A
presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou, durante discurso no 14º
Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo
(Facesp), que o governo petista não é inimigo da iniciativa privada; as
declarações foram uma resposta às críticas feitas pelo governador de
Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo
Campos, que afirmou que Dilma teria “assustado o mercado” por tentar
“tabelar os ganhos nas concessões”; "Há, sobretudo, vontade política do
meu governo de cooperar com todos os empresários e as empresárias de
pequeno porte, médio porte e grande porte", rebateu a presidente
A
presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou, durante discurso no 14º
Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo
(Facesp), que o governo petista não é inimigo da iniciativa privada. As
declarações, feitas nesta terça-feira (19) foram uma resposta às
críticas feitas pelo governador de Pernambuco e pré-candidato à
Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, durante um encontro
com empresários, em São Paulo, na segunda-feira (18), onde o socialista
realizou os comentários mais pesados dirigidos contra a presidente desde
a saída do PSB da base do Governo Federal.
Tentando
inviabilizar as críticas que a apontavam como “intervencionista”, a
presidente declarou que o futuro depende da aliança entre governo e
empresas. Durante o lançamento de um portal para a desburocratização de
trâmites para micro e pequenos empreendimentos, a petista afirmou que
"há uma proposta de cooperação, uma perspectiva de cooperação. Há,
sobretudo, vontade política do meu governo de cooperar com todos os
empresários e as empresárias de pequeno porte, médio porte e grande
porte".
Dilma
também voltou a destacar o controle nas contas públicas do governo, um
dos pontos mais atacados por Campos em seus discursos. “Vamos fechar,
pelo décimo ano consecutivo, com a inflação dentro da meta estabelecida
pelo Conselho Monetário Nacional”, declarou a presidente, ressaltando
também os R$ 376 bilhões disponíveis em reservas internacionais.
“Estamos em uma situação diferenciada, em um extraordinário contraponto
ao cenário internacional”, avaliou a presidente, remetendo à crise
econômica que afeta a Europa. De acordo com a presidente, desde 2003,
ano da chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao
Palácio do Planalto, mais de 20 milhões de empregos foram criados.
Durante
um encontro com um grupo de cerca de 50 empresários, na segunda-feira
(18), Campos afirmou que Dilma teria “assustado o mercado” por tentar
“tabelar os ganhos nas concessões”. Para o pessebista, a presidente
teria sido uma “refém dos próprios erros”. Na tentativa de obter mais
alianças ao projeto presidencial do PSB, Campos afirmou que o dinheiro
gasto pelo governo poderia ser mais bem aplicado, e apoiou investimentos
em infraestrutura e parcerias com o setor privado.
A
quantidade de ministérios presentes no Governo Federal também foi um
dos alvos das críticas de Campos durante a reunião com os empresários em
São Paulo. “[Campos] disse que dá pra governar com metade dos
ministérios que existem hoje”, afirmou um dos participantes da reunião à
Folha de São Paulo. De acordo com empresários do setor, Campos estaria
utilizando a falta de confiança do setor privado no governo para se
mostrar como uma opção confiável para o pleito de 2014.
Na
última semana, também em São Paulo, o gestor também realizou encontros
com representantes do setor do agronegócio brasileiro buscando angariar
apoio para sua candidatura à Presidência, em 2014. Na ocasião, o
socialista se encontrou com lideranças do setor, em uma tentativa de
aproximar a ex-ministra Marina Silva (PSB) da classe rural, visto quase
como uma espécie de inimigo pela ex-verde. A própria Marina também tem
se movimentado para promover uma aproximação com alguns setores do
empresariado. Juntos, Campos e Marina percorrem o Brasil tentando
viabilizar uma candidatura que, durante as pesquisas de opinião, já
chegou aos 15% dos votos válidos, mas que hoje, segundo dados do Ibope
divulgados esta semana, conta com 7% da preferência do eleitorado. (Pernambuco 247)
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