O que mais me chama a atenção é a continuidade familiar que se torna como que um legado para o estado.
Eduardo Campos, Mendonça Filho, Fernando
Bezerra, João Lyra e tantos outros que vem de uma linhagem familiar
politicamente articulada, são apenas alguns dos inúmeros exemplos que
temos em Pernambuco.
Os exemplos de homens públicos que
montam uma carreira política e a entregam ao filho como herança
acompanham o Brasil desde os tempos coloniais. De geração em geração,
eles vão garantindo sua permanência no poder.
As chamadas oligarquias (governo de
poucos) espalhadas pelo país não são um privilégio brasileiro, mas um
fenômeno típico de repúblicas em que o político é mais importante que a
bandeira ideológica de seu partido.
Acredito que esse modo de agir de alguns
políticos, tem travado a escolha democrática dentro das convenções
partidárias, e quase sempre nomes bons, pessoas que tem a política como
vocação, são rifadas e seus nomes postos de lado por causa da força de
sobrenomes que trazem uma história política.
Quantos são os homens e mulheres
pensantes que sonham em crescer politicamente no estado, mas, são
atropelados pelos filhos dos políticos que vão envelhecendo, e que não
querem deixar que o poder passe para outra pessoa, que não seja do seu
clã familiar.
Vejo exemplos nítidos em todo estado e
isso me faz refletir todos os dias, como essas velhas águias políticas
sabem usar muito bem esse poder.
Às vezes o “garoto (a)” é péssimo em
lidar com a grande massa, (até por que não tem culpa de ter nascido em
um lar político) e por conta disso se torna arrogante,as vezes achando
que é uma obrigação que todos se voltem pra ele(a) .Mesmo assim é
obrigado a aprender a arte da política para satisfazer o desejo
familiar, e para que se dê seqüência na genealogia política da família.
“Quando o voto é nominal, é mais fácil transferir o prestígio pelo sobrenome”.
Não acredito que o filho deve seguir a
carreira política só porque os pais são políticos… Não acho errado
quando o filho de um político admira o trabalho dos pais e quer seguir o
caminho. Mas também não acho que todo filho de político tem que ser
candidato. A gente vê muito filho de político fazendo grandes coisas sem
precisar ser político. “Política é uma vocação.”
Em Petrolina, Recife, Caruaru,
Garanhuns, Jaboatão dos Guararapes e em todo estado novos nomes com
velhos sobrenomes , serão apresentados, no entanto é o mesmo disco de
vinil que só está virando do lado A pro lado B, mas o cantor é o mesmo! E
vamos seguindo, esperando que a roda gire e algo novo aconteça.
Cauby Fernandes- Estudante Universitário
Blog do Banana
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