10 de julho de 2013

Senado rejeita proposta que reduz número de suplentes



 
A agenda positiva do Senado sofreu ontem (9) uma derrota constrangedora. A proposta que reduzia uma das duas suplências de senador e que previa novas eleições em casos de vacância de cadeiras na Casa não conseguiu o número de votos suficientes para ser aprovada.
Tocada como resposta às manifestações das ruas e, também, como uma maneira de melhorar a imagem do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que voltou a atrair os holofotes após usar avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir a um casamento em Porto Seguro (BA), a lista de cerca de 20 projetos prioritários recebeu ontem a primeira mancha.

A proposta, que também proibia cônjuges e parentes de serem escolhidos como suplentes, precisava do ‘sim’ de pelo menos 49 senadores para ser aprovada. O plenário registrava a presença de 72 senadores, mas apenas 64 participaram da votação - 17 foram contra, 1 se absteve e 46 apoiaram a medida.

O autor da proposta, senador José Sarney (PMDB-AP), fez um apelo, sem sucesso, pela aprovação da matéria. “Estou tomado de surpresa com a dimensão que foi dada a essa emenda, que foi colocada como a mais simples de todas as destinadas a uma reforma política, porque não iria criar nenhuma controvérsia”, disse, acrescentando que o Senado passa a ideia de que jamais votará uma reforma política, já que não consegue avaliar nem mesmo um item isolado.

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