Uma
grave denúncia contra o Hospital e Maternidade Santa Maria, unidade
hospitalar que fica na cidade de Araripina, no Sertão pernambucano, foi
feita durante o programa do radialista Genival de Sousa em seu programa
pela manhã desta sexta-feira, 04, na emissora Grande Serra FM.
Inconformada
e bastante abatida, Marinalva de 31 anos de idade, afirma ter chegado
na recepção do Hospital no dia 24 de março por volta das 09hs, sentindo
fortes dores e comunicando que sua gestação estava no período de nove
meses e dez dias. Ela recebeu da funcionária a informação que o Médico
que estava de plantão naquele momento era o Dr. Zé Alencar, e que seria
substituído pelo Dr. Sebastião.
Após
entrar na unidade ficou nos corredores esperando vários minutos até ser
chamada por uma enfermeira que fez os primeiros exames e diagnosticou
que estaria tudo bem com o feto, e que em seguida a paciente passaria
por um atendimento detalhado pelo médico Zé Alencar. O mais absurdo vem
agora, Marinalva conta que esperava na Sala de Pré-Parto quando avistou o
médico que iria lhe examinar passando pelo corredor e chamou
desesperadamente pelo médico que calmamente lhe respondeu - "Vou não, isso ai não é mais comigo não, eu já estou saindo, meu plantão já terminou, espere o outro médico", disse o médico sem o mínimo de preocupação, segundo relata a paciente.
Por
volta das 15hs a enfermeira mais uma vez fez exames na gestante, a
enfermeira disse que o coração da criança já não batia corretamente,
estava fraco, mas a enfermeira colocou a culpa no Estetoscópio(aparelho
usado para escutar sons internos no corpo humano) dizendo que o aparelho
estava com defeito. Mesmo assim a mãe não acreditou na palavra da
enfermeira e sentia que o seu bebê não estava bem, - "era meu filho que estava morrendo."
O
médico Sebastião, só chegou ao Hospital por volta das 18hs, de acordo
com informação de Marinalva, e o pior já havia acontecido, após exames
feitos pelo médico, ele afirmou que o bebê já não tinha mais vida, e que
o próximo passo seria salvar a vida da mãe que corria risco.
A
paciente foi rapidamente levada para sala de cirurgia onde mais uma vez
passou mais de uma hora esperando, e quando pediu ajuda a uma
enfermeira foi novamente mal tratada, - "elas me mandaram ficar calada."
Marinalva
bastante abalada conta que está traumatizada e deprimida, e não quer
nem passar em frente ao Hospital. Todos os exames de pré-natal revelam
que a criança estava bem de saúde, a demora no atendimento resultou na
morte de um bebê ainda na barriga da mãe, que hoje procura forças para
superar a dor de ter perdido seu primeiro filho.
-
"Eu olho para o quarto do meu filho e vejo as coisas que comprei com
tanto carinho para ele, mas ele não está aqui. Fui muito humilhada. Acho
que se eu fosse uma pessoa de família rica, de classe alta não teria
passado por essa situação, espero que nenhuma mãe passe por isso que eu
passei."
O
radialista afirma ter entrado em contato com o Hospital para pedir
esclarecimentos, mas segundo Genival ele também foi muito mal tratado
pela recepção.
Da redação do blog Revista Geral

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