10 de março de 2013

Francisco Weffort: “O PT se desnaturou completamente”

SOBRE O MENSALÃO Francisco Weffort em sua casa, no Rio de Janeiro. “Se você pratica meios criminosos, seus fins também serão criminosos” (Foto: Guilhermo Giansanti/ÉPOCA)

O cientista político Francisco Weffort, de 75 anos, é um dos pensadores mais respeitados do país. Ex-ministro da Cultura no governo de Fernando Henrique, fundador do PT e secretário geral do partido entre 1984 e 1988, Weffort voltou à vida acadêmica, como professor colaborador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em entrevista a ÉPOCA, cujos principais trechos estão na edição desta semana da revista (conteúdo restrito para assinantes), ele fala sobre os grandes pecados do PT desde a sua fundação, em 1980, o papel do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesse processo e a crença no socialismo ainda existente entre os militantes do partido. Segundo Weffort, Lula “nunca autorizou” a defesa do socialismo pelo PT. “O Lula, na verdade, nunca falou muito de socialismo. Ele não sabe o que é isso”, afirma.
ÉPOCA – O senhor foi um dos fundadores do PT, em 1980, e se desligou do partido em 1995. Por quê? O que o afastou do PT naquela época?
Francisco Weffort -
Na verdade, eu tinha me afastado um pouco antes, desde 1988, 1989, porque a experiência do PT foi muito interessante para mim, nos primeiros anos, realmente muito interessante. Mas, depois, comecei a me dar conta de que a competitividade interna do PT era mais ou menos igual à de qualquer outro partido. O PT deu naqueles anos uma importante contribuição democrática para o Brasil. O problema é que o PT se dividia em facções, que tinham bandeiras ideológicas muito explícitas e disputavam eleições internas e externas. Quando tinha uma eleição qualquer, para vereador ou deputado, havia disputas acirradas por lugar nas chapas do partido. O sistema brasileiro de voto estimula a competição entre os que são mais semelhantes entre si, dentro do mesmo partido, estimula a competição intrapartidária. Então, aquele sujeito que tem ideias mais semelhantes às suas dentro do partido, e que colabora com você durante os tempos de atividade normal do partido, vira seu adversário na eleição.
ÉPOCA – Em que sentido o senhor diz que a legislação leva a uma disputa interna nos partidos do país?
Weffort –
É porque quem disputa com um candidato que venha do professorado é outro professor; quem disputa com um outro candidato que venha do sindicalismo é um outro sindicalista, porque é ali que ele vai poder encontrar voto. Quem disputa com os candidatos do seu bairro é outro candidato do seu bairro, tanto na indicação na chapa do partido como na eleição propriamente dita. Isso acabou introduzindo um elemento de competitividade que azedou em vários momentos as relações dentro do PT. Não era nada muito grave, mas azedou. Para as pessoas que estivessem mais dispostas a se dedicar profissionalmente à política, esse era o caminho a trilhar. Mas não era o meu caso. Eu já era professor na universidade, professor titular, tinha nos primeiros anos do PT sacrificado parte da minha carreira acadêmica por causa da política. Então, eu falei: “Não, isso não me interessa”.
Além do mais, logo depois, na eleição de 1994, eis que o competidor do Lula era o Fernando Henrique, que foi meu professor. Para mim, era tudo muito complicado. Primeiro, eu não estava muito bem no PT. Em segundo lugar, eu iria participar de uma competição, como participei, apoiando o Lula, contra o sujeito que tinha sido um dos meus melhores professores e era meu amigo. Eu tinha trabalhado com ele no Chile, na época do regime militar no Brasil. Houve um momento em que eu falei: “Tudo isso é um preço muito alto, eu vou sair fora”.
“O PT era contra o imposto sindical, mas a máquina é tão poderosa que o próprio Lula acabou sendo um ‘filhote do Getúlio” 
ÉPOCA – Hoje, quando o PT está completando 33 anos, como o senhor, que participou de sua fundação, vê o partido, sob impacto do Mensalão, da condenação de algumas lideranças importantes pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e da multiplicação de casos de corrupção no governo?
Weffort –
Eu acho que o PT deu uma contribuição democrática importante ao país na sua fase inicial e com as próprias campanhas do Lula para a presidência. Mas a minha hipótese é que o PT carrega o vício do imposto sindical. O PT era contra o imposto sindical. E era contra por razões boas. O imposto sindical não é fiscalizado por ninguém. Então, no Brasil, você tem um sindicalismo que o próprio pessoal do PT classificava como “sindicalismo de carteirinha”, que é uma fantasmagoria que serve para financiar a ascensão pessoal de alguns sujeitos em nome do sindicalismo. O Lula – e alguns outros - foi uma exceção na primeira fase. Mas a máquina é tão poderosa que o próprio Lula, embora fosse contra o imposto sindical, acabou sendo um “filhote do Getúlio”. Eles acabaram fazendo mais ou menos aquilo que eles condenavam
Quando Getúlio criou as leis sindicais, em 1943, aquilo representou uma conquista no que diz respeito aos direitos sociais dos trabalhadores, mas introduzia também o vício do corporativismo. Isso não levou ao mensalão, mas abriu espaço para algo desse tipo acontecer. Eles ultrapassaram o Getúlio, porque seria uma injustiça histórica ao Getúlio dizer que ele inventou o Mensalão. Porém, o contexto no qual o Estado absorve as lideranças políticas emergentes transformou a atividade política em certas áreas em algo vulnerável a esse tipo de coisa.
ÉPOCA – Por que o senhor considera essa questão do corporativismo tão importante na trajetória do PT?
Weffort -
Esse ambiente corporativista no Estado brasileiro significou para alguns quadros importantes do PT uma ascensão sindical muito mais fácil do que seria sem o imposto sindical. Embora muitos tenham sido lideranças efetivas o ambiente sindical em que eles viviam era um ambiente amolecido. Agora, o grande problema é a introdução pelo corporativismo de um desvio da lógica representativa. Quando você tem dinheiro público para fazer um tipo de política, abre espaço para as irregularidades. O MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) recebe dinheiro do Estado. Várias entidades são chamadas de organizações não governamentais, mas na verdade não são independentes. Elas foram criadas nessa atmosfera populista. Isso introduziu um veneno na representação partidária. Era algo condenado no início do PT, mas eles acabaram adotando isso como norma.
Essa democracia corporativa brasileira desnaturou, transtornou a lógica do sistema representativo no Brasil. Então, os partidos que estão sempre agrupados em torno do incentivo federal. Por quê? Porque o dinheiro vem de lá. Por que os grandes estados, como São Paulo, Minas e até o Rio, Pernambuco, são menos afetados? Porque têm um pouco mais de recursos. Agora, há estados cuja administração é quase inteiramente dependente do dinheiro federal. Então, o corporativismo não afetou só o PT. Afetou o PT e todos os outros partidos, a política como um todo no país. Além do mais, é um corporativismo que também afetou o próprio sistema de representação sindical e empresarial. O PT deu um passo a mais no descaminho. Mas o descaminho já era um descaminho institucional.
“O Lula sempre foi mais importante que o PT, desde que ele apareceu como o primeiro grande líder de massas no movimento sindical depois de 1964, na famosa greve dos metalúrgicos de 1979” 
ÉPOCA – Então, quando o senhor olha o PT hoje qual é a sua visão do que se tornou o partido?
Weffort –
Apesar dos desvios, das distorções eu acho que o PT tem, ainda hoje, um compromisso popular. Até porque na democracia brasileira, que é uma democracia de massas, todo mundo tem que, pelo menos, aparentar um compromisso popular, porque se não fizer isso, não ganha eleição. E eu acho que o PT e o Lula, em especial, têm esse compromisso popular. Mas, em termos de política, o PT se desnaturou completamente. Seu compromisso popular vai até o Bolsa Família, até uma política econômica que enfatiza o consumo permanentemente, mas é um compromisso popular que perde inúmeras oportunidades de desenvolvimento econômico do país, porque não é capaz de aceitar que compromisso com o popular tem de ser um compromisso com o desenvolvimento da Nação. Isso às vezes é duro de fazer.
Época – Em sua opinião, qual foi o papel do Lula na evolução do PT?
Weffort –
O Lula sempre foi mais importante que o PT, desde que ele apareceu como o primeiro grande líder de massas no movimento sindical depois de 1964, naquela famosa greve dos metalúrgicos de 1979. A partir daí, ele emplacou na política e continuou com um desempenho de massas impressionante. Às vezes os brasileiros não se dão muito conta de que o Brasil é a terceira ou quarta maior democracia do mundo, depois da Índia e dos Estados Unidos. É muita gente. A comunicação de massa no Brasil é importantíssima. E o Lula na área do PT é o primeiro crooner. Ele sempre teve uma grande habilidade de ficar em cima do muro quando a conveniência o aconselhou. Dentro e fora do partido. É um excelente negociador. O Lula tem, provavelmente, a responsabilidade de ter controlado certo radicalismo petista de origem ideológica. Evidentemente, é muito mais importante para o PT ter uma figura que chegue à massa, como o Lula, do que meia dúzia de radicais.
“Não dá mais para falar de socialismo. hoje. A não ser que alguém diga que a Rússia hoje é socialista. Ou que a China é um país socialista. Não tem mais socialismo” 
ÉPOCA – Quando o PT surgiu tinha um perfil internacionalista muito forte, até em oposição ao próprio PTB e PDT de Leonel Brizola que tinha aquela coisa mais dos anos 50/60, nacionalista. Hoje, o PT também parece ter perdido isso. Como o senhor explica essa mudança?
Weffort -
A questão é a seguinte: o PT mudou totalmente, em termos de política internacional. Ele mantém o pretenso charme de uma antipatia americana, que, aliás, se torna cada vez menos eficiente, porque nos Estados Unidos, foi eleito o Obama, que é um negro. Isso na democracia americana é uma revolução. O PT tinha uma pretensão antiamericana, que vinha do getulismo, do brizolismo, do nacionalismo brasileiro tradicional. Hoje, não tem mais nada. O PT tem que ter a política econômica que as circunstâncias econômicas do mundo globalizado impõem. Quando o Fernando Henrique ganhou do Lula na eleição de 1994, era muito difícil distinguir qual a política econômica de um ou de outro. É óbvio que numa democracia de massas como a nossa, que é uma grande democracia eleitoral, quando dois candidatos se aproximam em expectativa de voto, a tendência deles é disputar o voto de centro. Quem decide é o indeciso. E o indeciso não está muito interessado nisso. Então, você fica com um charme um pouco mais liberal de um lado, um charme um pouco mais social democrata de outro. Eles se confundem com muita frequência, mas o meio é que decide.
ÉPOCA – Aquela coisa do socialismo do início, aquela coisa da ética na política, foi tudo para o brejo?
Weffort –
Na verdade, não dá mais para falar de socialismo. A não ser que alguém diga que a Rússia hoje é socialista. Ou que a China é socialista. Não tem mais socialismo. É preciso lembrar que o PT foi criado em 1979/1980. A grande derrubada do socialismo foi em 1989, com a queda do Muro de Berlim. Quando o PT foi criado ainda havia uma União Soviética, por mais que ela estivesse desmoralizada politicamente. Cuba também não estava bem, mas ainda tinha certa força, certo prestígio em alguns círculos. Quando o Lula foi eleito para a presidência, o PT ainda mantinha um palavriado socialista, que o Lula nunca autorizou. O Lula é, até pelas dificuldades idiomáticas que ele tem, de uso da linguagem, um campeão das metáforas, que por definição são sempre muito ambíguas. Ele, na verdade, nunca falou muito de socialismo. Ele não sabe o que é isso. Nunca se interessou em saber. O Lula não tem o que dizer sobre o socialismo, porque ele não pensava em socialismo nenhum. Na verdade, o Lula tinha uma imagem do mundo, simplificada, na qual os Estados Unidos eram o mal mais óbvio, mais evidente, como também era o caso do Brizola.
Quando vem a queda do Muro de Berlim, aquela sombra lá adiante, não aquela sombra radiante, da União Soviética, já estava desmoronado. Nessa época, o socialismo, que não existia na cabeça dele, deixou de existir como referência para o pessoal do PT. Mas deve-se reconhecer que, individualmente, o sujeito pode, depois de ter se formado na leitura de Marx, numa tradição socialista antiga, manter na cabeça certas ideias do socialismo, mas não na política. Pegue qualquer um do PT, do PC do B. Por exemplo: o PC do B, que é stalinista, de linha albanesa, indicou o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo. Em que o desenvolvimento do futebol no Brasil ajuda o comunismo? Tudo bem, o futebol é uma maravilha, uma filosofia de certa época, brasileira, mas um não tem nada a ver uma coisa com a outra. Acho que esse compromisso socialista do PT na verdade que nunca existiu.
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“Isso de insultarem
a Yoani foi uma senhora estupidez, uma cretinice.
Mas é pau mandado.É gente
que ganha R$ 30 para ficar ali” 
ÉPOCA – Agora, tem muita gente que ainda acredita no socialismo no PT... É só ver o que aconteceu com a blogueira cubana Yoani Sanchéz. O Lula também vai toda hora a Cuba e devolveu refugiados cubanos a Cuba em seu governo...
Weffort –
Isso é outra coisa. É política de potência. O Brasil é um país grande, por mais que os brasileiros não queiram acreditar, e Cuba é um país pequenininho. Cuba é um país muito pobre. Então, se você fizer um charme para Cuba, você aparece nos noticiários por aí como uma figura ligada à tradição da esquerda. Agora, isso de insultarem a moça foi uma senhora estupidez, uma cretinice. Mas isso é pau mandado. É como essa garotada que, em época eleitoral, aparece com faixa na rua. Pensa que é militante? Não é militante. É gente que ganha R$ 30 para ficar ali. O caso mais claro desse tipo de coisa foi o MR-8, que virou uma espécie de batalhão de choque do (Orestes) Quércia (ex-governador paulista). Eles eram o MR-8, que, na origem, significava Movimento Revolucionário 8 de Outubro, em homenagem ao Che Guevara. Ora, por favor, vamos parar com toda essa mitologia, porque tudo isso não significa mais nada.
ÉPOCA – Mesmo assim, ainda tem uns “dinossauros” por aí.,,
Weffort –
Tem, porque a vida do sujeito foi aquela, é uma nostalgia. O que você vai fazer? Mas não é mais a política do partido.
ÉPOCA – Em outros países, como o Chile, partidos de esquerda ou centro-esquerda como o PSDB e o PT, se unem, mas no Brasil isso não acontece. Por quê?
Weffort –
Porque o Brasil é muito dividido, é regionalmente muito dividido. Então, o adversário do PT é o PSDB, porque os dois São Paulo e disputam o mesmo eleitorado. Acho que a reforma política teria de mudar o sistema eleitoral. Muito. Eu sou favorável ao sistema de voto ao estilo alemão, com eleição presidencial, formação do governo no parlamento e base distrital. Na Alemanha, o eleitor tem dois votos. Quando vota, ele vota no candidato do seu distrito, no “Zé” que vai representar o seu bairro na Câmara, e num candidato indicado pelo partido, na legenda. Isso significa que você tem três ou quatro partidos e não trinta partidos. Há também uma cláusula de participação, por meio da qual, para ter representação nacional, o partido tem de obter de 3% ou 5% dos votos em todos os estados. Aqui, no Brasil, o pessoal aqui não está querendo voto distrital, mas só o financiamento público de campanha, que é de novo corporativismo. Eles querem que os candidatos sejam indicados pelo partido, mas não admitem que o eleitor indique o candidato. Aqui no nosso sistema leva a trinta e tantos partidos, dos quais seis são partidos e os outros estão aí para fazer negócios.
“O cenário no qual deve operar a opinião é o cenário definido pelo mercado. Se eu não quiser ver televisão, não vejo. Se eu não quiser comprar o jornal, não compro” 
ÉPOCA – O PT tem demonstrado uma grande dificuldade de conviver com a Imprensa e tem defendido a regulação da mídia, o controle da mídia. O que o senhor pensa disso?
Weffort -
A convicção que o pessoal do PT tem é que quem controla a mídia são os proprietários dos veículos de comunicação e para eles quem deveria controlar a mídia seriam eles mesmos. Eles quem? Os políticos. Isso pode levar a uma situação parecida com a do Equador, onde o sujeito escreve um artigo criticando o presidente da República e depois tem que ir embora do país. O cenário no qual deve operar a opinião é o cenário definido pelo mercado. Se eu não quiser ver televisão, não vejo. Se eu não quiser comprar o jornal, não compro. Os jornais e a televisão e a mídia em geral devem poder oferecer todas as possibilidades de comunicação que queiram. É claro que há limites para isso. Você não pode admitir que sejam difundidas no Brasil ideias favoráveis ao conflito racial, à violência política ou acusações sem fundamento. Você até pode fazer a acusação, mas depois terá de responder por isso na Justiça. Então, não há por que essa história de querer uma corporação seja de jornalistas ou do que for controlando o que se queira dizer.
ÉPOCA – Interessante que, quando o PT surgiu, ainda não havia liberdade total de imprensa no Brasil. E havia uma luta, o PT era um grande defensor disso na sua orgiem, e hoje a gente vê que mudou tudo.
Weffort –
Como em todo o resto, aqui também houve uma inversão de valores.
“A anistia foi para os dois lados desde o começo. Por isso, falava-se em anistia ampla,geral e irrestrita. É uma ingenuidade pensar que é possível mudar uma lei que é base do sistema democrático que vem em seguida” 

ÉPOCA – Hoje, muita gente está falando de revisão da lei da anistia. O que o senhor acha disso?
Weffort –
Acho que uma Comissão da Verdade tem que ter, para esclarecer fatos públicos, sem constrangimento de lado nenhum. Já essa saiu meio inclinada demais para um lado, mas de qualquer modo é melhor que nada. A Comissão da Verdade vai levantando fatos, isso acho que está bem. Mas não significa revisar a Lei da Anistia. Isso não é possível. Houve uma história brasileira que teve um período que incluiu uma Lei da Anistia. É uma ingenuidade pensar que é possível mudar uma lei que é base do sistema democrático que vem em seguida. Desde o começo, chamava anistia ampla, geral e irrestrita.
ÉPOCA – Recentemente, tivemos a eleição do Renan Calheiros (PMDB-AL) e do Henrique Alves (PMB-RN) para a presidência do Senado e da Câmara, aumentando a descrença de uma parcela crescente da sociedade nos políticos. Como isso pode afeta a política e a democracia do país?
Weffort –
Isso vai degenerando. Primeiro, tivemos aquele caso do (José) Sarney quando ele estava na presidência do Senado, aquelas decisões secretas de gastos. Foi um escândalo enorme. Depois, teve o Renan Calheiros, que teve que deixar a presidência do Senado, depois de ter sido acusado de corrupção. Agora, ele está de volta. Isso tudo é muito desmoralizante. A Câmara Federal e o Senado, que são instituições importantes do funcionamento da democracia estão extremamente desmoralizados. O prestígio eleitoral no Brasil é quase todo dos candidatos majoritários, prefeito, governo do Estado e presidência. Isso é um dos germes do autoritarismo, porque a democracia funciona com poderes, que se equilibram. O que a gente tem no Brasil é a perda da independência do Legislativo.
“O Haddad, que é certamente um bom professor, não era ninguém. Era um poste. Mas tinha atrás de si a maior liderança de massa do Brasil, que é o Lula” 
ÉPOCA – Até que ponto o Mensalão pode ter influência grande na campanha?
Weffort –
O mensalão está decidido. Eu honestamente não acreditava que isso ia acontecer e me surpreendi com muita alegria, com as decisões tomadas pelo STF. A não ser que você imagine uma possibilidade de uma crise institucional de proporções monumentais e catastróficas no Brasil. Como é que você vai fazer? De que jeito? O problema não é só ministro Joaquim (Barbosa, presidente do STF), que já não é pouca coisa. Não são só os ministros. É a instituição, que é uma memória ligada às funções do Direito do Estado Democrático, que não pode ser pisoteada de qualquer maneira. Isso aqui não é o Egito.

ÉPOCA – Na eleição de São Paulo, na época do julgamento, o mensalão teve pouca influência e o Lula e o PT conseguiram derrotar o candidato do PSDB, José Serra, que era o favorito, e eleger o Fernando Haddad, quase um desconhecido, para a prefeitura...
Weffort –
Indiscutivelmente, o Serra é um administrador de alta competência, um homem honesto. Agora, o Serra como candidato era muito pesado. Ele tinha de ter alguma flexibilidade para admitir pelo menos que precisava reconquistar a opinião pública. Precisava ter um pouco mais de humildade. Ele não é dono de São Paulo. Ninguém é dono de São Paulo. Nem do Brasil. Ele pode se candidatar, e tem gabarito para isso, mas minha impressão é de que ele está totalmente fora da realidade. O Haddad, que é certamente um bom professor, não era ninguém. Era um poste. Mas tinha atrás de si a maior liderança de massa do Brasil, que é o Lula. O Serra deveria ter tido um pouco mais de cuidado com o Lula, mais atenção com a opinião pública em geral e mais atenção com as lideranças do PSDB, com o Fernando Henrique. A impressão é que todo mundo atrapalhava o Serra, especialmente os amigos.
“Desde o Plano Real, o Itamar, o Fernando Henrique, o Lula, houve uma mudança importante, uma melhora de qualidade de vida para uma massa muito pobre no Brasil. Não acho que isso seja classe média, mas que melhorou, melhorou” 
ÉPOCA – Qual a influência que programas como o Bolsa-Família e outros programas de rendas, podem ter nas eleições? O senhor acha que o voto está se tornando mais ideológico no Brasil?
Weffort –
Enorme. A vitória esmagadoríssima da Dilma no Nordeste está relacionada diretamente com o Bolsa-Família. Sem a menor dúvida. O Bolsa Família era um sinal de que ela olha para o povo, de que ela era a mulher do Lula, indicada por ele. O povo é muito realista. O homem pobre, miserável, do Nordeste, que precisa de R$ 70 a mais ou R$ 140 a mais para comer é tão realista quanto nós. Ele conversa com quem conversa com ele. O fracasso do Serra na última eleição para mim foi isso. Não é que ele não queira o bem do povo. Ele quer. Mas o povo precisa sentir isso. E, para o povo sentir isso, você precisa dar sinais. Não há nada de ideológico nisso. Isso você vê em cada campo da comunicação humana. É preciso lembrar que o Jânio venceu em São Paulo em 1953 com a campanha do tostão contra o milhão. Era a mesma coisa que houve.
ÉPOCA – Como a ampliação da classe média pode mexer com o voto nas próximas eleições?
Weffort -
Essa classe média não é classe média. Isso é só propaganda. Desde o Plano Real, o Itamar, o Fernando Henrique, o Lula, houve uma mudança importante, uma melhora de qualidade de vida para uma massa muito pobre no Brasil. Não acho que isso seja classe média, mas que melhorou, melhorou. A situação econômica hoje não é nada extraordinária, mas melhorou. Agora, esse pessoal vai votar em quem lhes interessar. Essa é a regra geral da democracia.

Dilma reduz repasses para Pernambuco


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Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é um possível adversário da presidente Dilma na eleição presidencial de 2014
Foto: AFP

A gestão da presidente Dilma Rousseff derrubou repasses federais para financiar projetos apresentados por Pernambuco, do governador Eduardo Campos (PSB), potencial adversário da petista na eleição presidencial de 2014. Dilma alterou, assim, a trajetória de transferência desse tipo de recurso, iniciada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo dados do Tesouro Nacional, em 2012, o valor repassado voluntariamente pelo governo federal chegou a patamar menor que o de 2006, último ano de gestão do então governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que fazia oposição ao governo do PT.

As transferências voluntárias são aquelas em que não há obrigatoriedade prevista em lei, como nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) ou do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Compreendem recursos obtidos por meio de convênios ou acordos, mediante solicitação dos Estados. Também não incluem investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cujos projetos são definidos pelo governo federal.

Campos tem dado sinais de que pode ser candidato em 2014. Aumentou as críticas à política econômica de Dilma, num aceno ao empresariado, que está insatisfeito com as taxas de crescimento do PIB. Passou também a fazer reuniões políticas com maior frequência, inclusive com integrantes da oposição - embora aja como candidato, ainda analisará o cenário de 2014 para ponderar a conveniência de se lançar ou de negociar com o PT a retirada da candidatura.

De acordo com os dados do Tesouro, o governo federal aumentou o porcentual de verbas distribuídas ao governo pernambucano quando Lula e Campos estavam no poder. Em 2007, primeiro ano do mandato de Campos, a participação de Pernambuco no total das transferências voluntárias era de 5%. Em 2010, último ano de gestão Lula, alcançou 14,6%, a maior fatia de tudo o que foi repassado aos Estados no ano.

No mesmo período, caiu a participação de São Paulo, administrado pelo PSDB, maior partido de oposição. Em 2007, o Estado recebia 9,62% do total de transferências voluntárias do governo federal. Três anos depois, o porcentual caiu para 6,27%. Enquanto isso, os valores totais repassados pela União cresceram: de R$ 4,4 bilhões para R$ 6,8 bilhões.

Em 2010, Campos chegou a receber R$ 994 milhões dessas transferências voluntárias. O governador disputava a reeleição com o apoio do PT - e Lula usava Pernambuco como vitrine de projetos federais em infraestrutura e combate à pobreza para promover a candidatura de Dilma.

Os números do Tesouro mostram que a trajetória de crescimento dos repasses para Pernambuco foi interrompida por Dilma. Em 2011 as transferências caíram para R$ 318 milhões. O valor, no entanto, ainda era maior que o verificado em 2007, 2008 e 2009. Mas em 2012 os repasses diminuíram mais uma vez e chegaram a R$ 219 milhões, o menor desde 2006, ano em que o governador era Vasconcelos. As transferências voltaram a 4,88% do total enviado para os Estados, o mais baixo porcentual do governo Campos.

Em 2012, o PT e o PSB de Campos saíram rachados na eleição para a Prefeitura do Recife. Venceu o candidato do governador, Geraldo Julio. A partir daí, a relação com o PT começou a azedar.

Na semana passada, Lula chegou a criticar a postura de Campos, que integra a base governista, mas ensaia um discurso oposicionista. "Se alguém quiser romper conosco, que rompa. Não podemos impedir as pessoas de fazerem o que é de interesse dos partidos políticos", disse.
Fonte: Agência Estado

7 de março de 2013

Pais de alunos reclamam falta de merenda em escola de Ouricuri e um dos pais chama secretária de incompetente

Escola Mª Gorete
Na manhã dessa quinta-feira (07), pais de alunos da Escola Municipal Maria Gorete Modesto Soares (escola intitulada de modelo) procuraram o Blog e denunciaram a falta de merenda na referida unidade de ensino.
As aulas na rede municipal em Ouricuri começaram no dia 18 de fevereiro e desde então, nunca teve merenda nas escolas, com isso as crianças entram de 7h30 e saem ás 10h30 pelo fato de não haver merenda nas escolas.
O senhor Ricardo Peixoto, pai de aluno da escola disse que já procurou o diretor e o mesmo disse que já entrou em contato com a secretaria, mas ela disse que não tinha data prevista para a merenda chegar às escolas, “já tá com mais de 20 dias que as aulas começaram e nunca chega essa merenda, se ela não tem competência pra administrar a Secretaria de Educação ela entregue pra outra pessoa”, Desabafou.
Dona Antonia, mãe de aluno da unidade de ensino disse que trabalha e tem que sair no meio do expediente para pegar sua filha na escola, “Isso não existe se pelo menos tivesse merenda as crianças sairiam ás 11h30, horário compatível ao dos pais”, disse.
“Os pais estão feito palhaços, pois todo dia vem deixar as crianças ás 7h30 e vem buscar de 10h30, então, não está havendo aula, nós estamos trazendo nossas crianças pra brincar na escola e todo dia é esse miudinho”. Concluí Ricardo Peixoto.
blog do caririfilho.

13 de dezembro de 2012

Mensalão: STF nega recurso do deputado João Paulo Cunha


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) negaram nesta quinta-feira (13) recurso apresentado pelo deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. O advogado do parlamentar, Alberto Toron, pediu que a Corte escolhesse um novo ministro-revisor para a fase de fixação das penas, proposta rejeitada por unanimidade.

O recurso havia sido negado anteriormente em decisão individual do ministro-relator, Joaquim Barbosa. Hoje, o ministro levou a questão ao plenário, e foi seguido pelos demais colegas. Recém-empossado, Teori Zavascki manteve a posição de não votar sobre assuntos do mensalão enquanto o julgamento principal não terminar.

No recurso, Toron alegava que era preciso sortear novo revisor na fase de fixação das penas, especialmente após a Corte ter decidido que os ministros que absolveram réus não poderiam participar da definição das penas. O revisor Ricardo Lewandowski absolveu João Paulo de todos os crimes e não vota na fixação das penas.

Segundo Barbosa, o recurso deveria ser rejeitado porque o processo não pode ter dois revisores, ainda que em fases diferentes. O ministro Marco Aurélio se disse surpreso com o pedido dos advogados. “Quando acredito que já vi tudo em credibilidade jurídica, vejo mais essa, confundindo as questões, com a quebra de organicidade do direito”.

Os ministros julgaram apenas esse recurso da Ação Penal 470, porque o julgamento principal está suspenso até a volta do ministro Celso de Mello. Gripado, o decano foi internado ontem (12) à noite em Brasília com suspeita de pneumonia. Nos últimos meses, ele têm dito nos bastidores que pretende se aposentar no início do ano que vem, em grande parte, devido a questões de saúde, como dificuldade de caminhar.

Mello dará o voto de desempate sobre a questão da perda de mandato de parlamentares condenados na ação penal. O placar está em 4 votos a 4: metade dos ministros acredita que a decisão é do STF e a outra defende que a medida é privativa do Congresso Nacional. A próxima sessão para discutir a questão dos mandatos será na segunda-feira (17), caso Celso de Mello possa comparecer.
Fonte: Agência Brasil

Delma, Pablo, Ferdinando e Dinarte são condenados


Quatro réus condenados. Após quatro dias de julgamento no Fórum de São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife, a juíza Marinês Marques Viana anunciou na tarde desta quinta-feira (13) a condenação de quatro dos cinco acusados pelo assassinato da turista alemã Jennifer Kloker, 22 anos, em fevereiro de 2010. O corpo da alemã foi encontrado às margens da BR-408, também em São Lourenço da Mata. 

REPERCUSSÃO
» Advogado de Delma vai recorrer. Defesa de Dinarte pedirá embargo da decisão
» Promotoria comemora decisão contra acusados 
» Caso Jennifer Kloker: as reações dos acusados após a sentença

Apontada como a mentora do crime, a ré Delma Freire, 51 anos, foi condenada a 32 anos de prisão (30 anos de reclusão em regime fechado e dois anos de detenção) por homicídio duplamente qualificado, motivo torpe e sem chance de defesa da vítima, além de formação de quadrilha e fraude processual. A condenada era sogra da vítima e, durante todo o período de investigação, negou participação na morte. Delma assumiu o crime apenas nessa quarta-feira (11), terceiro dia de julgamento. Delma admitiu a culpa depois que todos os réus a apontaram como mandante do assassinato.

Delma Freire confessou ser a mentora do crime, mas disse que a trama foi por amor ao filho (Fotos: Bernardo Soares/JC Imagem)

O marido da vítima e filho de Delma, Pablo Tonelli, 25, foi condenado a 25 anos e seis meses de reclusão em regime fechado. Ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha. Durante o julgamento, Pablo disse que sabia que Delma pretendia matar a esposa, mas que não podia  fazer nada por correr o risco de ser morto pela própria mãe.

Pablo Tonelli dirigia o veículo onde todos estavam no dia em que Jennifer oi morta, relatou Delma

Companheiro de Delma e pai adotivo de Pablo, o italiano Ferdinando Tonelli, 47, também foi condenado a 25 anos e seis meses de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha.

Defensor dos Tonelli afirmou que Ferdinando (foto) não precisava de dinheiro do seguro

Irmão de Delma Freire, Dinarte Medeiros, 42, foi condenado a 14 anos e quatro meses de prisão em regime fechado por homicídio e formação de quadrilha. Após ter a pena de homicídio acrescida em 1/3 a juíza Marinês Marques Viana retirou a mesma por causa da delação premiada que ele fez ainda durante a investigação policial.

Os locais de cumprimento das penas será decidido pelo juiz de Execuções Penais num prazo de aproximadamente um mês. Até lá, os condenados, à exceção de Dinarte, voltam para as unidades prisionais onde estavam antes do julgamento - Delma, para o presídio feminino de Igarassu, no Grande Recife, enquanto Pablo e Ferdinando, para o Presídio Aníbal Bruno, no Recife. Dinarte, que não estava detido, poderá recorrer da sentença em liberdade. 

O quinto acusado por envolvimento no crime é Alexsandro dos Santos, apontado como executor dos tiros que mataram Jennifer. Ele não foi julgado junto com os demais porque seu advogado teve um mal súbito na manhã do primeiro dia do julgamento. Sem defensor, o julgamento de Alexsandro foi adiado para fevereiro de 2013. O réu respode por homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha. A pena de Alexsandro pode chegar a 30 anos.

Ouça a sentença:
http://www2.uol.com.br/JC/HTML_PORTAL/cotidiano/imagens/penas.jpg

JULGAMENTO - Em quatro dias de julgamento, defesa e promotoria tentaram provar seus pontos de vista. Primeiro dia, a segunda-feira (10) foi marcada por atrasos e discussões. Na ocasião, a defesa não aceitava a escolha dos jurados, o que seria uma estratégia para desmembrar o julgamento, adiando o júri de alguns dos réus. Após a confusão, o corpo de jurados foi formado por seis mulheres e um homem.

No segundo dia de julgamento, foi a vez de defesa e promotoria questionarem os réus. Nesse momento, teve início uma reviravolta que terminaria na confissão da ré Delma Freire, caindo por terra a linha de defesa do próprio advogado que apontava um latrocício como causa morte da alemã Jennifer Kloker. Primeira ser ouvida, Delma preferiu o silêncio. Em seguida, Pablo Tonelli, filho de Delma, revelou saber do plano da mãe para o assassinato, apontando-a como mentora do crime. Depois o companheiro de Delma, Ferdinando Tonelli, reforçou as acusações feitas pelo filho adotivo e admitiu ter planejado a morte da nora junto com a ré e o próprio Pablo. O último a ser ouvido foi o irmão de Delma, Dinarte Medeiros, que não acrescentou novidades ao que já havia dito durante as investigações do caso.

Na quarta-feira (12), terceiro dia, o julgamento teve um importante desdobramento. Antes do início do debate entre defesa e acusação, a ré Delma Freire pediu a palavra e confessou sua participação no crime. Ela alegou que arquitetou o assassinato por amor à família, afirmando que a vítima era drogada, traía o marido e agredia o filho de dois anos. O último dia ficou dedicado à reunião do conselho de sentença e letitura do veredicto.

11 de dezembro de 2012

Aliado de Eduardo, Jarbas diz que período do PT no poder se esgotou




O senador pernambucano Jarbas Vasconcelos (PMDB) usou a tribuna do Senado nesta terça-feira (11) para fazer um "balanço" do primeiro biênio de Dilma Rousseff (PT) à frente da Presidência da República. O peemedebista chamou o modelo de gestão petista de "incompetente". Aliado de Eduardo Campos (PSB), Jarbas também disse que o PT dá sinais de esgotamento no poder e lembrou que já faz quase uma década que o partido está a frente do Governo Federal e, portanto, não dá mais para aceitar que petistas responsabilizarem os governantes do passado pelos problemas ainda existentes. Houve até crítica pessoal a Dilma, a quem ele chamou de arrogante.

"Talvez um dos exemplos mais evidentes dessa incompetência do Governo do PT seja a atual seca que atinge o Nordeste brasileiro. É inconcebível aceitar a repetição das cenas nos noticiários televisivos mostrando a morte de milhares de animais e o empobrecimento das famílias que moram no Semiárido”, afirmou Jarbas.

Jarbas Vasconcelos também ironizou os problemas enfrentados pelo PT e pelo Governo Federal, lembrando as recentes denúncias de esquemas de corrupção envolvento nomes ligados ao Governo, apontando um esgotamento do partido a frente do Governo Federal e chamando atenção para a "falta de iniciativa" petista para resolver problemas antigos.

"2012 se encerra e pode não ser o ano no qual o mundo se acabou, mas com certeza é o ano no qual o PT dá sinais evidentes de esgotamento à frente da Presidência da República. Quer seja pelo desfecho do julgamento do Escândalo do Mensalão por parte do STF, quer seja pelo surgimento de novas denúncias de corrupção envolvendo figuras de proa do petismo ou pela falta de iniciativa em resolver problemas que só fizeram crescer na última década."

SECA - Um ponto destacado por Jarbas foi a seca que tem castigado o Nordeste. "A seca que castiga a região destruiu os plantios de subsistência, está dizimando os rebanhos, secando os açudes de médio e pequeno portes, enfim, está arrasando a frágil economia da região, voltando a expulsar os jovens de sua terra, deixando para trás as mulheres e os velhos". De acordo com o senador, a política de irrigação do Governo do PT na última década é "uma vergonha, praticamente inexistente".
Jarbas diz que transposição não é suficiente para combater a seca no Nordeste

SETOR ENERGÉTICO - Jarbas Vasconcelos também criticou a atuação da presidente Dilma no setor energético, lembrando que é a área em que a presidente iniciou sua atuação na administração pública, como secretária de Minas e Energia do Estado do Rio Grande do Sul. "Onde fica a imagem de gestora eficiente, implacável com o malfeito, levada ao ar na campanha eleitoral de 2010? Sobram apenas a arrogância e a maneira pouco adequada de tratar os subordinados com gritos e agressões verbais".
Jarbas compara PT a José Dirceu, que estaria querendo posar de vítima

Para Jarbas, todos esses problemas terminam se refletindo no desempenho da economia brasileira. O crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil durante os dois primeiros anos do Governo Dilma deve atingir o pior desempenho desde o início da década de 1990, com elevação de apenas 2,1%.

"Entre os países que integram o chamado BRICS – Brasil, Rússia, Índia e África do Sul – o nosso país crescerá a metade do que os russos atingirão no mesmo período, um terço dos indianos e um quarto dos chineses. Vamos crescer menos do que a África do Sul, que tem um desemprego de 25%. O Brasil também ficará atrás dos vizinhos latinos, como México, Colômbia, Chile, Peru e até mesmo da turbulenta economia argentina", lembrou o peemedebista.

Na opinião do senador pernambucano, a equipe econômica – comandada pela própria Presidente da República – ainda não percebeu ou não quis enxergar que se esgotou o modelo baseado apenas no aumento do consumo, bem sucedido no segundo mandato do Governo Lula.

"O ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola afirma que parte desse resultado fraco é consequência de fatores internos. Ou seja, nem tudo é resultado da crise internacional. Segundo Loyola, o investimento público no Brasil não está sendo realizado e o privado tem sido adiado ou cancelado", argumentou.

Adotando o discurso pregado pelo seu aliado Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco e possível presidenciável, Jarbas Vasconcelos questionou a política de desoneração tributária para beneficiar determinados setores privilegiados da economia. Segundo ele, essa política causou um efeito devastador nas finanças de Estados e Municípios, aumentando a dependência deles na relação com o Governo Federal.

"É irônico que durante o Governo de um partido que se dizia aberto e democrático a Federação Brasileira viva seus piores momentos, seus estertores, com governadores e prefeitos tendo que implorar por recursos concentrados nas mãos de ferro da União."

Para Jarbas, a imagem que o Governo Dilma passa para todos é de que não existe planejamento. “O Governo vai agindo sem traçar cenários, sem se antecipar aos fatos, anunciando decisões como uma mera reação aos problemas que ganham as manchetes dos jornais. Este é um governo que não age, apenas reage, muitas vezes, de forma atribulada e equivocada", finalizou.

Jarbas também defendeu o trabalho dos parlamentares de oposição, mesmo que numericamente inferiores no Congresso Nacional, criticando a força imposta pelo Executivo no parlamento.

"O trabalho da oposição precisa ser desenvolvido de forma continuada, mesmo quando o ‘rolo-compressor’ e a prática governamental do ‘vale-tudo’ impedem a democrática atuação da minoria, manipula as comissões parlamentares de inquérito e transforma a atuação do Parlamento num mero despachante de luxo do Poder Executivo."
Postado por Jamildo Melo 

Lula diz que denúncia de Marco Valério é mentira

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (11) ser “mentira” as denúncias feitas pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza à Procuradoria-Geral da República em setembro e reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo. Em nota, a Direção Nacional do PT afirmou que as novas declarações se referem a uma tentativa de “delação premiada” e refletem o “desespero” de Valério para reduzir sua pena. Apontado como o operador do esquema, o empresário foi condenado a mais de 40 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal.

“Isso é mentira”, afirmou Lula após ser questionado por jornalistas na saída do Fórum do Progresso Social, organizado por seu instituto e a Fondation Jean-Jaurè, em Paris. Com a frase, o ex-presidente quebrou o silêncio que perdurou ao longo de todo o dia, quando evitou falar à imprensa. Após as revelações, no entanto, Lula cancelou a sua participação em um jantar oferecido pelo presidente da França, François Hollande, à presidente Dilma Rousseff no Palácio do Eliseu. Ele era um dos convidados de honra do evento.
Fonte: Agência Estado

10 de dezembro de 2012

Gilberto Gil, Santanna e Dominguinhos na programação do centenário de Gonzagão em Exú


A cidade onde nasceu Luiz Gonzaga, Exú, no Sertão de Pernambuco, será palco de uma grande festa em homenagem ao centenário do Rei do Baião. Serão cinco dias de festa, a programação começa na terça-feira (11) e sábado (15).
Serão realizados shows, apresentações de dança e produções audiovisuais e ainda serão realizadas oficinas. As apresentações musicais serão realizadas em quatro palcos. Entre as atrações estão cantores bastante conhecidos no cenário nacional como Gilberto Gil, Dominguinhos, Santanna e Elba Ramalho, entre outros.
Confira a programação:
PALCO GONZAGÃO
Módulo Esportivo - A partir das 21h 

Quarta-feira (12) (Abertura às 19h30)
- Orquestra Sinfônica de Teresina com João Cláudio 
- Danilo Pernambucano
- Zé Nilton
- Chambinho do Acordeon
- Santanna
    
Quinta-feira (13) 
- Daniel Gonzaga
- Dominguinhos
- Gilberto Gil 
- Joquinha Gonzaga

Sexta-feira (14)
- Joãozinho de Exu
- Amazan
- Elba Ramalho
- Waldonys

Sábado (15) 
- Sanfona de Januário
Genaro, Beto Hortis, Agostinho do Acordeon, Camarão, Cezzinha e Dudu do Acordeon 
- Xote das Meninas
Cristina Amaral, Edilza Aires, Irah Caldeira, Liv Moraes, Nádia Maia, Patrícia Cruz, Terezinha do Acordeon e Walkiria Mendes
- Novinho da Paraíba
- Jorge de Altinho

PALCO AZA BRANCA
Parque Aza Branca - A partir das 20h 

Quinta-feira (13)
- Taís Nogueira e João Silva (com participação especial de Dominguinhos)
- Josildo Sá
- Alcymar Monteiro 
- Adelmário Coelho 

Sexta-feira  (14)

- Luizinho Calixto, Zé Calixto e Truvinca
- Trio Nordestino 
- Quinteto Violado 
- Flávio Leandro 

Sábado, 15/12
- Bia Marinho / Em Canto e Poesia
- Maria Lafaete (Com participação de Sérgio Gonzaga)
- Projeto Meu Araripe 
Os Gonzaguinhas, Fua Carvalho, Zezinho de Exu, Forrozeiros do Gonzagão, Ana Paula, Maurício Jorge, Leonardo Luna, Edgar do Cedro, Baião Mais Eu, Sarah Leandro, Sotaque Nordestino
- Maciel Melo 
    
PALCO  JUAZEIRO
Parque Aza Branca

Domingo (16)  (A partir das 15h)
- João do Pife e Banda Dois Irmãos
- Ivan Ferraz
- Bel Lima
- Jaiminho de Exu
- Claudiana
- Toinho do Baião
- Dijesus

PALCO ARARIPE
Fazenda Araripe

Quinta-feira (13) (A partir das 9h)
- Seguidores do Rei 
- Os Cabas de Gonzaga
- Chá Cutuba 
- Vital Barbosa 
- Epitácio Pessoa 
- Donizete Batista 
- Leninho de Bodocó 
- Tárcio Carvalho 
- Coral de Aboios de Serrita
- Flávio Baião 
- Antônio da Mutuca
- Os Três do Cariri 

No DF, PSB sai do governo de Agnelo Queiroz, do PT


Fotos: Agência Brasil

Da Agência Estado

Em mais um ato em que se distancia do PT aos poucos, o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, decidiu nesta segunda-feira (10) se afastar do governo do Distrito Federal. O partido devolveu ao governador petista Agnelo Queiroz as secretarias da Agricultura e Turismo e a administração do Lago Norte. "O governador se distanciou de seus compromissos políticos e administrativos, mostrou-se ineficiente e transformou a saúde e a segurança num caos", afirmou o senador Rodrigo Rollemberg, secretário-geral do PSB de Brasília.

Rollemberg disse que conversou com Eduardo Campos sobre a decisão tomada em Brasília. "Nunca deixo de conversar com ele sobre o que acontece em Brasília. Informei que era uma questão muito localizada", disse ainda. Segundo Rollemberg, a decisão de abandonar a aliança com o governador Agnelo Queiroz tinha sido tomada logo depois da eleição municipal de outubro. Mas, para evitar especulações, visto que PT e PSB tinham rompido coligações em cidades importantes, como Recife e Fortaleza, a saída do partido do governo do Distrito Federal foi adiada.

Nos bastidores, porém, o que se sabe é que Rollemberg e Eduardo Campos concluíram que o PSB ficaria inviabilizado eleitoralmente em 2014 no Distrito Federal caso mantivesse a aliança com o PT. Uma forma de tornar o partido competitivo para disputar o governo em 2014, mesmo que contra o PT, seria romper a aliança. A desaprovação ao governo de Agnelo Queiroz tem sido muito grande entre a população.

Ao anunciar que o PSB estava saindo do governo, Rollemberg disse que o partido passou por vários constrangimentos ao longo da administração de Agnelo, que acabou por ser envolvido nas denúncias a respeito do contraventor Carlinhos Cachoeira. "Entendemos que poderíamos construir uma mudança nos rumos do governo, fazendo-o voltar a se comprometer com os compromissos de campanha. Mas isso não ocorreu", disse Rollemberg.

"Os problemas de saúde e de segurança se agravaram enormemente nos últimos dois anos, gerando uma insatisfação enorme no conjunto da população e uma insatisfação em todos os partidos políticos que se comprometeram com essa eleição (de Agnelo)", continuou o senador. Ele afirmou ainda que a insatisfação com o governador hoje é registrada no PDT - o que foi confirmado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) - e até no PT.

Rollemberg disse ainda que o PSB viu seus quadros serem marginalizados no governo de Brasília. "O que se percebe no governo é a concentração do poder nas mãos de poucas pessoas, a falta de diálogo com os movimentos sociais e com a sociedade civil, a ausência de transparência e a incapacidade administrativa para solucionar problemas graves".
Postado por Gabriela López | 

Caso Jennifer: Atrasos e discussões no primeiro de julgamento


Atrasos e discussões marcaram o primeiro dia do julgamento dos acusados de matar a alemã Jennifer Kloker. O júri, que deveria ter começado às 8h da manhã desta segunda-feira (10), no Fórum de São Lourenço da Mata, no Grande Recife, só foi iniciado às 10h, duas horas após o previsto. 

Após apresentar os cinco réus presentes (Delma Freire de Medeiros, Pablo Richardson Tonelli, Ferdinando Tonelli, Alexsandro Neves dos Santos e Dinarte Dantas de Medeiros), a juíza Marinês Marques Viana informou que o acusado Alexsandro não seria julgado, pois o seu advogado de defesa Josias Domingos de Lemos não estava presente. Ele teria passado mal e foi internado no Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape).
Relembre o caso;
Acompanhe as informações do júri em tempo real pelo @NE10Urgente

A juíza Marinês determinou um novo julgamento para Alexsandro, previsto para o dia 27 de fevereiro de 2013. O advogado do acusado terá cinco dias para apresentar o laudo que comprove o seu estado de saúde. Caso não apresente o documento, Alexsandro terá dez dias para apresentar um novo advogado, antes que seja encaminhado para a Defensoria Pública. 

Após o anúncio de uma nova data para o julgamento de Alexsandro, por volta das 10h30, teve início o sorteio para escolha dos sete jurados entre os 24 presentes (um dos convocados - do total de 25 - foi dispensado por motivos médicos). 

Neste momento, uma confusão foi protagonizada pelo defensor de Delma Freire, José Carlos Penha, atrasando o julgamento por mais 1h30. O tumulto teve início depois das recusas dos jurados sorteados. Até o momento, oito sorteios tinham sido realizados e apenas dois jurados tinham sido aceitos pela defesa. Penha afirmou que, como já tinha utilizado seu limite máximo de recusas, sua cliente poderia ser prejudicada já que não poderia mais recusar nenhum jurado, por isso também queria o adiamento da audiência para o dia 27 de fevereiro.


O defensor de Delma está confiante que a justiça irá libertar sua cliente por falta de provas contundentes contra ela



André e Márcio Botelho, responsáveis pela defesa de Pablo e Ferdinando Tonelli, afirmaram que existe uma prova que irá comprovar a inocência dos dois
A manobra da defesa não surtiu resultado - serviu apenas para aumentar o atraso da sessão. Em seu pronunciamento, a juíza Marinês deixou claro que o principal objetivo dos advogados era desmembrar o julgamento para aumentar o tempo de defesa dos réus. Inicialmente, os promotores de acusação teriam 2h30 para apresentar sua tese. A defesa teria que dividir o mesmo tempo (2h30) entre os quatro réus presentes. Todos os advogados entraram com pedido para aumentar o tempo e, se a solicitação fosse atendida, desistiriam do protesto para desmembramento.

Durante o tumulto, Delma aproveitou o tempo para conversar, aos cochichos, com outros réus: o marido Ferdinando Tonelli e o filho Pablo Tonelli

Os promotores André Rabelo e Ana Cláudia Walmsley concordaram com o pedido dos advogados e a juíza decidiu então conceder 1h30 para cada réu presente, totalizando 6 horas, assim como 1h30 a mais para a promotoria, que passou a ter 4 horas para a sua apresentação. Após a resolução do impasse, a juíza Marinês abriu intervalo para o almoço.
TARDE - O julgamento dos acusados de matar a alemã Jennifer Kloker foi reaberto com mais confusão. A sessão teve início com o testemunho da delegada Gleide Ângelo - responsável pelas investigações juntamente com o delegado Alfredo Jorge e também testemunha do caso.


"Eles tentaram matar Jennifer quatro vezes. Tiveram oportunidade de desistir, mas não fizeram", acusou a responsável pelo inquérito policial, delegada Gleide Ângelo
Em seu depoimento, a delegada Gleide Ângelo afirmou que tem certeza que os réus são culpados e que o crime foi planejado na Itália. Ela disse ainda que casamento de Delma Freire e Ferdinando Tonelli era por interesse e que os dois não moravam juntos.
Durante o testemunho da delegada, o advogado de Delma, José Carlos Penha, a questionou. Porém, antes que a delegada respondesse às perguntas, o advogado a interrompeu por diversas vezes, provocando a interferência da juíza Marinês Marques Viana e do promotor André Rabelo. "O senhor está fugindo da lei, e eu sou o fiscal da lei", disse o promotor para a defesa de Delma. Penha retrucou: "No momento que lhe convém".

"O senhor está fugindo da lei, e eu sou o fiscal da lei", disse o promotor André Rabelo para a defesa de Delma durante depoimento de Gleide Ângelo
O clima seguiu tenso durante o depoimento do delegado Alfredo Jorge, que norteou a sua fala nos dados técnicos das provas.  O delegado afirmou ter certeza da culpa dos réus e que os dados fornecidos pelo GPS do Gol alugado pela família não deixam dúvidas de que Delma Freire, Ferdinando e Pablo Tonelli planejaram o crime contra a jovem.


Segundo o delegado, Ferdinando assumiu que fez um seguro de vida em nome de Jennifer e que o próprio seria o beneficiado, em caso de morte da alemã
Segundo o delegado, o percurso apresentado pelos acusados durante depoimento na delegacia é completamente diferente do registrado pelo GPS. "O aparelho eletrônico apresentou apenas dois pontos de parada, sendo uma deles no bairro do Curado IV, certamente para buscar o autor dos disparos contra a alemã, Alexsandro Neves, e o outro no local onde foi encontrado o corpo de Jennifer. Porém, os três acusados afirmaram que, após sair do Terminal de Passageiros (TIP), fizeram três paradas. No primeiro depoimento, eles também não falaram que passaram pelo Curado IV. Após o anúncio dos dados, eles mudaram suas versões, mas com informações desencontradas", contou o delegado.

O delegado acrescentou que o Gol alugado pela família possui um dispositivo que precisa ser acionado para o carro continuar em movimento. "Após ligar o carro, o motorista precisa acionar um botão nos primeiros 50 metros de deslocamento, caso contrário o carro para. Apenas os donos da empresa e quem aluga o carro sabe desta informação. Um bandido que aborda uma família durante um assalto dificilmente saberia", disse.

Após os depoimentos das testemunhas, a juíza Marinês Viana encerrou a sessão desta segunda. O júri será retomado às 9h desta terça (11).  

DELMA - Durante o depoimento do delegado Alfredo Jorge, a acusada Delma Freire afirmou estar passando mal e pediu para que a sua pressão arterial fosse aferida. A ré saiu da sala para ser atendida por um enfermeiro. Depois de alguns minutos, ela retornou ao júri aparentando estar bem e a sessão foi retomada. 

CRIME - O corpo da alemã Jennifer Marion Nadja Kloker foi encontrado com três perfurações de bala às margens da BR-408, no limite entre o Recife e o município de São Lourenço da Mata. O marido de Jennifer, Pablo Tonelli, e o sogro dela, Ferdinando Tonelli, inicialmente contaram à polícia que a família havia sido vítima de assalto, versão que foi desmentida pelas investigações.

Segundo a polícia, Jennifer, na época com 23 anos de idade, teria sido assassinada porque sua sogra Delma, considerada a mentora do crime, Ferdinando e Pablo tinham interesse no seguro de vida no valor de 500 mil euros (cerca de R$ 1,2 milhão) no nome da jovem. Alexsandro teria sido contratado por R$ 5 mil para matar a alemã. O quinto envolvido no homicídio, Dinarte, que é irmão de Delma, é acusado de comprar a arma e apresentar Alexsandro à família.

9 de dezembro de 2012

Rose foi única chefe indicada por Lula que Dilma manteve


Da Agência Estado
 
Rosemary Noronha, uma das personagens centrais do esquema de corrupção desbaratado pela Operação Porto Seguro, foi a única funcionária não concursada da Presidência mantida em cargo de chefia após a transição de poder entre Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
 
Próxima de Lula, Rose, como era conhecida, ocupava desde 2009 um cargo DAS 6 - reservado a secretários, chefes e diretores de departamento, com salários na faixa de R$ 11,2 mil. Rose foi demitida há 15 dias, após a operação da Polícia Federal.
 
O levantamento sobre os 6.515 servidores federais não concursados que estão em postos de livre nomeação (DAS) mostra que, quanto maior a importância e a remuneração do cargo, menor é a taxa de “sobrevivência” dos remanescentes da gestão Lula - tanto no âmbito da Presidência quanto em ministérios.
 
É nos cargos DAS - sigla de “Direção e Assessoramento Superior” - que se acomodam a maioria dos servidores indicados por partidos políticos.
 
No caso dos salários mais elevados, de R$ 8.988 a R$ 11.179, não há cota mínima de concursados. São esses postos os mais visados. Mesmo nesses casos, porém, os servidores de carreira são maioria: 60% entre os DAS 6 e 68% entre os DAS 5.
 
Os dados do Portal da Transparência do governo mostram que, em relação ao começo da gestão, Dilma ampliou o número de cargos DAS (de cerca de 21,7 mil para 22,3 mil), mas, ao mesmo tempo, reduziu o número de não concursados que os ocupam (de 6.689 para 6.515).
Postado por Gabriela López 

Dinheiro Não Chega e Desespero continua


 

 

 
A maioria das cidades brasileiras que tiveram situação de emergência em razão da seca reconhecida pela União não receberam recursos do governo federal em 2012.
 
Fatores como excesso de burocracia, falta de verba e negligência de prefeitos contribuíram para deixar 1.390 dos 2.058 municípios (68%) sem a ajuda neste ano.
 
Os dados, do Ministério da Integração Nacional, foram repassados à Folha pela Lei de Acesso à Informação.
 
Há casos de emergência por estiagem e seca em todas as regiões do Brasil. Seca, como define a Defesa Civil, é uma estiagem prolongada. No Sul, 69% dos municípios não receberam recursos.
 
O Nordeste é a região com mais municípios afetados e não socorridos. Dos 1.272 em situação de emergência, apenas 459 (36%) receberam verba federal. Algumas localidades enfrentam a pior seca dos últimos 30 anos, E os Governos Federal Estadual e Municipal, Ainda não cairão na real, Não é brincadeira enquanto eles prometem e não cumprem; A população paga pela falta de responsabilidade daqueles que deveriam fazer valer o direito dos CIDADÃOS. "ISSO É UMA VERGONHA"
 

Juiz defende mobilização da sociedade em favor da reforma política


Foto:GervásiBaptista/Agência Brasil
Da Agência Brasil

Brasília – Para que o Brasil avance no combate à corrupção é preciso que seja implementada a reforma política no país, avalia o juiz Marlon Reis, um dos coordenadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), rede com mais de 50 entidades nacionais. Para ele, a sociedade deve se mobilizar com esse objetivo, como fez para conquistar a aplicação da Lei da Ficha Limpa.

Reis, um dos idealizadores e redatores do texto legal, lembrou que a lei que impede a participação nas eleições de candidatos que sofreram condenação criminal por decisão de um colegiado é fruto de iniciativa popular. Cerca de 1,6 milhões de assinaturas foram reunidas em seu favor. Aplicada pela primeira vez nas eleições municipais deste ano, a Lei da Ficha Limpa barrou mais de 900 candidaturas em todo o país.

“Todo mundo fala que a reforma política é fundamental no país, então temos que começar a agir de acordo com essa convicção. Não se deve esperar pelo Congresso Nacional apenas, a sociedade pode se articular e se mobilizar para esse fim”, disse o juiz, que recebeu na última sexta-feira (7) um prêmio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (Unodc) pelo seu trabalho no combate e na prevenção à corrupção. O reconhecimento foi feito em um evento, organizado pelo órgão em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), que antecipou a comemoração pelo Dia Internacional de Combate à Corrupção, lembrado hoje (9).

Marlon Reis explicou que um dos efeitos práticos da reforma política será a transparência no processo de financiamento das campanhas. Ele defende que empresas privadas sejam proibidas de doar dinheiro para promover candidaturas no país.

“O que vemos hoje é que a maior parte das doações é feita por bancos, mineradoras e empreiteiras. É claro que a maioria faz isso por interesse, para manter uma proximidade com o poder. Isso deveria eliminado do processo eleitoral”, disse, acrescentando que o financiamento deveria ser feito, em boa parte, pela participação do cidadão “com quantias pequenas, mas que representam uma colaboração cívica”.

O juiz Marlon Reis, que atua no Maranhão, destacou ainda que a sociedade brasileira “vem amadurecendo” nesse tema e citou outra conquista importante, a aprovação da Lei de Acesso à Informação.

De acordo com o ministro da CGU, Jorge Hage, nos seis primeiros meses desde que a lei entrou em vigor, em maio deste ano, foram recebidos mais de 50 mil pedidos de informação, dos quais mais de 90% foram respondidos em um prazo médio de dez dias.

Para Hage, que também defende a participação social no controle das atividades públicas, os números indicam que “os órgãos públicos têm mostrado eficiência em uma área inteiramente nova”, que faz parte do esforço das instituições brasileiras para combater os desvios de verba pública e a corrupção no país.
Postado por Gabriela López 

Ouricuriense de 14 anos se torna vice-campeão Sul-Americano de atletismo


O estudante Júlio Victor Coriolano (14 anos), da Escola Dom Idílio José Soares, em Ouricuri, conseguiu um feito extraordinário na ultima quarta-feira (05), quando consagrou-se vice-campeão na prova do revezamento 5×80 nos jogos Escolares Sul-Americanos, realizado em João Pessoa (PB).
Júlio, que é filho de Charles Coriolano (líder político da cidade), ainda conseguiu um 4º lugar na prova dos 1.200 metros, resultado que não deixa de ser produtivo, levando em conta as precárias condições de treinamento no estádio do Bigodão. Ele ainda liderou a prova durante um bom tempo.
Janaína Santos (14 anos) foi outra que disputou o campeonato. Ela terminou na 5ª colocação no salto em distância. Ela também é estudante da Escola Dom Idílio. Os dois jovens ouricurienses representaram o Brasil na competição, que reuniu atletas de diversos países da América do Sul.

Agricultor de Ouricuri reclama da dificuldade no acesso ao milho da Conab


O milho subsidiado pelo governo Federal com a finalidade de atender aos agricultores atingidos pela seca não está sendo suficiente para quem precisa dele na área rural de Ouricuri. “Há mais de mês, fiz o cadastro, paguei R$ 217 para receber 12 sacos e até agora não apareceu qualquer caroço de milho. Acabei de jogar no mato duas galinhas que morreram de fome”, reclamou nesta quinta (6) ao JC o agricultor Sebastião de Sá Pereira, que mora no Sítio São João, área rural de Ouricuri.
Segundo ele, só consegue comprar o milho a preço mais baixo quem está na cidade na hora em que o produto chega. Depois da estiagem, Sebastião diminuiu a alimentação dos animais e já perdeu “32 cabeças” entre as aves que cria. Atualmente, são 96 animais na sua propriedade e os ovos são sua única fonte de renda. “Os animais só vão ficar mais tempo vivo se chegar esse milho. Quem me dá de comer é um filho que trabalha num sindicato na cidade”, contou.
O subsídio do milho para os produtores atingidos pela seca foi definido numa lei, publicada no Diário Oficial no dia 29 de julho. Em Ouricuri, o milho vendido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) só chegou no final de setembro. Lá, foram vendidas 770 toneladas do produto a 807 produtores, embora tenham sido cadastrados 3 mil agricultores que desejavam comprá-lo. O saco do grão com 60 quilos é vendido por R$ 18,12 para quem consome até 3 mil quilos por mês, R$ 21 para os produtores que necessitam de 3.001 quilos a 7 mil quilos mensais e R$ 24,60 para os que gastam de 7.001 quilos a 14 mil quilos mensalmente. A compra é vantajosa porque um saco varia entre R$ 45 e R$ 60 no mercado.
A agricultora Severina Francisca da Silva está “desesperada” por não ter comida para oferecer as suas 50 ovelhas. Dez animais morreram devido à falta de comida provocada pela estiagem. Ela pagou por dois sacos de milho subsidiado em setembro e, desde então, planejava comprar dois sacos todo mês. “A primeira remessa chegou na última quinta e já acabou. Ontem fui a cidade e comprei dois sacos por R$ 100, pois não tinha como comprar o mais barato“, comentou.
“A situação está tão precária, até o mandacaru está se acabando. Querem pagar R$ 30 por uma ovelha. Vou dar o restante do mandacaru e milho, mas não vou vender as ovelhas. Se continuar desse jeito, para o ano, nem a gente escapa”, afirmou a agricultora. As aposentadorias dela e do esposo são a única fonte de renda da família. Antes da seca, conseguia vender uma ovelha por R$ 200.
Além da chuva, o único outro fator que pode aliviar a atual situação da agricultora é a liberação de um empréstimo de R$ 12 mil, pedido em junho ao Banco do Nordeste. Ela nem sabe mais quantas promessas fez para Padre Cícero na intenção de conseguir o financiamento, com o qual pretende fazer um estoque de ração, melhorias e comprar equipamentos para moer o mandacaru. Severina nem entendeu porque o seu financiamento não saiu. “O banco é um tumulto, tem muita gente e dizem para ter paciência”, lamentou, se referindo à agência de Ouricuri.                          blogdobrunomorais.