mais óbvio, mais evidente, como também era o caso do Brizola.
Quando vem a queda do Muro de Berlim, aquela sombra lá adiante, não aquela sombra radiante, da União Soviética, já estava desmoronado. Nessa época, o socialismo, que não existia na cabeça dele, deixou de existir como referência para o pessoal do PT. Mas deve-se reconhecer que, individualmente, o sujeito pode, depois de ter se formado na leitura de Marx, numa tradição socialista antiga, manter na cabeça certas ideias do socialismo, mas não na política. Pegue qualquer um do PT, do PC do B. Por exemplo: o PC do B, que é stalinista, de linha albanesa, indicou o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo. Em que o desenvolvimento do futebol no Brasil ajuda o comunismo? Tudo bem, o futebol é uma maravilha, uma filosofia de certa época, brasileira, mas um não tem nada a ver uma coisa com a outra. Acho que esse compromisso socialista do PT na verdade que nunca existiu.
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“Isso de insultarem
a Yoani foi uma senhora estupidez, uma cretinice.
Mas é pau mandado.É gente
que ganha R$ 30 para ficar ali” 
ÉPOCA – Agora, tem muita gente que ainda acredita no socialismo no PT... É só ver o que aconteceu com a blogueira cubana Yoani Sanchéz. O Lula também vai toda hora a Cuba e devolveu refugiados cubanos a Cuba em seu governo...
Weffort –
Isso é outra coisa. É política de potência. O Brasil é um país grande, por mais que os brasileiros não queiram acreditar, e Cuba é um país pequenininho. Cuba é um país muito pobre. Então, se você fizer um charme para Cuba, você aparece nos noticiários por aí como uma figura ligada à tradição da esquerda. Agora, isso de insultarem a moça foi uma senhora estupidez, uma cretinice. Mas isso é pau mandado. É como essa garotada que, em época eleitoral, aparece com faixa na rua. Pensa que é militante? Não é militante. É gente que ganha R$ 30 para ficar ali. O caso mais claro desse tipo de coisa foi o MR-8, que virou uma espécie de batalhão de choque do (Orestes) Quércia (ex-governador paulista). Eles eram o MR-8, que, na origem, significava Movimento Revolucionário 8 de Outubro, em homenagem ao Che Guevara. Ora, por favor, vamos parar com toda essa mitologia, porque tudo isso não significa mais nada.
ÉPOCA – Mesmo assim, ainda tem uns “dinossauros” por aí.,,
Weffort –
Tem, porque a vida do sujeito foi aquela, é uma nostalgia. O que você vai fazer? Mas não é mais a política do partido.
ÉPOCA – Em outros países, como o Chile, partidos de esquerda ou centro-esquerda como o PSDB e o PT, se unem, mas no Brasil isso não acontece. Por quê?
Weffort –
Porque o Brasil é muito dividido, é regionalmente muito dividido. Então, o adversário do PT é o PSDB, porque os dois São Paulo e disputam o mesmo eleitorado. Acho que a reforma política teria de mudar o sistema eleitoral. Muito. Eu sou favorável ao sistema de voto ao estilo alemão, com eleição presidencial, formação do governo no parlamento e base distrital. Na Alemanha, o eleitor tem dois votos. Quando vota, ele vota no candidato do seu distrito, no “Zé” que vai representar o seu bairro na Câmara, e num candidato indicado pelo partido, na legenda. Isso significa que você tem três ou quatro partidos e não trinta partidos. Há também uma cláusula de participação, por meio da qual, para ter representação nacional, o partido tem de obter de 3% ou 5% dos votos em todos os estados. Aqui, no Brasil, o pessoal aqui não está querendo voto distrital, mas só o financiamento público de campanha, que é de novo corporativismo. Eles querem que os candidatos sejam indicados pelo partido, mas não admitem que o eleitor indique o candidato. Aqui no nosso sistema leva a trinta e tantos partidos, dos quais seis são partidos e os outros estão aí para fazer negócios.
“O cenário no qual deve operar a opinião é o cenário definido pelo mercado. Se eu não quiser ver televisão, não vejo. Se eu não quiser comprar o jornal, não compro” 
ÉPOCA – O PT tem demonstrado uma grande dificuldade de conviver com a Imprensa e tem defendido a regulação da mídia, o controle da mídia. O que o senhor pensa disso?
Weffort -
A convicção que o pessoal do PT tem é que quem controla a mídia são os proprietários dos veículos de comunicação e para eles quem deveria controlar a mídia seriam eles mesmos. Eles quem? Os políticos. Isso pode levar a uma situação parecida com a do Equador, onde o sujeito escreve um artigo criticando o presidente da República e depois tem que ir embora do país. O cenário no qual deve operar a opinião é o cenário definido pelo mercado. Se eu não quiser ver televisão, não vejo. Se eu não quiser comprar o jornal, não compro. Os jornais e a televisão e a mídia em geral devem poder oferecer todas as possibilidades de comunicação que queiram. É claro que há limites para isso. Você não pode admitir que sejam difundidas no Brasil ideias favoráveis ao conflito racial, à violência política ou acusações sem fundamento. Você até pode fazer a acusação, mas depois terá de responder por isso na Justiça. Então, não há por que essa história de querer uma corporação seja de jornalistas ou do que for controlando o que se queira dizer.
ÉPOCA – Interessante que, quando o PT surgiu, ainda não havia liberdade total de imprensa no Brasil. E havia uma luta, o PT era um grande defensor disso na sua orgiem, e hoje a gente vê que mudou tudo.
Weffort –
Como em todo o resto, aqui também houve uma inversão de valores.
“A anistia foi para os dois lados desde o começo. Por isso, falava-se em anistia ampla,geral e irrestrita. É uma ingenuidade pensar que é possível mudar uma lei que é base do sistema democrático que vem em seguida” 

ÉPOCA – Hoje, muita gente está falando de revisão da lei da anistia. O que o senhor acha disso?
Weffort –
Acho que uma Comissão da Verdade tem que ter, para esclarecer fatos públicos, sem constrangimento de lado nenhum. Já essa saiu meio inclinada demais para um lado, mas de qualquer modo é melhor que nada. A Comissão da Verdade vai levantando fatos, isso acho que está bem. Mas não significa revisar a Lei da Anistia. Isso não é possível. Houve uma história brasileira que teve um período que incluiu uma Lei da Anistia. É uma ingenuidade pensar que é possível mudar uma lei que é base do sistema democrático que vem em seguida. Desde o começo, chamava anistia ampla, geral e irrestrita.
ÉPOCA – Recentemente, tivemos a eleição do Renan Calheiros (PMDB-AL) e do Henrique Alves (PMB-RN) para a presidência do Senado e da Câmara, aumentando a descrença de uma parcela crescente da sociedade nos políticos. Como isso pode afeta a política e a democracia do país?
Weffort –
Isso vai degenerando. Primeiro, tivemos aquele caso do (José) Sarney quando ele estava na presidência do Senado, aquelas decisões secretas de gastos. Foi um escândalo enorme. Depois, teve o Renan Calheiros, que teve que deixar a presidência do Senado, depois de ter sido acusado de corrupção. Agora, ele está de volta. Isso tudo é muito desmoralizante. A Câmara Federal e o Senado, que são instituições importantes do funcionamento da democracia estão extremamente desmoralizados. O prestígio eleitoral no Brasil é quase todo dos candidatos majoritários, prefeito, governo do Estado e presidência. Isso é um dos germes do autoritarismo, porque a democracia funciona com poderes, que se equilibram. O que a gente tem no Brasil é a perda da independência do Legislativo.
“O Haddad, que é certamente um bom professor, não era ninguém. Era um poste. Mas tinha atrás de si a maior liderança de massa do Brasil, que é o Lula” 
ÉPOCA – Até que ponto o Mensalão pode ter influência grande na campanha?
Weffort –
O mensalão está decidido. Eu honestamente não acreditava que isso ia acontecer e me surpreendi com muita alegria, com as decisões tomadas pelo STF. A não ser que você imagine uma possibilidade de uma crise institucional de proporções monumentais e catastróficas no Brasil. Como é que você vai fazer? De que jeito? O problema não é só ministro Joaquim (Barbosa, presidente do STF), que já não é pouca coisa. Não são só os ministros. É a instituição, que é uma memória ligada às funções do Direito do Estado Democrático, que não pode ser pisoteada de qualquer maneira. Isso aqui não é o Egito.

ÉPOCA – Na eleição de São Paulo, na época do julgamento, o mensalão teve pouca influência e o Lula e o PT conseguiram derrotar o candidato do PSDB, José Serra, que era o favorito, e eleger o Fernando Haddad, quase um desconhecido, para a prefeitura...
Weffort –
Indiscutivelmente, o Serra é um administrador de alta competência, um homem honesto. Agora, o Serra como candidato era muito pesado. Ele tinha de ter alguma flexibilidade para admitir pelo menos que precisava reconquistar a opinião pública. Precisava ter um pouco mais de humildade. Ele não é dono de São Paulo. Ninguém é dono de São Paulo. Nem do Brasil. Ele pode se candidatar, e tem gabarito para isso, mas minha impressão é de que ele está totalmente fora da realidade. O Haddad, que é certamente um bom professor, não era ninguém. Era um poste. Mas tinha atrás de si a maior liderança de massa do Brasil, que é o Lula. O Serra deveria ter tido um pouco mais de cuidado com o Lula, mais atenção com a opinião pública em geral e mais atenção com as lideranças do PSDB, com o Fernando Henrique. A impressão é que todo mundo atrapalhava o Serra, especialmente os amigos.
“Desde o Plano Real, o Itamar, o Fernando Henrique, o Lula, houve uma mudança importante, uma melhora de qualidade de vida para uma massa muito pobre no Brasil. Não acho que isso seja classe média, mas que melhorou, melhorou” 
ÉPOCA – Qual a influência que programas como o Bolsa-Família e outros programas de rendas, podem ter nas eleições? O senhor acha que o voto está se tornando mais ideológico no Brasil?
Weffort –
Enorme. A vitória esmagadoríssima da Dilma no Nordeste está relacionada diretamente com o Bolsa-Família. Sem a menor dúvida. O Bolsa Família era um sinal de que ela olha para o povo, de que ela era a mulher do Lula, indicada por ele. O povo é muito realista. O homem pobre, miserável, do Nordeste, que precisa de R$ 70 a mais ou R$ 140 a mais para comer é tão realista quanto nós. Ele conversa com quem conversa com ele. O fracasso do Serra na última eleição para mim foi isso. Não é que ele não queira o bem do povo. Ele quer. Mas o povo precisa sentir isso. E, para o povo sentir isso, você precisa dar sinais. Não há nada de ideológico nisso. Isso você vê em cada campo da comunicação humana. É preciso lembrar que o Jânio venceu em São Paulo em 1953 com a campanha do tostão contra o milhão. Era a mesma coisa que houve.
ÉPOCA – Como a ampliação da classe média pode mexer com o voto nas próximas eleições?
Weffort -
Essa classe média não é classe média. Isso é só propaganda. Desde o Plano Real, o Itamar, o Fernando Henrique, o Lula, houve uma mudança importante, uma melhora de qualidade de vida para uma massa muito pobre no Brasil. Não acho que isso seja classe média, mas que melhorou, melhorou. A situação econômica hoje não é nada extraordinária, mas melhorou. Agora, esse pessoal vai votar em quem lhes interessar. Essa é a regra geral da democracia.

Dilma reduz repasses para Pernambuco


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Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é um possível adversário da presidente Dilma na eleição presidencial de 2014
Foto: AFP

A gestão da presidente Dilma Rousseff derrubou repasses federais para financiar projetos apresentados por Pernambuco, do governador Eduardo Campos (PSB), potencial adversário da petista na eleição presidencial de 2014. Dilma alterou, assim, a trajetória de transferência desse tipo de recurso, iniciada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo dados do Tesouro Nacional, em 2012, o valor repassado voluntariamente pelo governo federal chegou a patamar menor que o de 2006, último ano de gestão do então governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que fazia oposição ao governo do PT.

As transferências voluntárias são aquelas em que não há obrigatoriedade prevista em lei, como nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) ou do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Compreendem recursos obtidos por meio de convênios ou acordos, mediante solicitação dos Estados. Também não incluem investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cujos projetos são definidos pelo governo federal.

Campos tem dado sinais de que pode ser candidato em 2014. Aumentou as críticas à política econômica de Dilma, num aceno ao empresariado, que está insatisfeito com as taxas de crescimento do PIB. Passou também a fazer reuniões políticas com maior frequência, inclusive com integrantes da oposição - embora aja como candidato, ainda analisará o cenário de 2014 para ponderar a conveniência de se lançar ou de negociar com o PT a retirada da candidatura.

De acordo com os dados do Tesouro, o governo federal aumentou o porcentual de verbas distribuídas ao governo pernambucano quando Lula e Campos estavam no poder. Em 2007, primeiro ano do mandato de Campos, a participação de Pernambuco no total das transferências voluntárias era de 5%. Em 2010, último ano de gestão Lula, alcançou 14,6%, a maior fatia de tudo o que foi repassado aos Estados no ano.

No mesmo período, caiu a participação de São Paulo, administrado pelo PSDB, maior partido de oposição. Em 2007, o Estado recebia 9,62% do total de transferências voluntárias do governo federal. Três anos depois, o porcentual caiu para 6,27%. Enquanto isso, os valores totais repassados pela União cresceram: de R$ 4,4 bilhões para R$ 6,8 bilhões.

Em 2010, Campos chegou a receber R$ 994 milhões dessas transferências voluntárias. O governador disputava a reeleição com o apoio do PT - e Lula usava Pernambuco como vitrine de projetos federais em infraestrutura e combate à pobreza para promover a candidatura de Dilma.

Os números do Tesouro mostram que a trajetória de crescimento dos repasses para Pernambuco foi interrompida por Dilma. Em 2011 as transferências caíram para R$ 318 milhões. O valor, no entanto, ainda era maior que o verificado em 2007, 2008 e 2009. Mas em 2012 os repasses diminuíram mais uma vez e chegaram a R$ 219 milhões, o menor desde 2006, ano em que o governador era Vasconcelos. As transferências voltaram a 4,88% do total enviado para os Estados, o mais baixo porcentual do governo Campos.

Em 2012, o PT e o PSB de Campos saíram rachados na eleição para a Prefeitura do Recife. Venceu o candidato do governador, Geraldo Julio. A partir daí, a relação com o PT começou a azedar.

Na semana passada, Lula chegou a criticar a postura de Campos, que integra a base governista, mas ensaia um discurso oposicionista. "Se alguém quiser romper conosco, que rompa. Não podemos impedir as pessoas de fazerem o que é de interesse dos partidos políticos", disse.
Fonte: Agência Estado

7 de março de 2013

Pais de alunos reclamam falta de merenda em escola de Ouricuri e um dos pais chama secretária de incompetente

Escola Mª Gorete
Na manhã dessa quinta-feira (07), pais de alunos da Escola Municipal Maria Gorete Modesto Soares (escola intitulada de modelo) procuraram o Blog e denunciaram a falta de merenda na referida unidade de ensino.
As aulas na rede municipal em Ouricuri começaram no dia 18 de fevereiro e desde então, nunca teve merenda nas escolas, com isso as crianças entram de 7h30 e saem ás 10h30 pelo fato de não haver merenda nas escolas.
O senhor Ricardo Peixoto, pai de aluno da escola disse que já procurou o diretor e o mesmo disse que já entrou em contato com a secretaria, mas ela disse que não tinha data prevista para a merenda chegar às escolas, “já tá com mais de 20 dias que as aulas começaram e nunca chega essa merenda, se ela não tem competência pra administrar a Secretaria de Educação ela entregue pra outra pessoa”, Desabafou.
Dona Antonia, mãe de aluno da unidade de ensino disse que trabalha e tem que sair no meio do expediente para pegar sua filha na escola, “Isso não existe se pelo menos tivesse merenda as crianças sairiam ás 11h30, horário compatível ao dos pais”, disse.
“Os pais estão feito palhaços, pois todo dia vem deixar as crianças ás 7h30 e vem buscar de 10h30, então, não está havendo aula, nós estamos trazendo nossas crianças pra brincar na escola e todo dia é esse miudinho”. Concluí Ricardo Peixoto.
blog do caririfilho.

13 de dezembro de 2012

Mensalão: STF nega recurso do deputado João Paulo Cunha


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) negaram nesta quinta-feira (13) recurso apresentado pelo deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. O advogado do parlamentar, Alberto Toron, pediu que a Corte escolhesse um novo ministro-revisor para a fase de fixação das penas, proposta rejeitada por unanimidade.

O recurso havia sido negado anteriormente em decisão individual do ministro-relator, Joaquim Barbosa. Hoje, o ministro levou a questão ao plenário, e foi seguido pelos demais colegas. Recém-empossado, Teori Zavascki manteve a posição de não votar sobre assuntos do mensalão enquanto o julgamento principal não terminar.

No recurso, Toron alegava que era preciso sortear novo revisor na fase de fixação das penas, especialmente após a Corte ter decidido que os ministros que absolveram réus não poderiam participar da definição das penas. O revisor Ricardo Lewandowski absolveu João Paulo de todos os crimes e não vota na fixação das penas.

Segundo Barbosa, o recurso deveria ser rejeitado porque o processo não pode ter dois revisores, ainda que em fases diferentes. O ministro Marco Aurélio se disse surpreso com o pedido dos advogados. “Quando acredito que já vi tudo em credibilidade jurídica, vejo mais essa, confundindo as questões, com a quebra de organicidade do direito”.

Os ministros julgaram apenas esse recurso da Ação Penal 470, porque o julgamento principal está suspenso até a volta do ministro Celso de Mello. Gripado, o decano foi internado ontem (12) à noite em Brasília com suspeita de pneumonia. Nos últimos meses, ele têm dito nos bastidores que pretende se aposentar no início do ano que vem, em grande parte, devido a questões de saúde, como dificuldade de caminhar.

Mello dará o voto de desempate sobre a questão da perda de mandato de parlamentares condenados na ação penal. O placar está em 4 votos a 4: metade dos ministros acredita que a decisão é do STF e a outra defende que a medida é privativa do Congresso Nacional. A próxima sessão para discutir a questão dos mandatos será na segunda-feira (17), caso Celso de Mello possa comparecer.
Fonte: Agência Brasil