12 de julho de 2012
Sob o domínio do medo
Ainda não sei o que vai acontecer, mas sei que preciso cumprir a minha obrigação". Foi assim que o meia-atacante Valdivia comentou a possibilidade de continuar ou não no Palmeiras, após ter sofrido um sequestro relâmpago na zona oeste de São Paulo. Os altos valores que envolvem os negócios do futebol têm transformado, cada vez mais, jogadores em alvos de criminosos. Se decidir deixar o Brasil, o craque não será o primeiro a buscar em outro país a segurança que pensava encontrar aqui.
Deixar o Brasil já foi alternativa para craques como Robinho e Roberto Carlos. Assediado por clubes europeus desde que surgiu para os profissionais, em 2002, o ex-atacante santista decidiu se transferir para o Real Madrid, da Espanha, em 2005, pouco depois de sua mãe ficar 40 dias sequestrada. Desde então, a família dele tem a companhia de seguranças e, no retorno ao Santos, por empréstimo, em 2010, o jogador desembarcou no Brasil com oito seguranças.
"Infelizmente é um problema da sociedade. Acontece de alguma forma de o jogador buscar essa segurança no exterior e, se ele já passou alguns anos fora, pode sentir receio para voltar", disse o ex-jogador Bernardo, que hoje é empresário e administra jogadores da equipe do Paec, que revela e cuida da carreira de craques como o corintiano Paulinho, entre outros. O ex-volante vê muita diferença dos tempos em que era jogador, nas décadas de 80 e 90. "Naquele tempo a violência era menor e jogador não precisava nem de carro blindado", lembrou.
Valdivia e a mulher Daniela foram abordados na noite de 7 de junho na porta de uma locadora de vídeos. O casal foi mantido sequestrado sob a mira de um revólver por mais de 2 horas, levado a caixas eletrônicos e a uma autopeças até ser liberado perto do Centro de Treinamento do Palmeiras. Após o susto, Valdivia e Daniela foram para o Chile. O jogador retornou a São Paulo para jogar a fase final da Copa do Brasil, mas a mulher ficou. fonte,folha universal
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