11 de julho de 2012
Perez cobra coerência de petistas a Eduardo Campos
O ex-presidente estadual do PT, Jorge Perez, deu eco às críticas proferidas pelo prefeito do Recife, João da Costa (PT), de que setores do partido capitaneados pela corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) – do senador e prefeiturável Humberto Costa – sabotaram a administração ao retirar petistas do governo da legenda, durante o processo das prévias, mas mantêm os cargos no Governo do Estado, adversário nas urnas deste ano. Perez cobrou coerência dos correligionários e defendeu abertamente a entrega dos postos no Executivo estadual.
“Quando eles entregaram os cargos no governo municipal, condenei a postura, mas eles disseram que foi uma decisão ética, porque discordavam do governo. Se tem essa questão ética com um governo de um prefeito do partido, agora (no PSB) muito mais. O PSB não é só adversário nesta eleição como o governador (Eduardo Campos) está fazendo jogo cada vez mais de sabotar o PT. O prefeito está correto. Concordo que devam ser entregues os cargos no Estado sim”, cravou Jorge Perez, na Rádio Folha FM.
“Estamos cobrando coerências. Eles afirmaram que saíram por questão de ética, não tem sentido ficar (no Governo). Estamos cobrando a questão da coerência”, protestou Jorge Perez.
Sobre a estremecida relação entre o PT e o PSB, o ex-presidente estadual petista acusou os socialistas e o líder maior do partido, o governador Eduardo Campos, de romperem com o acordo feito com os petistas. “Até alguns dias antes de o governador decidir lançar uma candidatura no Recife, Sileno Guedes (presidente do PSB estadual) e o governador afirmavam que o PSB apoiava qualquer candidato do PT. Naquele momento, o PT decidiu por Humberto, mas Sileno e Eduardo romperam a palavra e passaram a criticar o PT, com expressões de que o PT atrapalha a presidente Dilma. Quem atrapalha é o PSB, que apoiou governos contrários ao PT”, atacou o ex-dirigente.
Jorge Perez colocou que a atitude do governador Eduardo Campos, de aliar-se ao senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) – um dos adversários do ex-presidente Lula e fiel crítico aos governos do PT – “pegou mal” para o líder socialista. “O governador teve uma atitude que pegou mal com a sociedade e causou um afastamento a Lula. Com essa aliança com Jarbas para derrotar o candidato de Lula, Eduardo se alia para derrotar o candidato do ex-presidente. Ele foi a Dilma para minimizar esse impacto, tanto que o que ele foi pedir era que ela não participasse da campanha. Isso é absurdo. Isso demonstra que o governador está incomodado porque a reação da sociedade está sendo muito negativa. Estamos cobrando coerência. O PSB não pode acender uma vela para Deus e outra para o Diabo”, fustigou.
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