12 de julho de 2012

Suplente de Demóstenes tem empresas não declaradas ao TSE antes da eleição

Com a saída de Demóstenes Torres do Senado, a vaga vai ficar com o megaempresário goiano Wilder Pedro de Morais (DEM), que segundo a Receita Federal, é sócio-proprietário de pelo menos 24 empresas. No entanto, apenas 15 foram declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes das eleições de 2010, na qual concorreu na reserva de Demóstenes. Naquela declaração, Wilder disse ter fortuna de R$ 14,4 milhões, mas a Fazenda afirma que a mesma é incalculável. Entre as empresas não declaradas ao tribunal, estão dois shoppings centers: o Bouganville, em Goiana, e o Brasil Park, em Anápolis. Nas duas instituições, Wilder aparece como empreiteiro responsável desde 2006 e 2007, quando elas foram inauguradas, respectivamente. Também foram “esquecidas” pelo suplente três empresas de prestação de serviços funerários, duas delas constituídas em 2004 e em 1995. Neste ano, o primeiro suplente passou a ser sócio de um cemitério em Goiânia. Wilder é dono ainda de empresas do ramo agropecuário, de fabricação de estruturas metálicas, loteamento, incorporação de imóveis, estacionamento e consultoria em gestão empresarial, boa parte delas ausente da declaração apresentada ao TSE. O suplente de Demóstenes ainda é citado nas investigações da Operação Monte Carlo desde seu início. Ele foi casado e teve dois filhos com Andressa Mendonça, atual esposa de Carlos Cachoeira, principal acusado na operação. De acordo com declarações de Demóstenes no início da crise, Andressa deixou Wilder para ficar com Cachoeira. Ela é proprietária de uma loja de lingerie no Shopping Bouganville, a qual ganhou de presente de Wilder.

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